quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Requião Filho faz piada com mutirão de cirurgias de catarata feitas pelo governo


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Requião Filho
A ânsia de parecer irônico e mordaz, imitando sem sucesso o pai, o senador Roberto Requião (PMDB), tem feito o deputado Requião Filho (PMDB) colher seguidos fracassos e, com frequência, descambar para o mau gosto e o desrespeito humano. O deputado subiu à tribuna da Assembleia nesta segunda-feira (22) para ironizar o mutirão de cirurgias de cataratas promovido pelo governo do Estado que, só na semana passada realizou 340 cirurgias em Pranchita, Sudoeste do Estado, zerando a fila desse tipo de procedimento na rede pública em 26 municípios. O esforço do governo nessa área do atendimento de saúde levou ao zeramento das filas por cirurgia de catarata e colocação de aparelhos auditivos em todo o Paraná.
Para Requião Filho, esse esforço “não é mais que obrigação do governo”. O deputado em outra ironia de gosto duvidoso, visto que as cirurgias e implantes de próteses auditivas mudam dramaticamente a qualidade de vida das pessoas, antecipou que, “tão logo passem a enxergar e ouvir melhor essas pessoas passarão a votar na oposição a esse governo que está aí”.
No esforço para desmerecer os mutirões de cirurgias e implantes auditivos, que agora serão seguidos por mutirões na área da cirurgia ortopédica, Requião Filho foi ajudado pelo deputado Nereu Moura (PMDB), que considerou esse tipo de procedimento uma irrelevância, obrigação banal de qualquer governo, que não mereceria sequer ser mencionado.

Modelo nazista é saída para resolver problemas econômicos do país, diz Requião

O senador Roberto Requião (PMDB) revelou alguns dos seus pontos de vista em entrevista ao jornalista Josias de Souza publicada nesta quarta (24) no UOL. Requião disse considerar “fácil” a resolução dos problemas econômicos do país. A saída, segundo ele, seria seguir o modelo nazista de desenvolvimento.

Diz Requião: “Sou um admirador de um alemão que foi esquecido no mundo porque trabalhou com Hitler. Chamava-se Hjalmar Horace Greeley Schacht [ministro da Economia no governo nazista]…Quando entregaram a economia da Alemanha para ele, começou dizendo que a Alemanha só comprava de quem comprasse dela. Protecionismo absoluto. Ele enfrentou a banca…Simples. Isso já aconteceu em outros lugares do mundo. Não é uma impossibilidade”, disse o senador.

Justiça Eleitoral multa Fruet por ‘propaganda irregular e abuso de poder político’


A juíza Sayonara Sedano, da 175ª Zona Eleitoral de Curitiba, julgou procedente ação do candidato Ney Leprevost (PSD) multou em R$ 5 mil o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) e o secretário municipal de Comunicação, Paulo Vítola. Os dois estão impedidos ainda de veicular notícias que promovam o prefeito e sua administração. Conforme a coligação de Leprevost, o método que vinha sendo utilizado por Fruet se configurava como “conduta velada, que é uma forma grave de abuso de poder político”. Com informações do Massa News.

Em caso de reincidência, a multa a Fruet e Vítola pode ser duplicada. A juíza destaca que “é fato que o munícipe que procurar informações sobre a Prefeitura de Curitiba (são vários os sites), vai ter acesso a outras informações (que não procura), no entanto, as referidas “informações”, procuradas ou não, no caso em análise, se traduzem em explícita propaganda institucional – propaganda governamental – propaganda eleitoral”.

A magistrada também entendeu que “é forçoso reconhecer que o conteúdo das páginas apresentadas no pedido, são de cunho eleitoral e em tese, beneficiam o candidato à reeleição”.
Além de multa, esse tipo de conduta ilegal, de abuso de poder político, está sujeito também a cassação do registro do candidato infrator, dependendo da gravidade do caso.

domingo, 14 de agosto de 2016

Para defesa, Bumlai foi o ‘trouxa perfeito’ que o PT queria

A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai afirmou nas alegações finais apresentadas ao juiz Sérgio Moro que o empresário era o “trouxa perfeito” que o PT precisava para forjar o empréstimo de R$ 12 milhões. Para a Lava-Jato, o empréstimo feito junto ao Banco Schahin era parte da propina que cabia ao partido no esquema da Petrobras. As informações são de Renato Onofre n’O Globo.

Acredite, até a faixa presidencial sumiu


Se o impeachment de Dilma Rousseff for confirmado no fim de agosto, Michel Temer será empossado como o 37º presidente do Brasil e colocará no peito a… cadê a faixa presidencial? A mais bizarra auditoria de que se tem notícia está sendo realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU): encontrar o misterioso lugar em que está a faixa presidencial do Brasil. O TCU descobriu que 4 500 itens do patrimônio da Presidência da República estão sumidos. Ninguém sabe se foram surrupiados ou simplesmente extraviados. Entre os objetos estão obras de arte, utensílios domésticos, peças de decoração, material de escritório, computadores e, sim, a faixa presidencial. Que fim ela levou? As informações são de Robson Bonin na Veja.

terça-feira, 19 de julho de 2016

As conveniências de Requião


Do blog do Zé Beto
Só os poucos iludidos de boa fé ainda se deixam enganar pela repetitiva retórica demagógica do quase octogenário Requião. Ele, que desde sempre fez a opção preferencial pelos votos dos pobres e o financiamento dos ricos que o presenteiam com vinhos caríssimos , tem um discurso para cada ocasião. Em Brasília se faz de vestal, posa de esquerda e critica os deputados que apoiaram Rodrigo Maia do DEM por ser de direita. Aqui na terrinha manda que o seu decadente PMDB coligue com o mesmo DEM em Campo Largo, fechando com o candidato a prefeito. Faz qualquer aliança que o ajude na luta pela sobrevivência eleitoral.
Sempre foi assim. Na tribuna faz um discurso de terra arrasada se colocando acima do bem e do mal; no governo a prática é a do nepotismo , da perseguição aos servidores públicos, no acobertamento à corrupção como os episódios do Porto de Paranaguá e da Receita Estadual.
O resultado tem sido desastroso para o PMDB, que encolheu sua bancada estadual em dois terços e não terá sequer um candidato a Prefeito nas grandes cidades como Londrina , Maringá, Cascavel, Foz,Guarapuava, Ponta Grossa e Paranaguá. O partido sofre o maior esvaziamento entre todas as capitais e arrisca perder até a única vereadora que tem em Curitiba , eleita pelos evangélicos.
Ainda assim, embora já não tenha amigos de verdade, remanescem perfilados alguns apoiadores e outros interesseiros e cargos comissionados do Senado que atuam remunerados como auxiliares de coveiro do velho e rabugento coronel Mello e Silva. A julgar pelos resultados eleitorais do Paraná e pela gestão partidária desagregadora, Dilma está pessimamente servida de articulador para tentar retornar ao poder.

Após recesso, Senado deve votar projeto

Um dos projetos polêmicos que tomará a atenção do Congresso na volta do recesso branco é o que legaliza os jogos de azar e está pronto para ser votado na pauta do Senado. Cresce o entendimento de que a parte mais “palatável” do texto se refere à abertura de cassinos em complexos hoteleiros, com previsão de investimentos bilionários no Brasil e, teoricamente, mais fáceis de fiscalizar.As informações são de Júnia Gama n’O Globo.


Por outro lado, setores do governo defendem que a medida seja avaliada de forma ampla: com um estudo sobre a relação custo-benefício entre o que será arrecadado e o que haverá de gasto com fiscalização, antes de uma posição formal sobre o tema.
O novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que defende “estruturas maiores”, notadamente os cassinos, como forma de elevar a receita com jogos. As demais formas de jogo de azar, para Maia, devem ser vistas com maior cuidado.
— O que eu defendo são essas estruturas maiores, onde os investimentos serão da ordem de R$ 1 bilhão, com cassinos e resorts. Esses, sim, podem valer a pena para o Brasil. Qualquer outra estrutura, tenho muita dúvida se vale a pena — disse.
DINHEIRO IRIA PARA SAÚDE E SEGURANÇA
Essa avaliação encontra ressonância em setores resistentes ao projeto, como o Ministério Público. A instituição defende que a legalização poderá deixar as “portas escancaradas” para os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Para o Ministério Público, somente seria aceitável discutir, neste momento, algo restrito à vinda de grandes investimentos com cassinos e redes de hotéis, que aumentariam o fluxo de turistas e gerariam novas receitas, e não só mudanças no segmento a ser tributado. Maia diz que é preciso debater:
— Temos que discutir se o Brasil tem ou não jogo, mesmo sendo proibido. Hoje, tem oito mil máquinas de caça-níquel todos os dias arrecadando, no mínimo, R$ 50 cada uma. Fora a loteria. É bom legalizar o jogo do bicho? Porque ele existe. Em que condições? A discussão é: devemos ter jogo regulamentado e que tipo de jogo? Acho que caminhar pelos grandes projetos de cassino, acompanhado com resort, espaço para eventos e shows, uma estrutura como existe nos EUA, pode ser positivo para o Brasil — afirma.
No governo, o assunto é polêmico. Há uma preocupação em não ter, antes da votação do impeachment, a imagem afetada pela defesa da legalização dos jogos. Por isso, auxiliares de Temer pediram ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que adie a votação do projeto para o final de agosto, quando a decisão sobre o afastamento definitivo de Dilma Rousseff deverá ter sido tomada. Renan incluíra o tema na pauta do Senado, mas deu sinais de que poderá concordar com o adiamento.
Alguns assessores de Temer propõem que a legalização dos jogos seja vinculada a uma “causa nobre”, como o direcionamento de parte da receita arrecadada para Saúde, Previdência ou Segurança Pública — o que ajudaria a mitigar o impacto negativo da aprovação da proposta.
Setores do Palácio do Planalto defendem que a proposta seja restrita à legalização dos cassinos, que seriam mais fáceis de fiscalizar e trariam aportes maiores de receita. Porém, outros segmentos acham que a questão deve ser vista de forma ampla e que seja analisado o custo-benefício de todas as propostas. Há previsão de reunião com integrantes de Ministério Público, Receita Federal, Coaf, ministérios da Fazenda e do Turismo sobre o tema.
— Se o governo entrar nessa discussão, terá de olhar de forma mais ampla, não dá para fechar só em torno dos cassinos. Não há posição fechada — diz uma fonte do Palácio do Planalto.
O projeto foi apresentado em 2014 pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) — investigado na Operação Lava-Jato. Mas o relatório que deve ser apreciado no plenário do Senado, na volta do recesso, é de autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Segundo o texto, fica autorizada a exploração do jogo do bicho, do bingo, dos jogos eletrônicos como o caça-níquel e de jogos de cassino, entre outros.
(foto: Agência Senado)