quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Não voto na Dilma

Da escritora Ruth Rocha, no blog do jornalista Ricardo Noblat:



Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha… “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem…”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então…

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PSDB Mulher Curitiba, fala sobre a importância do voto!

PSDB Mulher Curitiba realizou jantar de confraternização com o objetivo de esclarecer e ajudar a divulgar, a importância do voto no dia 31 de outubro. Ou seja, antes de viajar a lazer ou para honrar os entes queridos falecidos, a população deve cumprir com a sua cidadania e votar no dia 31

A deputada Estadual eleita, Mara Lima, a vice presidente do Diretório Estadual, Suzana Rossoni, a jornalista Juril Carnascielli, Mary Derosso, a presidente do Diretório Municipal Nely Almeida, João Derosso, Caroline Arns e Jane Cardoso

Antes de ir viajar, vá votar!

 Feriadão irá atrapalhar eleição do 2º turno


O feriadão durante o segundo turno poderá provocar uma abstenção recorde durante as eleições do dia 31 de outubro, o que poderá influenciar no resultado da eleição presidencial.

No primeiro turno, a abstenção foi de 18,12%. Não terão segundo turno para governador os oito maiores colégios eleitorais - São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Ceará, o que deve contribuir para a desmobilização do eleitor.

A data escolhida é inoportuna, pois está marcada entre datas em que as pessoas querem aproveitar para seu lazer, ou para honrar seus entes queridos já falecidos e, portanto, o comparecimento no dia da votação será menor.

Na lógica, a pausa do trabalho será ainda maior, pois os prédios públicos que serão utilizados durante as eleições devem ser desocupados na sexta-feira, ou seja, uma média de cinco dias fora das obrigações.

Devemos ressaltar aos nossos familiares, amigos e conhecidos, a importância do comparecimento dos eleitores nas urnas, no dia 31 de outubro. A população precisa participar. Não por ser o voto, obrigatório, mas porque é a oportunidade do exercício da cidadania e, principalmente, porque iremos decidir o destino político do Brasil.

Precisamos nos mobilizar e fazermos uma corrente de conscientização, de que, antes de viajar, devemos comparecer aos locais de votação, no dia 31 de outubro, afinal, teremos os dias 1º e 2 de novembro para viajar e descansar.

Agora é a hora da virada. Chega de escândalos, de acordos escusos, de mentiras e de violência contra a democracia. Para presidente SERRA – 45, neles!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novos conselhos de controle da mídia

Ao menos mais três Estados – Bahia, Alagoas e Piauí – preparam-se para implantar conselhos de comunicação para monitorar a mídia. A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado, por convocação do governo Lula. A Assembleia Legislativa do Ceará já aprovou a criação de um conselho, vinculado à Casa Civil, com a função de “orientar”, “fiscalizar”, “monitorar” e “produzir relatórios” sobre a atividade dos meios de comunicação.O governo de Alagoas estuda transformar um conselho consultivo com poder de decisão semelhante ao aprovado pelo Ceará. No Piauí, foi proposta a criação de conselho com atribuição de denunciar às autoridades “atitudes preconceituosas de gênero, sexo, raça, credo e classe social” das empresas de comunicação. Na Bahia, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado.

PF ouve Erenice e Amaury

PF ouve Erenice e Amaury


A Polícia Federal ouviu hoje, em Brasília, os depoimentos de dois dos principais personagens dos escândalos envolvendo a campanha da presidenciável Dilma Roussef f (PT). A ex-ministra Erenice Guerra e o jornalista Amaury Ribeiro Jr., arrolado na quebra de sigilos de tucanos. A PF deve indiciá-lo como um dos responsáveis pela compra de dados sigilosos na Receita Federal. No depoimento de hoje, poderá ficar mais claro se Amaury atuou sozinho ou a mando de alguém ao comprar os dados.O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou ter recebido de Amaury, no ano passado, R$ 8,4 mil pelas informações de pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Em setembro, depois de ser iniciada a investigação do caso, o jornalista teria pago um “auxílio” de R$ 5 mil ao despachante.
Em depoimento de quatro horas, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra admitiu hoje à Polícia Federal que se encontrou com Rubnei Quícoli, consultor que foi procurado pelo filho dela para viabilizar um empréstimo bilionário com o BNDES. O depoimento contraria a própria versão de Erenice quando era ministra da Casa Civil e que o governo sustenta até hoje. À época, ela informou, por meio da assessoria, que houve um encontro de Quícoli apenas com um assessor dela. Para a PF, a ex-ministra admitiu que participou da reunião na Casa Civil,o que corrobora a versão de Rubnei Quícoli sobre o caso. Segundo a defesa de Erenice, ela respondeu a mais de cem perguntas na condição de testemunha

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

As pernas da mentira continuam curtas

(Giulio Sanmartini) Para o Partido dos Trabalhadores, “a mentira tem perna curtas, barriga grande, barba branca, língua presa e lhe falta o dedo mindinho da mão esquerda”.
Nessa desagradável agressão sofrida por José Serra e insuflada por Lula, que ao por em dúvida os fatos, confundiu “a grande obra do mestre Picasso, com o grade pênis de aço do mestre de obra”.
Em primeiro lugar Lula teria que explicar o que estavam fazendo lá o petistas que tumultuavam com atitudes ameaçadoras o corpo a corpo de Serra. Depois alguém precisa explicar a ele qual o conceito jurídico de agressão, ela existe independente do meio pelo qual é perpetrada.
Está provado que o vídeo apresentado e “arrumado” para mostrar o que não aconteceu. A cena da bola de papel, que foi ao ar em reportagem do programa “SBT Brasil”, ocorreu em um momento diferente da caminhada de Serra. Foi depois quando ele estava entrando na van, protegido por seguranças e aliados, o deputado Fernando Gabeira (PV) e o pastor da Assembléia de Deus, Paulo Cesar Ramos, afirmaram terem visto Serra ter sido atingido por um rolo de adesivos.
Lula sabia disso quando, faltando com a verdade disse “A mentira que foi produzida ontem pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa. Ontem deveria ser conhecido como dia da farsa, dia da mentira. Lula está cometendo todo o tipo de ilegalidades para que a mentira continue no Palácio do Planalto e “continue tendo pernas curtas, mas com a cara amarrada, dentes grade e faltando-lhe um pedaço do cérebro”.

Futuro incerto

Por Plínio Zabeu



Segundo o presidente Lula, o Brasil foi descoberto, ocupado, realizado, e teve iniciada toda sua história no mesmo dia em que ele inventou a roda: Primeiro de Janeiro de 2003. O resto é aquilo que ele não se cansa de repetir: “Nunca antes nesse país…”
Segundo ele a economia chegou ao ponto atual de boa situação apenas e tão somente devido à sua capacidade de administrar já que “nunca antes” existiu outro como ele. Então se coloca no direito de continuar a dirigir o país mesmo usando algo, ou alguém, como uma espécie de disfarce.
Tomou algum susto com o inesperado segundo turno. Mas, de posse de recursos inimagináveis, de prestígio junto a grande parte da população, tudo indica que tal imprevisto será superado no próximo dia 31. A não ser que ocorra uma segunda surpresa. Enquanto isso os marqueteiros trabalham. Tudo de mal dos opositores vai sendo mostrado com ênfase, mesmo que sejam acusações falsas ou tomada de posição – melhor dizendo “retomada” – quanto a assuntos já conhecidos e enfatizados anos antes.
Vai se repetindo o que aconteceu em 2006. Ao ser surpreendido pelo segundo turno buscou auxílio com companheiros, um dos quais lhe sugeriu um absurdo mas que o povo acreditou. Lula disse que, se o concorrente vencesse no segundo turno, imediatamente o Banco do Brasil, A Caixa Econômica Federal e a Petrobrás seriam imediatamente privatizadas. E não é que deu certo? O número de votos do adversário foi bem menor no segundo turno que no primeiro. Claro que algum tempo depois o amigo ficou livre de uma dívida com a Receita, coisa de 80 milhões, segundo noticiário…
Agora o assunto volta à tona. Como combateu ferozmente os saudáveis processos de privatização que tanto favoreceram o país e mais outras providências do governo anterior (Plano Real, Combate à Inflação, Câmbio flutuante, Responsabilidade Fiscal) taxadas de “herança maldita”, volta a focar o mesmo assunto.
Lula nega que antes dele nada acontecia. Não tem idéia de tudo o que foi feito no país na segunda metade do século passado, como os investimentos na indústria no governo JK e mesmo durante o período militar quando os setores de energia e transportes foram melhorados. Não levou em consideração a transição para a democracia – seu partido negou-se a assinar a nova Constituição – e tanta luta para uma nova história do país.
Não tem como negar, mas procura de todo modo esconder a corrupção que dominou todo o seu período. A investigação da mais recente – a podridão na Casa Civil – acaba de ser adiada para não prejudicar o partido no segundo turno. Surpresa apenas para os que votaram no Tiririca. O resto do país já sabia que isso iria acabar como o mensalão e outros mais. Que futuro aguarda o Brasil? Com a resposta o eleitor.