domingo, 3 de abril de 2011

Curitibanos apoiam uso de radar

Apesar das recentes denúncias envolvendo a fiscalização no trânsito por meio de radares em Curitiba, que fizeram a prefeitura assumir o sistema no mês passado, a população da capital apoia o uso dos equipamentos e acredita que eles são eficientes para reduzir acidentes. É o que mostra um levantamento feito a pedido da Gazeta do Povo pelo Paraná Pesquisas durante os dias 21 e 22 de março, em Curitiba.
Das 484 pessoas ouvidas, 68,2% se mostraram a favor da instalação dos radares, e 27,5%, contra. Para a maioria – 66,1% dos entrevistados – a fiscalização por meio do sistema eletrônico ajuda a prevenir acidentes de trânsito. Já para 32,7%, os equipamentos não servem como ferramenta de prevenção nas ruas. Somente no ano passado, segundo dados do Detran, 847 mil multas foram aplicadas em Curitiba, sendo que 258 mil surgiram por meio dos radares. Na cidade, assim como em todo o estado, a transgressão mais comum é transitar em velocidade superior ao limite permitido em até 20%.
O levantamento do Paraná Pesquisas mostra ainda que a aceitação dos radares é maior por parte de quem não dirige. Nesse caso, 75,4% defendem a instalação dos equipamentos, número que chega a 58,6% quando a avaliação parte somente dos motoristas.
“O radar fixo deve servir essencialmente para educação e controle, não para punição. A permanência desses equipamentos é positiva, se for vista como ferramenta para garantir a própria segurança da população, e não como um meio para arrecadar dinheiro”, defende o urbanista Fábio Duarte, diretor do mestrado e doutorado em Gestão Urbana da PUCPR.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bom ou mau, cabe a voce julgar!

No Brasil, a exemplo do que ocorre em boa parte do planeta, exigir coerência no mundo político é a mais hercúlea das tarefas. Quiçá não seja uma empreitada completamente impossível. Quando um político passa para o outro lado da vida, se é que isso de fato existe, suas mazelas chegam à sepultura muito antes do cadáver.
O mau vira bom, o desonesto vira honesto, o implacável vira um coitado. Sem querer duvidar da sua honestidade, esse cenário já recobre a morte de José Alencar Gomes da Silva, vice-presidente da República nos dois mandatos de Lula da Silva (2003-2010), que morreu em São Paulo após mais de uma década de luta contra um câncer abdominal.
Tão logo subiu a rampa do Palácio do Planalto pela primeira vez, José Alencar não demorou a tecer suas críticas contra as altas taxas de juros. Mal sabia Alencar que os banqueiros derramaram verdadeiras fortunas na campanha de Lula e ao incauto povo brasileiro cabia pagar a conta.
Como cabe até hoje.E o esperneio discursivo do empresário José Alencar pouco adiantou. Fosse um homem coerente, Alencar teria alcançado o boné e renunciado. Só não o fez por conta de interesses maiores.
Ano e meio depois de tomar posse ao lado de Lula, o simpático José Alencar adotou obsequioso silêncio diante do escândalo que ficou nacionalmente conhecido como “Mensalão do PT”, esquema criminoso de cooptação de parlamentares que trocaram a consciência por um punhado de dinheiro imundo.É verdade que todos são inocentes até prova em contrário, mas no PT de outrora rezava a regra de que para condenar alguém bastavam apenas evidências. A profecia é de autoria de José Dirceu de Oliveira e Silva, o Pedro Caroço, figura com a qual José Alencar conviveu sem qualquer reserva.
O agora santificado José Alencar apostou nas palavras do companheiro Lula, que certa vez disse com todas as letras que a China é uma economia de mercado.
Certo de que o parceiro palaciano sabia das coisas, Alencar deflagrou um processo para abrir uma unidade de seu conglomerado têxtil no país da lendária muralha.
Mesmo com o Brasil sofrendo há anos a concorrência desleal dos fabricantes chineses de tecidos e afins, Alencar exigiu que o projeto fosse cumprido à risca. E o mercado brasileiro de tecidos, que deveria ser defendido pelas autoridades verde-louras e também pelo então vice-presidente, foi mandado às favas inclusive por José Alencar.
Por ocasião da CPI dos Correios, que acabou investigando a fonte de financiamento do Mensalão petista, o nome da Coteminas veio à baila, pois a empresa de José Alencar recebeu em uma de suas contas bancárias um depósito de R$ 1 milhão feito pelo PT.Alencar, que logo tratou de isentar de qualquer culpa o seu conglomerado empresarial, alegou que as explicações deveriam ser cobradas do próprio PT. A operação, segundo José Alencar, decorreu do fornecimento de 2,75 milhões de camisetas aos candidatos petistas nas eleições municipais de 2004. O então presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, informou a José Alencar, horas depois da eclosão do escândalo, que o repasse à Coteminas não foi contabilizado pelo partido. A dívida, de R$ 12 milhões, correspondia à época a 50 carretas abarrotadas de camisetas. Para contemplar as necessidades de Lula e Alencar, o caso foi devidamente abafado.
Guindado ao Ministério da Defesa por decisão de Lula, o empresário José Alencar viu a sua Coteminas vender cada vez mais uniformes para o Exército brasileiro.Coincidência? Talvez, mas na política essa palavra não existe no dicionário.
Em 2006, ao aceitar o convite para novamente fazer dupla com Lula da Silva, José Alencar acabou por endossar o “Mensalão” e outros tantos escândalos de corrupção patrocinados pelo Partido dos Trabalhadores e por muitos palacianos. Na ocasião eclodiu o escândalo do Dossiê Cuiabá, conjunto de documentos apócrifos para prejudicar os então candidatos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra. Mais uma vez, diante de um novo escárnio com a digital da esquerda brasileira, Alencar preferiu submergir.
No quase infindável imbróglio da Varig, coube a José Alencar aproximar o empresário Constantino Oliveira, o nada diplomático Nenê, do presidente Lula, que implorou para que o dono da Gol comprasse a outrora mais importante companhia de aviação do País.Muito estranhamente, Nenê Constantino, tão mineiro quanto José Alencar, atendeu aos apelos de Lula e arrematou a Varig por US$ 300 milhões, uma empresa que estava resumida à própria marca.Até hoje ninguém conseguiu entender a transação que nem mesmo o mais incauto investidor seria capaz de apostar suas economias, mas o universo do poder tem essas situações inexplicáveis.
Em agosto de 2010, ao ser entrevistado pelo apresentador Jô Soares, o nada elegante José Alencar aceitou falar sobre o processo de investigação de paternidade que lhe movia Rosemary de Morais, sua suposta filha, e a recusa em se submeter a um teste de DNA.
Ao apresentador global o agora bonzinho José Alencar repetiu o que disse à Justiça.
Que a mãe de sua suposta filha era prostituta e que ele [José Alencar] foi um frequentador contumaz das zonas de meretrício das cidades onde morou desde jovem.Ao expor a mãe da sua suposta filha de forma tão covarde e aviltante, José Alencar não apenas escancarou o seu caráter, mas mostrou ao mundo ser ele alguém bem diferente daquele que hoje, após a morte, a consternada população brasileira tenta canonizar.

Santander é denunciado à CVM e diretores podem ser presos por zerar contas sem aviso

Edição do Alerta Total
Por Jorge Serrão

Diretores do Banco Santander correm o risco de receber ordem de prisão em flagrante, no próximo dia 25 de abril, durante a Assembléia Geral de Acionistas, na sede da instituição, em São Paulo. Serão acusados, formalmente, de crime de apropriação indébita. Centenas de correntistas denunciam que sofreram saques indevidos ou tiveram suas contas esvaziadas, sem aviso prévio. Agora, vão reagir administrativa e judicialmente. Também vão mandar cartas e telegramas de protesto ao presidente mundial do Santander, o espanhol Emilio Botin, e ao Embaixador da Espanha no Brasil, Dom Carlos Alonso Zaldívar.
O azar do Santander é que a medida arbitrária atingiu correntistas vips - que possuem ações ordinárias do banco. Os lesados resolveram formalizar uma queixa à Comissão de Valores Mobiliários. A CVM mandará um representante à próxima reunião de acionistas, quando a reclamação será reiterada. Os correntistas prejudicados também já preparam ações judiciais para pedir a prisão dos dirigentes do banco, por apropriação indébita. O pedido também tem base na resolução 3.695, do Conselho Monetário Nacional. São proibidos débitos ou saques em conta sem autorização do cliente.
Em sua maioria, os prejudicados tinham conta no Banco Real, assimilado pelo Santander, em 2007. Mês passado, após unificar as bases de dados de cientes de ambos os bancos, o Santander resolveu cobrar supostas dívidas, de mais de dez anos, dos clientes do Real. Os correntistas que sofreram a “limpeza” na conta garantem que não receberam avisos prévios de qualquer cobrança. O Santander fez os saques com base no contrato entre os bancos e os correntistas, no qual uma cláusula seria uma “autorização prévia” para cobranças que forem necessárias.
Advogados dos correntistas advertem que a cláusula alegada pelo banco não tem valor legal. O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 42, deixa claro que “na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça”. Os lesados já fizeram queixas à Ouvidoria do Santander e ao Banco Central. Agora, prometem acionar o Ministério Público e a CVM.
Os advogados dos correntistas lesados vão solicitar, judicialmente, de qual dos 53 membros da diretoria executiva do Santander partiu a ordem para os saques indevidos nas contas de pelo menos 342 clientes que se manifestaram até agora. O banco também tem um Comitê Executivo, composto de onze membros, que correm risco de responsabilidade no caso. São eles: Marcial Angel Portela Alvarez (presidente) e seus vices - José de Menezes Berenguer Neto, Angel Oscar Agallano, Carlos Alberto López Galán, Fernando Byington Egydio Martins, Gustavo José Costa Roxo da Fonseca, Ignácio Dominguez-Adame Bozzano, Lilian Maria Ferezim Guimarães, Marco Antonio Martins de Araújo Filho, Oscar Rodrigues Herrero e Pedro Paulo Longuini

Falta de fiscalização agrava problemas nas estradas

No último domingo o programa “Fantástico”, da TV Globo, em reportagem especial para mostrar a venda de drogas nas estradas brasileiras, já havia alertado para a inoperância dos postos de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. Nesta quinta o jornal O Globo revela um outro desdobramento dos graves problemas que envolvem as rodovias federais. De acordo com o jornal, com 57 mil quilômetros de estradas sob responsabilidade do Ministério dos Transportes, existem apenas 70 postos de pesagem – um posto a cada 814 quilômetros. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos há um posto de pesagem a cada cerca de 170 quilômetros. A falta de conservação das estradas aliada ao excesso de peso dos veículos são fatores que contribuem cada vez mais para a ocorrência de acidentes graves (apenas no carnaval deste ano foram 213 mortes só nas rodovias federais). Apesar desse quadro caótico nas estradas, o Plano Nacional de Pesagem, programa do governo federal que deveria melhorar a fiscalização do excesso de carga dos caminhões – causador de prejuízos de até R$10 bilhões por ano e que, pelo desgaste que provoca, reduz em mais da metade a vida útil de uma rodovia -, está com seu cronograma atrasado em mais de dois anos.


Do blog de Álvaro Dias

Horário nos Tribunais

Do Estado do Paraná

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou novo horário de atendimento ao público para o Poder Judiciário. Todos os tribunais e demais órgãos jurisdicionais terão de atender das 9h às 18h, no mínimo.O novo expediente vale para segunda a sexta-feira e precisa respeitar o limite de jornada de trabalho dos servidores. Até então, o horário era estipulado em oito horas corridas. Cada órgão cumpria esse horário da forma que melhor lhe conviesse.A mudança atende a pedido de providências da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mato Grosso do Sul. Por causa dos diferentes expedientes que alguns tribunais adotaram, quem precisava dos serviços jurídicos estava sendo prejudicado. Quem relatou o processo foi o conselheiro Walter Nunes da Silva Júnior. Ainda não há previsão de quando essa medida vai entrar em vigor

Gleisi registra caso de tetraplégica agredida por causa de vaga

Do Blog Política em Debate

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez nesta, em Plenário, uma homenagem à paranaense Mirella Prosdócimo. Tetraplégica desde os 17 anos, Mirella ficou conhecida no Brasil após ser agredida em um estacionamento em Curitiba há cerca de duas semanas por ter chamado a atenção de uma motorista não autorizada que estacionou na vaga destinada a pessoas com deficiência.
Segundo a senadora, além de sofrer agressão verbal, Mirella só não foi agredida fisicamente porque duas mulheres que a acompanhavam seguraram a motorista. Gleisi Hoffmann disse que nem o supermercado ao qual pertence o estacionamento e nem a Diretoria de Trânsito de Curitiba tomaram providências a tempo. Ainda assim, a senadora acredita que o incidente e a atitude de Mirella renderam bons resultados.
Gleisi Hoffmann disse que “a indignação de Mirella ganhou nome e rosto”, tendo-se formado uma grande corrente de apoio à jovem, denunciando o desrespeito que ainda há em relação às pessoas com deficiência. Do apoio conquistado por Mirella, disse a senadora, resultou o movimento “Esta vaga não é sua por nem um minuto”.
A senadora lamentou que a Lei 1098/2000, que estabelece normas para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, que já tem dez anos, ainda não seja cumprida e que os direitos das pessoas com deficiência não sejam respeitados por grande parte da população. Ela sugeriu que o Senado faça campanhas de conscientização sobre o tema

Toma, ó!

O palhaço Tiririca (PR-SP) deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, usa dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa A Praça é Nossa.
Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado.Ambos recebem o maior salário do gabinete, de até R$ 8 mil, somadas as gratificações.