terça-feira, 3 de julho de 2012

Escola deverá ter lista com os autorizados a entrar, diz projeto




O texto, aprovado pela Comissão de Educação do Senado, tem como objetivo aumentar a segurança nas escolas públicas do país
Senado aprovou nesta terça-feira (3) projeto que obriga as escolas de ensino básico a registrarem o nome das pessoas autorizadas a ingressar no estabelecimento de ensino além dos pais ou responsáveis legais dos alunos. O texto, aprovado pela Comissão de Educação, tem como objetivo aumentar a segurança nas escolas públicas do país.
O projeto modifica o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para transformar em obrigatoriedade a identificação das pessoas. Ele foi apresentado ao Senado, no ano passado, depois do massacre na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro - que resultou na morte de 12 crianças por um ex-aluno da escola.
Relator do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que a mudança dará maior segurança às escolas para evitar que "no ambiente escolar sejam perpetrados crimes que possam colocar em risco a integridade de alunos e profissionais da educação".
"Para a direção da escola, o fato de saber quem pode ter acesso as suas dependências também implicará em ganhos pedagógicos, com a aproximação entre a escola e a família do educando", disse o senador.
Como o projeto foi aprovado em caráter terminativo pela comissão, segue para votação na Câmara dos Deputados se não houver recurso para ser votado no plenário do Senado.

Férias

A comissão aprovou outro projeto, também em caráter terminativo, que obriga as escolas de educação infantil a oferecer atividades pedagógicas aos alunos no período de férias escolares. Os pais ficam obrigados a informar, no ato da matrícula, se vão optar pela frequência da criança no período de férias.
As atividades vão ser oferecidas, segundo o projeto, se os alunos que optarem pela frequência nas férias forem mais que 50% do total dos matriculados na escola. O objetivo é atingir, principalmente, crianças matriculadas em creches.
Pelo texto, as atividades pedagógicas devem ser realizadas no mesmo horário dos dias letivos, sem prejuízo aos direitos trabalhistas dos professores e servidores do colégio - que têm que receber a mais pela carga extra de trabalho.
"Muitas vezes as férias dos pais ou responsáveis em seus trabalhos e empregos não coincidem com as férias escolares", disse o senador José Agripino Maia (DEM-RN), relator do projeto.
A Comissão de Educação ainda aprovou um terceiro projeto, também em caráter terminativo, que obriga as instituições de educação superior a informar ao público, antes de cada período letivo, os programas e currículos dos cursos e outras informações de utilidade aos futuros estudantes.
As informações devem ser prestadas no site oficial da instituição de ensino superior. Elas também devem constar em toda propaganda eletrônica da instituição e ser colocadas em local visível de fácil acesso ao público em suas dependências.

Nenhum comentário:

Postar um comentário