quinta-feira, 2 de julho de 2015

Aprovado parecer de Alvaro Dias contrário a projeto que prejudica a indústria vinícola nacional


Aprovado parecer de Alvaro Dias contrário a projeto que prejudica a indústria vinícola nacional


Os membros da Comissão de Assuntos Econômicos aprovaram, na reunião desta terça-feira (30), o parecer apresentado pelo senador Alvaro Dias contrário ao projeto que tinha por objetivo isentar do Imposto de Importação os vinhos provenientes de Portugal. Ao justificar seu voto contra o projeto, Alvaro Dias explicou que, apesar das boas intenções do ex-senador Vital do Rêgo, autor da proposição, a concessão desta benesse fiscal prejudica a indústria vinícola nacional e está em oposição a parecer da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.
“A aprovação deste projeto acarretaria grandes prejuízos aos produtores nacionais de vinhos, que, empenhados em criar uma indústria nacional e internacionalmente competitiva, vêm investindo de forma expressiva na melhoria da qualidade do seu produto. É importante lembrar também que vinte mil famílias vivem em doze estados brasileiros do cultivo da uva e da produção de vinho, e a supressão pura e simples das tarifas incidentes sobre os vinhos provenientes de Portugal pelo Brasil ainda colocaria o nosso País em posição de grande desconforto perante os parceiros do Mercosul”, afirmou o senador Alvaro Dias.
Outro ponto mencionado por Alvaro Dias que justifica a rejeição ao projeto seria o fato de a proposição afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo explicou o senador, o projeto do ex-senador Vital do Rêgo, hoje ministro do TCU, não está em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal por não trazer estimativas da renúncia de receita ocasionada pela medida. Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos, unanimemente, concordaram com o parecer de Alvaro Dias e rejeitaram o projeto.

Dilma, na época em que confraternizava com os delatores

delatores

Dilma confraternizou com três dos empreiteiros presos na Operação Lava Jato: Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, Léo Pinheiro, da OAS, e Pessoa, da UTC
Ricardo Noblat
A propósito de delação: Dilma repetiu, ontem, em entrevista na Casa Branca, que o governo ainda não tomou conhecimento do que confessou à Justiça o empresário Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do cartel das empreiteiras envolvidas na roubalheira na Petrobras.
Bem, se o governo não tomou ainda conhecimento por que ela se apressa em desqualificar o que Pessoa possa ter tido?
Na prática, ao proceder assim, tenta impedir que se faça Justiça. E poderá ser processada por isso

Lula e a cara de pau

Editorial, Estadão:

O tempo passa e não surge nem um indicador econômico que permita aos brasileiros acreditar que há luz no fim do túnel. Pagam por isso – além de todo o País, é claro – Dilma e o PT. Enquanto isso, uma figura desfila olimpicamente pelo cenário político, puxando orelhas, oferecendo conselhos, dando ordens, indicando estratégias, deitando falação: Luiz Inácio Lula da Silva. Com uma esperteza que compensa o que lhe falta, Lula sabe que não há solução a curto prazo para a encrenca em que sua criatura meteu o País. Trata então de salvar a própria pele agarrado ao que tem de mais precioso: a aura de Grande Líder. Para isso, precisa permanecer em evidência. E sabe como fazê-lo.
Seu último lance auto-promocional foi aproveitar a ausência de Dilma em Brasília para encontrar-se com parlamentares do PT e lideranças do PMDB, neste caso com a intenção anunciada de recompor a aliança do partido de Michel Temer com o Palácio do Planalto. Aproveitou para fazer o que havia recomendado a seus correligionários: partir para o “enfrentamento” da Operação Lava Jato. Em café da manhã na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros, sentenciou: “A Lava Jato não pode ser a agenda do País”.
Mas o que chamou a atenção na sua passagem por Brasília foi a falta de cerimônia com que deu uma guinada de 180 graus no tom de seus pronunciamentos da semana anterior, quando criticou o “governo de mudos” de Dilma Rousseff e acusou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de ter “perdido o controle” da Polícia Federal. Desta vez pegou leve. Preferiu atribuir os “vazamentos seletivos” das delações premiadas à oposição: “Todo vazamento é contra o PT. O que eles querem é ver Dilma e o PT sangrarem”. Por modéstia ou precaução, preferiu excluir-se da lista de alvos dos “vazamentos seletivos”.
À bancada petista na Câmara, Lula ponderou: “Não existe PT sem governo nem governo sem PT”. A Renan e senadores peemedebistas, apelou para que “relevem” os problemas com a presidente e ajudem o governo a superar a crise. Com um de seus principais desafetos no governo, o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, teve um encontro secreto – negado por sua assessoria – num hotel da capital. Como pode um líder político afirmar uma coisa e dias depois dizer e fazer praticamente o contrário? Para Lula, não faz a menor diferença. É seu estilo. Desde os tempos das assembleias de metalúrgicos no estádio de Vila Euclides, no ABC, ele aprendeu que o importante é dizer o que as pessoas querem ouvir. E como ele também acredita que todo mundo só presta atenção no que quer ouvir e tende a não ouvir ou a esquecer o que não quer, agradar a todos é só uma questão de ter o caradurismo de fazer o discurso certo para
cada audiência. Até agora, deu certo.
Ocorre que, depois de 12 anos, em que não faltou a contribuição decisiva da teimosia e da incompetência de Dilma, o brasileiro vê a inflação comer seu salário e seu emprego ser ameaçado. Por isso, não está mais disposto a dar ouvidos a discursos edulcorados. Principalmente quando fica sabendo das escandalosas maracutaias feitas com o dinheiro público. Não deverá adiantar muito, portanto, a lábia de Lula ou a “agenda positiva” que ele quer que Dilma passe a cumprir. O brasileiro está cansado de conversa, agora quer resultados. E é aí que o governo, Dilma e o PT se complicam. Pois se, em tempos de bonança, a criatura foi incapaz de outra coisa senão devastar as contas públicas e arruinar a economia, o que não fará agora que o País está mergulhado numa crise econômica, social e moral? Nesse quadro, Lula fará tudo o que puder para se descolar da sina a que sua criatura parece condenada. Para tanto é preciso continuar em evidência.
Já Dilma, tendo entendido que as acusações do empreiteiro Ricardo Pessoa aos ministros Aloizio Mercadante e Edinho Silva constituem agravo a sua pessoa e a sua condição de presidente da República, rechaça essas acusações como pode. Em Washington, queixou-se de que o governo “não teve acesso aos autos” das delações premiadas e que vai “aguardar toda a divulgação dos fatos para avaliar a situação”. Não deveria, então, ter-se precipitado na defesa de seus ministros. Teria sido mais prudente afastá-los do governo até que possa “avaliar a situação”.

EX-GERENTE SERIA ‘GUARDIÃO’ DO DINHEIRO ROUBADO

Diário do Poder

A SUSPEITA É QUE US$ 100 MILHÕES DEVOLVIDOS NÃO ERAM DE BARUSCO

O 'GERENTE' JÁ DEPÔS NA CPI DA PETROBRAS. FOTO: ED FERREIRA/AE
Alguns integrantes da força-tarefa da Lava Jato suspeitam que não eram do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco os US$ 100 milhões que ele devolveu. Roubado da estatal por meio de superfaturamento e outros negócios escusos, o dinheiro estava no exterior. A suspeita é que ele seria “fiel depositário”, em nome do ex-chefe Renato Duque, ex-diretor ligado ao PT, e de autoridades dos governos Lula e Dilma.
Influente ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque foi selecionado para o cargo, pessoalmente, pelo ex-ministro José Dirceu.
Desconfia-se que o ex-gerente devolveu o dinheiro que “guardava” para outras pessoas, preservando a parte dele em lugar seguro.
Os espantosos US$100 milhões (R$301 milhões) devolvidos por Pedro Barusco são a maior apreensão de dinheiro roubado na Lava Jato.

CÂMARA APROVA REDUÇÃO DA MAIORIDADE POR AMPLA MAIORIA

CRIMINOSOS DE 16 E 17 ANOS CUMPRIRÃO PENA SEPARADAMENTE

DEPUTADOS CELEBRAM A APROVAÇÃO DA EMENDA QUE REDUZ A MAIORIDADE PENAL. (FOTO: LUIS MACEDO)
Por 323 votos favoráveis, 155 contrários e 2 abstenções, a Câmara Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (2) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos, homicídio doloso, e lesão corporal seguida de morte. O texto ainda precisa ser votado em segundo turno antes de seguir para o Senado. Pelo texto aprovado, os jovens de 16 e 17 anos terão que cumprir a pena em estabelecimento penal separado dos menores de 16 e maiores de 18.
O número mínimo de 308 votos, que não foi possível obter na véspera, quando faltaram cinco votos para aprobar um texto alternativo, desta vez esse limite foi largamente superado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que a votação em segundo turno ocorrerá após o recesso parlamentar de julho, já que é preciso cumprir prazo de cinco sessões antes da próxima votação.
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ) defendeu a redução da maioridade penal. "O PMDB afrma a sua posição de maioria pela redução da maioridade penal, nos crimes especificados. Achamos que a proposta é equilibrada, ela é restrita", disse. “A sociedade não aceita mais a impunidade e não deseja mais sentir o medo, o pavor e o receio que vem sentido no dia a dia.

Dilma e os delatores

Editorial, Gazeta do Povo

“É fundamental que o país pare de ter impunidade (…) Quero lembrar que duas leis aprovadas no meu governo no ano passado dão base para esse processo de investigação da Petrobras (…) A outra, que regulamentou justamente a delação premiada, a 12.850.” Esta é Dilma Rousseff, em um debate da campanha presidencial do ano passado, orgulhando-se de ter sancionado a Lei 12.850/2013. Mas, quando uma delação premiada em específico – a do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e apontado pelas investigações da Lava Jato como líder do cartel de empresas que participava da sangria da Petrobras – apertou o calo da presidente, por mencionar supostas doações ilegais de campanha, Dilma saiu-se com um irritado “não respeito delator”, em entrevista durante sua visita aos Estados Unidos.

Fruet desintegra o próprio discurso ao avisar que a passagem não baixa

Blog do Tupan


Gustavo Fruet
Gustavo Fruet
Durante muito tempo o curitibano escutou de seu prefeito, Gustavo Fruet (PDT), uma pregação repetitiva. Dizia que não era possível baixar o custo da passagem dos ônibus da capital por causa da integração do sistema com municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Essa integração, uma complexa e bem sucedida engenharia urbana, que permitia que moradores da Região Metropolitana transitassem para a capital usando uma única passagem, seria prejudicial aos curitibanos.
A integração estaria obrigando a capital a bancar um subsídio para os municípios vizinhos o que encareceria o custo dessa passagem. Pois bem, Fruet tanto fez que provocou a desintegração do sistema, provocando prejuízos enormes e transtornos de toda ordem para centenas de milhares de usuários da RMC. Como contrapartida a esse desastre logístico, os curitibanos aguardavam ansiosamente uma substancial redução nas tarifas do transporte coletivo.
Nada disso aconteceu. Ao contrário, apesar de o Tribunal de Contas do Estado ter auditado o sistema e concluído que uma redução das tarifas é plenamente possível, Fruet anunciou ontem (01) que a passagem (de R$ 3,30) não vai baixar e, pior, pretende retirar a gratuidade que hoje beneficia, os funcionários dos Correios, os oficiais de Justiça e os policiais militares.