terça-feira, 2 de setembro de 2014

Os fabricantes de tapeações ensinam que só fica doente quem quer

Augusto Nunes


“Se vocês um dia conhecerem bem o SUS, o SUS é motivo de orgulho desse país”, anda recitando Lula no horário eleitoral. Freguês de caderneta do Sírio-Libanês, o ex-presidente só usa o SUS para tapear telespectadores de comerciais do PT. E só é visto numa UPA quando o palanque ambulante ali estaciona para mais um comício.
Nessas aparições, repete que logo estarão prontas todas as 500 UPAs que Dilma prometeu construir na campanha de 2010. O vídeo do Exilado mostra como estão as menos de 250 que ficaram prontas. Poucos segundos bastam para compreender-se por que o navio pirata identificado pela estrela vermelha está fazendo água em todo o país.
A carga de mentiras passou da conta. E apressou o naufrágio.

A terceira parte da radiografia de uma fraude revela que Dilma chegou ao ministério cavalgando um computador portátil e um diploma de doutora que nunca existiu

Augusto Nunes


A terceira parte da biografia resumida (e não autorizada) de Dilma Rousseff conta que a secretária do governo gaúcho que pouco entendia de Minas e Energia virou ministra porque o presidente eleito entendia do assunto menos ainda. O post reproduzido na seção Vale Reprise, publicado originalmente em dezembro de 2009, narra o episódio inverossímil.
Integrante da delegação gaúcha incorporada à equipe de transição agrupada em Brasília, aquela mineira filiada ao PDT brizolista causou boa impressão a Lula por ter sempre a tiracolo “um computadorzinho”. Uma ligeiríssima conversa a dois foi suficiente para que o chefe resolvesse alojar no primeiro escalão a companheira que achou muito sabida.
A admiração do presidente alcançou altitudes siderais quando soube que a escolhida era mestre e doutora em economia. Nunca foi uma coisa nem outra, descobriu a imprensa em julho de 2009. Tarde demais: Dilma já estava na chefia da Casa Civil. E em campanha para eleger-se presidente da República.

Com medo da derrota, PT altera sua campanha

  • Diário do Poder
     
     
    O comando da campanha do PT concluiu que fracassou o núcleo do ex-ministro Franklin Martins para cuidar das chamadas “mídias sociais” e digitais. A avaliação foi feita após as pesquisas Ibope e Datafolha apontando para o risco real de derrota da presidenta Dilma em outubro. Por isso, o PT decidiu fazer mudanças no esquema, reforçando a equipe com novos profissionais e demitindo aqueles que falharam.
  • Uma das principais decisões da campanha do PT foi de “abrir fogo” contra Marina Silva, sua pregação e seu marido, nas redes sociais.
  • A ideia do PT é explorar os R$ 1,6 milhão das palestras de Marina, e acusá-la de “trair” diversas causas e da possibilidade trair o voto.
  • Marina venceria o 2º turno por 50% contra 40% da candidata do PT, segundo o Datafolha. O Ibope prevê Marina com 45% e Dilma 36%.
  • Oficialmente, a campanha petista nega demissões e afirma que, apesar das pesquisas adversas, “a campanha continua a mesma”.

Aplicar lei penal para adolescentes que tenham cometido crime hediondo


Aécio quer penas mais duras para menores infratores

Diário do Poder
EBC
EBC

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou hoje (1º) que seu programa de governo, a ser lançado na próxima semana, adotará a proposta do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), que disputa a Vice-Presidência na chapa tucana, de aplicar a lei penal para adolescentes entre 16 e 18 anos que tenham cometido crime hediondo.
A Proposta de Emenda à Constituiçãonal (PEC) 33, de 2012, de autoria de Aloysio Nunes, prevê que respondam, como adultos, à lei penal, e não ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) os jovens nesta faixa etária que tenham se envolvido em crimes muito graves, como homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, terrorismo e estupro.
“Constará do nosso programa de governo o apoio a uma proposta do senador Aloysio Nunes, que prevê que, em caso de crimes gravíssimos – ouvido o Ministério Público e autorizado pelo juiz da Criança e do Adolescente – haverá a possibilidade de o maior de 16 anos, antes de completar 18 anos, responder pelo crime gravíssimo que tenha cometido com base no Código Penal e no Código de Processo Penal”, informou o presidenciável.
Aécio disse que o objetivo é diminuir a “sensação de impunidade que hoje permeia a sociedade brasileira”. Segundo ele, a proposta é “um caminho intermediário” à proposta de diminuir a maioridade penal no país. “Obviamente, caberá ao juiz determinar que aquela punição possa se dar com base no Código Penal”, explicou.
O candidato acrescentou que outras propostas na área de segurança previstas no programa são transformar o Ministério da Justiça em Ministério da Segurança Pública e da Justiça e proibir “o represamento dos recursos para a área”. Aécio destacou que também está previsto no programa de governo que a questão da segurança pública será conduzida pelo presidente da República, e não pelos governos estaduais. (Agência Brasil)

Governo reage a Marina com apoio a igrejas

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Da Folha de S.Paulo:

O governo Dilma Rousseff (PT) elabora um conjunto de ações para tentar conter o avanço de Marina Silva (PSB) com medidas que incluem o atendimento a uma das principais bandeiras evangélicas no Congresso: o apoio à Lei Geral das Religiões.
Segundo a Folha apurou, uma das iniciativas do Palácio do Planalto será desengavetar o projeto, proposto em 2009 e há mais de um ano parado em uma comissão do Senado, para conceder diversos benefícios a instituições religiosas, entre eles tributários.
Como primeiro ato do “pacote anti-Marina”, o Planalto determinará nesta semana o status de urgência à proposta, o que permitirá ao projeto pular etapas de tramitação e ganhar prioridade de votação.
O texto estende a igrejas evangélicas e outras denominações religiosas benefícios concedidos pelo governo brasileiro à Igreja Católica, a partir de um acordo feito com a Santa Sé em 2008.
Trata-se de tentativa de furar a adesão das igrejas pentecostais à campanha de Marina Silva, que é evangélica.
O projeto da Lei Geral das Religiões já foi aprovado pela Câmara e está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Entre outros pontos, ele concede às associações das igrejas que tiverem reconhecida ação social os mesmos benefícios tributários concedidos às filantrópicas.
Também prevê que fiéis que ajudam no dia a dia das igrejas não terão vínculo empregatício para evitar ações trabalhistas e dá uma proteção especial contra a desapropriação e a penhora dos bens das igrejas.
Pelo projeto, a imunidade tributária é garantida “às pessoas jurídicas e eclesiásticas e religiosas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais”.
EMPRESÁRIOS
A ofensiva petista para neutralizar Marina também contará com uma força-tarefa para afirmar a empresários que o programa da rival travará o gasto público em infraestrutura e provocará desemprego.
O plano petista prevê ainda a facilitação de crédito ao setor privado. A Folha apurou que o ex-presidente Lula cobrou do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, medidas para facilitar o financiamento de empresas para tentar animar a economia.
Além de Lula, o PT quer escalar o ex-ministro Antonio Palocci e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) para atrair o setor produtivo.
Em outra frente, devem ser anunciadas ações incluídas no programa de Marina. Uma das ideias é turbinar a escola em tempo integral, um dos eixos do plano da candidata do PSB para o setor de educação.
Neste mês, Dilma detalhará seu programa de governo e pretende inserir antídotos contra o avanço de Marina, com atenção para medidas que contemplem jovens e eleitores de grandes centros urbanos, faixas onde ela concentra muito vigor eleitoral.
A rápida ascensão de sua ex-ministra do Meio Ambiente deixou Lula preocupado com o fato de até hoje o governo não ter tomado uma medida mais clara para se reaproximar de empresários.
Com a força-tarefa, o objetivo é instar parte do setor produtivo contemplado por benefícios federais a defender o projeto de Dilma.
Um dos argumentos do comitê eleitoral é o de que a proposta de Marina de independência absoluta do Banco Central acarretará uma fuga de gastos públicos para estimular a economia e aumentará o risco de desemprego.

STJ condena Requião por propaganda indevida do “Leite das Crianças”.


  por Fernando Tupan
O senador Roberto Requião (PMDB), que também é candidato ao governo do Paraná, foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por propaganda irregular. A ação popular, movida pelo deputado federal Rubens Bueno (PPS), foi julgada definitivamente e determinou que Requião devolva aos cofres públicos o valor gasto pelo Paraná para produzir, veicular e distribuir a peça publicitária “Leite das Crianças. Educação Infantil é prioridade”. O anúncio foi veiculado em jornal editado pelo governo do estado antes das eleições de 2006, quando o então governador buscava reeleição.
De acordo com a decisão, assinada pelo ministro Og Fernandes, Requião terá de pagar o valor gasto com a publicidade, acrescido de juros de 1% ao mês e correção pelo INPC desde a data veiculada dos pagamentos da campanha, além das despesas processuais e honorários advocatícios. O montante total deve ser calculado em breve pela Justiça estadual.
A defesa de Requião foi procurada, mas decidiu que ainda não irá se pronunciar sobre o caso.

Classe C abandona Dilma e vai de Marina

  por Fernando Tupan
Murilo Hidalgo
Murilo Hidalgo: “Marina entrou como um furacão na classe C”
A classe C, que integra a chamada “nova classe média’ soma hoje 114 milhões de pessoas e é um segmento que decide eleição. De acordo com um levantamento nacional produzido pelo Paraná Pesquisas para a revista Época, divulgada na edição desta semana, 70% dos eleitores da Classe C consideram o governo da presidente Dilma Rousseff, regular, ruim ou péssimo. Apenas 27,2 % desse contingente decisivo avaliam a administração petista como bom ou ótimo.
Ainda na pesquisa Paraná do total de entrevistados, 46% dizem que o governo Dilma é pior que o de seu padrinho político, Lula. Apenas 10% preferem Dilma a Lula. A principal fonte de insatisfação é a saúde. Nada menos que 50% querem que o próximo presidente de mais atenção a área. Nem mesmo os tradicionais eleitores do PT da classe C pretendem votar em Dilma, revela a pesquisa. Para onde vão esses eleitores? “Marina entrou como um furacão na classe C, ela mudou o cenário eleitoral, afirma o economista Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisas.