terça-feira, 23 de setembro de 2014

Monitoramento de invasões a escolas pode custar R$ 7 milhões


O custo de monitorar as 490 unidades gerenciadas pela Secretaria Municipal da Educação (administração, bibliotecas, escolas municipais, CMEIs, educação integral e especial) pode chegar a R$ 7,115 milhões em dois anos. A informação consta em resposta do Executivo a pedido de informações feito em abril pela Câmara de Vereadores (062.00170.2014).

Nos documentos, a prefeitura detalha o contrato de dois anos firmado em fevereiro de 2013 com a empresa Cinco Sistemas Integrados de Segurança Sociedade Ltda (G5 Segurança). Nesse valor estão embutidos, segundo o Executivo, serviços de instalação e manutenção de sistema de alarmes por sensores de movimento, o monitoramento das ocorrências, atendimento tático e reparo de avarias decorrente de invasões. Os sensores de movimento, diz o contrato, monitoram ás áreas externas das 490 unidades gerenciadas pela Educação.

A prefeitura encaminhou cópia do edital de licitação, contrato e dos dois aditivos já assinados com a G5. Dentre as especificações técnicas consta que, no caso de acionamento dos sensores ou alarmes, a empresa deve deslocar equipe tética ao local no prazo máximo 10 (dez) minutos. O sistema de monitoramento também deve estar interligado com a Secretaria Municipal de Defesa Social, a quem cabe a coordenação da Guarda Municipal

Recordar é viver

A presidenta Dilma se meteu em saia justa diante da recordação, em entrevista ao “Bom Dia, Brasil”, que na campanha de 2010 ela defendia a autonomia do Banco Central, que hoje demoniza.

Claudio Humberto

OS CANALHAS E SUAS OBRIGAÕES

Carlos Chagas

Como em quase todo fim de semana, domingo passado faltou luz em Brasília. Foi entre 18.45 e 19.30. Quem estava ligado no  Faustão até que conseguiu alguns minutos de refrigério. Livramo-nos, também, dos aviõzinhos do Silvio Santos ou da pregação dos múltiplos pastores de todos os canais que distorcem  a  Bíblia em favor de suas contas bancárias. Mas foi a continuação, em Brasília, de uma lambança que  nos agride desde a fundação. Quando menos  se espera, apaga tudo. Pode durar poucos minutos, como anteontem, pode durar horas ou uma noite inteira, até dias, como tem acontecido nos bairros, na periferia ou no centro da cidade. Claro que não nas mansões e palácios dos potentados, que dispõem de geradores interligados à falta de energia, suprindo em poucos segundos o conforto negado   à  população. Dona Dilma nem se incomodou, no palácio da Alvorada.  O governador AGNULO  muito menos, assim como secretários, ministros e empresários bafejados pelas delícias do poder conquistadas com o dinheiro de todos nós.
Quebrou a cara quem necessitava da eletricidade para um ente querido sujeito ao funcionamento de uma dessas maquininhas diabólicas que impulsionam as coronárias falidas, ou os pulmões estilhaçados. Ou quantos empenhavam o fim do domingo  na tarefa de recuperar os trabalhos da semana anterior.  Até os dedicados a ouvir música  popular ou clássica,  nos raros momentos de lazer. O que dizer dos que se reuniam nas mesas de bar para um refrigério regado a cerveja e conversa de  jogar fora?    Foram todos garfados pela desídia do poder público, que jamais prestou contas de sua permanente falta de responsabilidade.  As contas de luz  chegarão implacáveis, como se nada tivesse acontecido.  A  luz das  velas permanecerá por fugazes instantes na memória de quantos apelaram para as caixas de fósforo.
Convenhamos, trata-se de agruras muito menores do que a fome, a insegurança, a indigência e o abandono. Mas é  preciso começar de algum lugar. Quando falta  energia, alguém é  responsável.  Não há que botar a culpa no raio que veio  do céu ou na  árvore que caiu de podre. Para evitar esses percalços,   pagamos impostos. Respondemos  com nosso patrimônio pelo recebimento de nossos direitos.
Um dia,  no futuro, as contas precisarão ser zeradas. A exploração da sociedade por seus falsos representantes terá um fim. Quem já foi ministra das Minas e Energia  não escapará. Afinal, os defeitos dos canalhas podem ser grandes ou pequenos, mas sempre serão os mesmos.
Aproximam-se as eleições e quantos,  na hora de digitar  nomes e números de seus preferidos, lembrar-se-ão do tempo em que foram surripiados de sua prerrogativa de continuar interligados à comunidade? Poucos, com certeza. Existirão cobranças mais profundas. Mesmo assim, se a luz que vem sol um dia se apagasse, nos levaria a questionar a existência da própria  Humanidade.  Por que não exigir dos canalhas que cumpram suas obrigações?

DILMA E O MENSALÃO DOIS

Jose Mauricio de Barcellos

A presidente Dilma – não escrevo “presidenta” porque essa “enta” odienta e rancorosa tem o condão de conspurcar o vernáculo – ficou irritadíssima a ponto de praguejar em baixo calão, como é de sua educação ou costume pessoal, porque o Sr. Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, opinou contra seu especioso pedido, negado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, para que o Governo tivesse acesso à delação do Operador do Mensalão 2, o Diretor da Mega Estatal do Óleo Paulo Roberto Costa, lá colocado para roubar há mais de uma década, por ela própria e antes por seu antecessor e mentor. Alega que precisa tomar medidas. É muita desfaçatez. É um deboche. Essa gente pensa que todos nós somos idiotas. Permitam a digressão. Como diria meu velho pai: “só dando nessa turma com um gato morto até miar”.
Este caso da Petrobrás é mais um episódio que deveria receber de nossa sociedade total repúdio ou mesmo chegar ao clamor pelo “impeachment”. Não somos idiotas, mas complacentes e, em muitas vezes, insensíveis diante dos problemas do País. Somente se compreende que assim seja porque, ante tanta roubalheira ou frente a tanta corrupção, petista por excelência, o cidadão comum se perde na confusão da buraqueira política. No meio das inúmeras notícias ruins, acaba por não se dar conta de mais uma falcatrua, e tudo sem falar no completo descrédito que merece nossa representação popular, que numa hora desta deveria nos socorrer de ofício. Não fazem nada além de tentar salvar a própria pele. Não é necessário ir mais longe nem aprofundar a questão, é por isso que o Brasil está como está, e bolas para as análises eruditas e para as opiniões sofisticadas que querem explicar o injustificável ou abrandar o problema.
Há um sentimento que se alojou nas entranhas do povo. Este País quebrou ou se encontra preste a quebrar. Quebrou a Petrobrás; quebrou a Eletrobrás e o sistema elétrico; quebraram os Correios; quebrou o sistema de saúde; quebrou e emperrou de vez a infraestrutura viária e portuária e o próprio segmento produtivo foi atingido de morte; quebrou a máquina pública toda aparelhada pela militância infame e dizimista do partido; quebraram todos os índices econômicos e os fatores sociais; não há dinheiro para nada no mercado, a rigor o desemprego aumentou, os preços estão fora de controle e os juros escorchantes são uma roubalheira só. Meu Deus, tudo quebrou bem na nossa cara e, assim mesmo, aí está a proposta de uma associação de celerados que quer dar sequência a esta quebradeira, gastando rios de dinheiro para enfiá-la goela abaixo do cidadão. Todo mundo se conforma. Era para o povo estar todo nas ruas, a exemplo de julho de 2013, para no mínimo carimbar as lapelas desses malfeitores. Mas não. Segue o andor como se essa gente tivesse o direito de fazer o que fazem como se fossem pessoas de bem ou até bem intencionadas. É triste.
A sociedade não considera, mas esse pessoal não guarda limites. O poder é o seu limite e exclusivo propósito. É uma gente ordinária, gente ruim, má na origem, mal nascida, isto é, mal formada, sem escrúpulos, capazes dos atos mais abjetos para alcançar a menor vantagem. Têm a audácia da inconseqüência e a coragem da irresponsabilidade. Nunca antes foram nada. Nada antes haviam conseguido por mérito ou esforço próprio, mas alcançaram tudo e hoje tantos e tantos a eles estão subjugados, por conta de golpes e ardis eleitoreiros. Hoje eles são os donos dos cofres deste País e “vão fazer o diabo para serem reeleitos” como, sem rebuço, gritou a Presidente, gerentona de não sei o quê.
Assim como o tal do Lula atacou o Supremo Tribunal Federal por causa do Mensalão 1 – tentando peitar, coagir e cooptar Ministros, e alguns conseguiu sem muito esforço – D. Dilma agora quer atacar a Suprema Corte tentando ter acesso ao depoimento do traidor mor da quadrilha que tomou de assalto a Petrobrás – o Calabar deles – visando colocar a turma do PT em campo para destruir todas as provas. Caso pretendesse mesmo tomar medidas republicanas e corretivas é certo que já teria feito ao longo da última década, valendo-se dos cargos que ocupou e da autoridade que sempre teve sem ninguém pedir ou mandar. Entretanto como poderia ter feito isto se sempre soube da roubalheira, e foi justamente por conta dela que se elegeu, arrasando os cofres públicos?
Por fim um apelo. Eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal não consintam tanta infâmia perante a Nação impotente. Não fraquejem mais esta vez. O Povo ingênuo e incauto dorme, mas o tempo não, e a história, cedo ou tarde, lhes cobrará por uma covardia deste jaez.

Jose Mauricio de Barcellos, ex-consultor jurídico da CPRM/MME, é advogado

Contradições marcam entrevistas de Dilma em 2010 e 2014


Petista ainda tenta convencer que economia vai bem
dilma pr costa
Dilma (com o ex-diretor Paulo Roberto Costa autografando-lhe o macacão da Petrobras), deu entrevista ao “Bom Dia, Brasil”

Assim como em 2010, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, teve que se defender de questionamentos como o escândalo do Petrolão, que envolve a Petrobras em um esquema de corrupção com dezenas de políticos, durante entrevista ao programa Bom Dia Brasil, exibido nesta segunda-feira.
Os jornalistas Chico Pinheiro, Miriam Leitão e Ana Paula Araújo perguntaram à presidente como ela não soube do escândalo dentro da empresa. Dilma se disse “surpresa” com as denúncias e voltou a dizer que, se soubesse que o ex-diretor de Abastecimento da estatal era corrupto, “ele seria imediatamente demitido”. Costa, que tinha 30 anos de Petrobras, assumiu o cargo por indicação de Dilma, presidente do Conselho de Administração da empresa à época.
Em 2010 o escândalo que rondava a campanha da petista envolvia Erenice Guerra, seu braço direito dentro da Casa Civil. Então ministra da pasta, Guerra foi acusada de tráfico de influência, mas o caso foi arquivado dois anos depois por falta de provas. Erenice foi demitida antes do resultado das investigações.
Disputando o primeiro mandato, Dilma aproveitou o caso para vender o papel de “presidenta faxineira”, que iria punir todos os casos de corrupção. Dos ministros herdados por Luiz Inácio Lula da Silva, seis foram mandados embora por envolvimento em algum escândalo.
Economia
Dilma foi questionada ainda pelos números negativos que a economia brasileira vem apresentando. Os jornalistas insistiram para que a presidente respondesse como pretende reverter o quadro. Dilma, demostrando ainda mais sua impaciência e falta de foco do que em 2010, deu voltas, rebateu dados apresentados por Miriam Leitão e reafirmou que o culpado do resultado da economia no País é da crise financeira mundial.
A petista contentou-se em dizer que, em seu plano de governo, uma das propostas é tirar o Brasil da defensiva em que se encontra hoje para se defender da crise mundial para partir para o ataque, gastando menos, mas mantendo o crescimento de emprego, salário e investimentos.
Dilma Rousseff voltou a rebater Marina Silva, candidata ao Palácio do Planalto pelo PSB, quanto a autonomia do Banco Central. No entanto, em 2010, ao rebater o então adversário José Serra (PSDB), a petista considerava “importantíssima a autonomia operacional que o Banco Central teve no governo do presidente Lula”. Hoje, Dilma diz que a autonomia criaria um “quarto Poder”. Por outro lado, Marina Silva defendeu, nas duas eleições, o mesmo propósito.
Educação
Por outro lado, durante a entrevista, Dilma assumiu que a educação deixa a desejar. Ela reconheceu que ainda é preciso ter recursos mais significativos para educação no País, mas disse que hoje o governo federal investe muito mais nesta área do que no passado. Ela defendeu ainda uma reformulação na grade curricular. “O jovem do ensino médio não pode ficar com 12 matérias. Um currículo com 12 matérias não atrai”, disse a presidenta, ao falar sobre a evasão no ensino médio.

Lula destina à campanha de Padilha em SP quase todo dinheiro do PT


Lula destina a Padilha quase todo dinheiro do PT

Diário do Poder
Ricardo Stuckert Instituto Lula - Lula Alexandre Padilha
Ex-presidente Lula e candidato do PT ao governo de SP, Alexandre Padilha. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, delatado pelo ex-diretor corrupto da Petrobras Paulo Roberto Costa, deixou na mão a maioria dos candidatos do PT à reeleição, na Câmara, apesar de o partido ser campeão na arrecadação. Discreto, Vaccari não conta, mas é Lula, como sempre, quem decide o destino de cada centavo. E, para Lula, a prioridade é tentar eleger Alexandre Padilha governador paulista.
A campanha de Dilma arrecada facilmente doações de fornecedores do governo, mas, sem o dinheiro do PT, a de Padilha morreria de inanição.
Padilha tem desempenho modesto nas pesquisas, situando-se muito aquém dos primeiros colocados, afugentando os financiadores.

Esqueceram de mim

Radar, Veja:
O deputado Andre Vargas anda feliz da vida. Primeiro figurão da política a eclodir do escândalo relacionado ao doleiro Alberto Youssef, o parlamentar estava na iminência de perder o mandato. A cassação era dada como certa, até que surgiram o ex-diretor Paulo Roberto Costa, a delação premiada e a lista dos envolvidos com os milionários desvios da Petrobras.
Perto dos nomes que apareceram, o ex-petista Vargas se considera um peixinho entre tubarões. Ele aposta que vai concluir o mandato sem ser admoestado e já voltou a viajar de avião de carreira, o que evitava com medo de ser hostilizado pelos passageiros.

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