sexta-feira, 29 de abril de 2016

Quando é que o Brasil vai receber de volta o dinheiro do BNDES emprestado a países como Cuba e Angola?


No pronunciamento que fez em plenário, nesta segunda-feira (11/4), o senador Alvaro Dias (PV/PR) também falou sobre o BNDES que, segundo ele, é um dos instrumentos do endividamento monumental do governo. “O governo se utiliza do BNDES como instrumento, como artimanha, para tumultuar a administração pública com uma contabilidade anarquizada. O BNDES passou a ser, portanto, um instrumento de políticas desonestas adotadas pelo governo”, disse.
De acordo com Alvaro Dias, quando a presidente da República decidiu alterar o Estatuto Social do BNDES, por meio de decreto, para permitir que o banco financiasse a aquisição de ativos e investimentos realizados por empresas de capital nacional no exterior, houve uma operação mágica do governo. “Ele tirou da cartola, porque o que se fez foi jogar para fora do Brasil bilhões de reais para atender o interesse de outras nações”.
O senador lembrou que, de 2008 a 2014, o governo Federal transferiu, com juros mais baixos, ao BNDES, cerca de 716 bilhões. No ano de 2008, 159 bilhões de recursos do FAT, PIS, Pasep e FGTS foram destinados ao BNDES. E, em 2014, o valor acumulado chegou a 243 bilhões. “ O governo vem subtraindo dos trabalhadores brasileiros o ganho que não poderia, em hipótese alguma, subtrair. O governo tem colocado a mão grande, portanto, no bolso dos trabalhadores brasileiros”.
Outros dados revelados por Alvaro Dias mostram que, de 2003 a 2013, o BNDES emprestou US$8,6 bilhões a outros países, sendo que Angola abocanhou 33%. Angola, 33%! Argentina, 22%; Venezuela, 14%; e Cuba, 7%. “Nós sabemos que irregularidades foram praticadas na concretização desses empréstimos. Vou citar um exemplo: para a construção do Porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana, o prazo foi de 25 anos. Ocorre que, pelas regras, pelas normas estabelecidas, o prazo não pode superar 15 anos. Nesse caso, dez anos além. O empréstimo cubano teve o prazo mais longo entre as obras financiadas fora do País. A maioria dos empréstimos foi feita em prazo próximo a 15 anos. É importante ressaltar que Cuba é um dos países com pior nota de risco de crédito do planeta. Quando é que o Brasil vai ver esses recursos retornando? Nós não podemos ser tolerantes com a prepotência e com a corrupção. E a penalização dos responsáveis, certamente, passará pelo impeachment da presidente da República”, finalizou o senador.

O alto custo para o contribuinte dos “generosos” empréstimos do BNDES

No discurso que fez em plenário, na quinta (28), o senador Alvaro Dias (PV/PR) voltou a dizer que a presidente Dilma não precisaria ter se utilizado das pedaladas, se não houvesse abusado dos repasses do Tesouro Nacional ao BNDES. São recursos oriundos do FAT, FGTS, PIS/PASEP, transferidos ao BNDES em prejuízo dos trabalhadores.

“O repasse do Tesouro ao BNDES chega a 716 bilhões, entre 2008 e 2014. Se nós contrapusermos esses valores aos valores das pedaladas, verificaremos que realmente a infelicidade das chamadas pedaladas poderia ter sido perfeitamente evitada. Esses recursos não retornaram ao Tesouro Nacional. Foram repassados com taxas de juros subsidiados a países com dificuldades financeiras e a governos ditatoriais e corruptos. De 2003 a 2013, o BNDES emprestou US$8,8 bilhões, sendo que Angola abocanhou 33%; Argentina, 22%; Venezuela, 14%; e Cuba, 7%”, disse o senador.
Alvaro Dias destacou ainda que o governo brasileiro, além dos empréstimos concedidos, perdoou dívidas de algumas dessas nações: “O saldo dessa aventura descabida é o gigantesco aumento da dívida e o pagamento de mais de R$20 bilhões ao ano de equalização de juros, que é a diferença entre os elevados juros que o Tesouro Nacional paga aos investidores que compraram os títulos emitidos e o juro mais baixo recebido do BNDES. Ou seja, até 2060, o contribuinte brasileiro pagará em subsídios pelas operações do BNDES o valor de R$184 bilhões”.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Tia Bumbum


Do jornal O Globo:
“O atual ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, empregou uma tia da mulher, a ex-miss bumbum Milena Santos, como secretária na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O órgão está vinculado ao governo federal e foi presidido por Teixeira até o fim da semana passada, quando foi empossado ministro pela presidente Dilma Rousseff. Após ser questionada pelo GLOBO, a ABDI informou que demitiu hoje a servidora.
A tia de Milena é Delfina Alzira da Silva Gutierrez, que ocupou uma função de confiança na ABDI com um salário de R$ 19.488,60.”
Mr. Bumbum trata dinheiro público como papel higiênico.

Stédile, do MST, convoca seu exército para ato da APP


O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, já está em Curitiba em apoio ao ato da APP-Sindicato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em defesa do ex-presidente Lula e do PT e contra o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato. Stédile e seu exército querem dar visibilidade no ato e sinalizar ao vice-presidente Michel Temer que seu governo não vai ter trégua dos sem terra e do lulopetismo.

Acompanha Stédile em apoio a manifestação da APP nesta sexta-feira, 29, a presidente da CUT do Paraná, Regina Cruz, que trará também seu séquito de cutistas. “Aproveitando a ocasião em que se realiza hoje, em Curitiba, a plenária estadual da militância do Fórum de Lutas 29 de Abril e a Frente Brasil Popular, Stédile, Regina e Silva falarão sobre o posicionamento das organizações e movimentos sociais diante à conjuntura política nacional, o golpe em andamento e suas consequências para a população brasileira”, diz a nota enviada pelo MST.
“Além disso, eles também apresentarão o calendário nacional de lutas e mobilizações para barrar o impeachment e o ato Estadual de um ano do massacre dos professores que acontece na sexta-feira (29), em Curitiba”, completa a nota.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Quando é que o Brasil vai receber de volta o dinheiro do BNDES emprestado a países como Cuba e Angola?


Quando é que o Brasil vai receber de volta o dinheiro do BNDES emprestado a países como Cuba e Angola?

No pronunciamento que fez em plenário, nesta segunda-feira (11/4), o senador Alvaro Dias (PV/PR) também falou sobre o BNDES que, segundo ele, é um dos instrumentos do endividamento monumental do governo. “O governo se utiliza do BNDES como instrumento, como artimanha, para tumultuar a administração pública com uma contabilidade anarquizada. O BNDES passou a ser, portanto, um instrumento de políticas desonestas adotadas pelo governo”, disse.

De acordo com Alvaro Dias, quando a presidente da República decidiu alterar o Estatuto Social do BNDES, por meio de decreto, para permitir que o banco financiasse a aquisição de ativos e investimentos realizados por empresas de capital nacional no exterior, houve uma operação mágica do governo. “Ele tirou da cartola, porque o que se fez foi jogar para fora do Brasil bilhões de reais para atender o interesse de outras nações”.
O senador lembrou que, de 2008 a 2014, o governo Federal transferiu, com juros mais baixos, ao BNDES, cerca de 716 bilhões. No ano de 2008, 159 bilhões de recursos do FAT, PIS, Pasep e FGTS foram destinados ao BNDES. E, em 2014, o valor acumulado chegou a 243 bilhões. “ O governo vem subtraindo dos trabalhadores brasileiros o ganho que não poderia, em hipótese alguma, subtrair. O governo tem colocado a mão grande, portanto, no bolso dos trabalhadores brasileiros”.
Outros dados revelados por Alvaro Dias mostram que, de 2003 a 2013, o BNDES emprestou US$8,6 bilhões a outros países, sendo que Angola abocanhou 33%. Angola, 33%! Argentina, 22%; Venezuela, 14%; e Cuba, 7%. “Nós sabemos que irregularidades foram praticadas na concretização desses empréstimos. Vou citar um exemplo: para a construção do Porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana, o prazo foi de 25 anos. Ocorre que, pelas regras, pelas normas estabelecidas, o prazo não pode superar 15 anos. Nesse caso, dez anos além. O empréstimo cubano teve o prazo mais longo entre as obras financiadas fora do País. A maioria dos empréstimos foi feita em prazo próximo a 15 anos. É importante ressaltar que Cuba é um dos países com pior nota de risco de crédito do planeta. Quando é que o Brasil vai ver esses recursos retornando? Nós não podemos ser tolerantes com a prepotência e com a corrupção. E a penalização dos responsáveis, certamente, passará pelo impeachment da presidente da República”, finalizou o senador.

domingo, 24 de abril de 2016

Vereadores criticaram em plenário uma cartilha da Prefeitura de Curitiba

Vereadores criticaram em plenário uma cartilha da Prefeitura de Curitiba distribuída na sessão de ontem (19). Intitulado “Curitiba faz bem pra você”, o material diz trazer as “principais realizações da cidade que é nosso orgulho”, de 2013 a 2015. Para Jorge Bernardi (Rede) e Chicarelli (PSDC), a publicação é “uma propaganda enganosa”. Na avaliação de Chico do Uberaba (PMN), uma “cortesia com o chapéu alheio”. Paulo Salamuni (PV), Jonny Stica e Pedro Paulo, ambos do PDT – líder, vice-líder e ex-líder do prefeito Gustavo Fruet na Câmara Municipal –, saíram em defesa da gestão. 

Edson do Parolin (PSDB) foi quem abriu as críticas à cartilha. “Fiquei feliz em ver minha comunidade em uma cartilha que recebi da prefeitura. Vi um morador [do Parolin] ali, o Mário, mas não é verdade. Por que não botam a  verdade? Que está faltando a rua [asfalto], a janela das casas? Não condiz com a verdade”, questionou. “Minha comunidade faz três anos que está abandonada.”

Zé Maria (SD) alertou que o Rotary Club irá se manifestar contra uma das informações da cartilha, porque seria o responsável pela implantação de três brinquedos adaptados para crianças com deficiência no Passeio Público, divulgados na publicação como obra da administração municipal. “Eu tenho a gravação do prefeito Gustavo Fruet agradecendo [o Rotary]. Temos que retirar urgente esta cartilha da cidade. Não podemos concordar com mentiras”, afirmou.

Uberaba defendeu que o Executivo faz “cortesia com o chapéu alheio”. Ele disse que obras anunciadas na cartilha, como o parque Mané Garrincha, são de gestões anteriores. “É difícil justificar o injustificável. Ele não tem obras. Este é o livrinho da enganação, da incompetência deste cidadão”, avaliou o parlamentar.

Saúde pública
Chicarelli e o Professor Galdino (PSDB) direcionaram as críticas à gestão para a saúde pública municipal. O primeiro vereador alegou que em suas visitas a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) tem presenciado problemas recorrentes, como falta de medicamentos e de médicos, problemas na infraestrutura e demora no atendimento. “Tem que mudar esse planejamento, senão teremos um caos”, indicou.  

“Nisso temos que concordar. Eu e minha equipe fomos chamados na UPA da CIC e estava o caos. Vamos pedir providências”, registrou Rogério Campos (PSC). Galdino lamentou mudanças no programa Mãe Curitiba, “que já foi referência da capital”. O vereador disse receber “denúncias constantes” sobre o atendimento na Maternidade do Bairro Novo. “Sabemos que a gestão está gastando os tubos com propaganda, e enquanto isso as gestantes curitibanas pegam infecção hospitalar. Prefeito, eu suplico: dê mais atenção à saúde e gaste menos com publicidade”, finalizou. 

João Arruda conta as traições do PT

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O deputado João Arruda (PMDB-PR), que votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, resolveu contar as inúmeras traições do PT ao PMDB do Paraná. Sobrou para o ex-presidente Lula, a senadora Gleisi Hoffmann (PT), o seu marido e ex-ministro Paulo Bernardo (PT) e até para o prefeito Gustavo Fruet (PDT). Arruda insinua que os petistas têm “memória curta”. “A história e os fatos estão aí: a gente não apaga. Não guardo mágoas ou ressentimentos. Isso não teve peso no meu voto de domingo passado, portanto, não venham cobrar reciprocidade”, diz o deputado do PMDB no facebook.

“Não guardo rancor, mas não me venham cobrar reciprocidade.
Para quem tem memória curta: apoiamos o Lula no Paraná em todas as eleições que ele disputou para presidente da república, mesmo contra a decisão da direção nacional do PMDB. Fui, inclusive, o primeiro a lançar o comitê suprapartidário Lula-Requião em 2006.
Ajudei a coordenar a campanha de Vanhoni em 2004, quando derrotamos Fruet na convenção do PMDB. Magoado, Fruet, apoiou Beto Richa, saiu do PMDB, foi para o PSDB, depois para o PDT, e, em 2012, foi apoiado pelo PT que derrotou o candidato do PMDB em Curitiba.
Em 2010, o PT do Paraná fez uma aliança com o Pessuti, que assumiu o governo do Paraná e rompeu com o Requião. Pessuti indicou Sérgio Souza na suplência de Gleisi e montaram um comitê suprapartidário a favor de Gleise e Gustavo (G2) para o Senado contra a candidatura de Requião.
Não vou nem entrar em detalhes sobre a aliança que Paulo Bernardo, marido de Gleisi, articulou com Ricardo Barros em Maringa. Mesmo assim, mais uma vez, a nossa candidata para presidente da república foi Dilma Rousseff, do PT.
No final de 2012, o PT depositava todas as fichas no Pessuti e em Sérgio Souza, suplente da Gleisi, para nos derrotar no PMDB e construir uma aliança, que não deu certo porque foram traídos pelos mesmos, com a candidata do PT no Paraná.
Em 2014, procurei o Lula e me coloquei a disposição para ir até o seu instituto e conversar sobre uma aliança no Paraná. Nunca tive retorno. Depois disso, só ouvi falar de Lula dois anos depois, no dia da votação do impeachment, quando ele queria falar comigo e eu não aceitei.
Sem contar que ele veio no Paraná em 2014, fazer campanha para a Gleisi, e dizer que se arrependeu de ter apoiado o Requiao em 2006. Mesmo assim, em 2014, fui o único deputado federal fora da coligação do PT no PR que apoiou a candidata Dilma Rousseff, junto com Requiao, Michel Temer e muitos companheiros do PMDB.
A história e os fatos estão aí: a gente não apaga. Não guardo mágoas ou ressentimentos. Isso não teve peso no meu voto de domingo passado, portanto, não venham cobrar reciprocidade.”