terça-feira, 14 de julho de 2015

Patriota ‘cai para cima’, mas Senado pode interferir

Diário do Poder


O diplomata Guilherme Patriota, irmão do ex-ministro Antonio Patriota, ganhou “prêmio de consolação” após ser rejeitado pelo Senado para representar o Brasil na OEA. A manobra do Itamaraty é indicar Patriota “goela abaixo”: ele será “embaixador-alterno” em Genebra (Suíça) junto a alguns organismos internacionais, cargo que não requer aprovação do Senado. Mas a rejeição à OEA, que não tem precedentes, pode permitir que o Senado impeça também a nova nomeação à Genebra.
“De novo, o Itamaraty quer circundar a decisão do Senado de rejeitar uma indicação”, diz um membro da Comissão de Relações Exteriores.
“Dilma encontrou uma forma de abrigar [Patriota] sem que precisasse passar por uma nova rejeição”, diz Aloysio Nunes, presidente da CRE.
“Se foi rejeitado para a OEA, por que ele [Patriota] pode representar o Brasil em organismos em Genebra?” indagou outro membro da CRE.
Patriota era nº 2 da representação brasileira na ONU, em Nova York, sob a chefia do irmão. Seu apartamento custava R$ 54 mil por mês.

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