segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Levante contra a Fundação Cultural de Curitiba


Empreendedores culturais e artistas marcaram uma manifestação na próxima quarta-feira, 16, às 13h, na sede da Fundação Cultural de Curitiba, na Rua Engenheiro Rebouças. Eles irão esperar a chegada do presidente Marcos Cordiole para mostrarem o descontentamento com as políticas da FCC em relação ao mecenato subsidiado. Estarão presentes todos aqueles que tiveram seus projetos classificados e não foram convocados para a fase documental. A manifestação tem a intenção de pressionar a comissão do mecenato subsidiado a deliberar sobre a linha de corte, que segundo os organizadores seria um ato ilegal, pois todos os projetos que obtiveram nota acima de 80 pontos deveriam ser chamados. O prefeito Gustavo Fruet (PDT) vem tendo problemas com a política cultural da capital paranaense. Na campanha eleitoral de 2012, Fruet prometeu destinar 1% do orçamento do município para a categoria. Devido a diversos problemas, isso não aconteceu. Mas a promessa eleitoral acabou trazendo tensões com a classe. Agora parece que haverá um desfecho nesta semana.

A viagem secreta de Cardozo ao centro da Lava Jato


O ministro da Justiça e a cúpula da PF desembarcaram na madrugada de terça-feira, 8, em Curitiba. O motivo da viagem – que durou pouco mais de 12 horas – ninguém sabe explicar ao certo
Alana Rizzo, Época
À 0h50 da terça-feira, um avião da Força Aérea Brasileira decolou rumo a Curitiba. A bordo estavam o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e os delegados da Polícia Federal Leandro Daielloe Maurício Valeixo, respectivamente diretor-geral e diretor de Combate ao Crime Organizado da corporação, um assessor do ministro e um policial. Naquela madrugada, já na capital paranaense, esse grupo se encontrou com Rosalvo Branco, superintendente da PF em Curitiba e chefe dos delegados da Lava Jato, e com o agente Newton Ishii, que se consagrou ao ser citado na gravação do filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró como o “japonês bonzinho” suspeito de vazar dados da Lava Jato. O encontro na penumbra ficou fora da agenda oficial do ministro.
Após o desembarque em Curitiba, às 2h25 da madrugada, Cardozo, Daiello, Valeixo e os policiais curitibanos seguiram por um trajeto de 22 quilômetros para o hotel Bourbon Convention. Em seguida, o grupo se dispersou. Valeixo seguiu com Daiello para outro destino.
A Superintendência da Polícia Federal do Paraná é o epicentro de interesses que para lá confluem por causa da Lava Jato: investigadores, advogados de presos, espionagens e pressões políticas. Em meio a essa Babel, a direção da PF determinou a abertura de três sindicâncias para apurar casos estranhos: a instalação de um grampo no fumódromo da sede da Superintendência, supostamente para investigar policiais que criticavam o modus operandi da operação; a venda de dossiês com informações que possam comprometer a investigação; e a instalação de um grampo na cela do doleiro Alberto Youssef, principal delator da Lava Jato. As três sindicâncias já foram concluídas. Em um momento tão difícil, em que o resultado das apurações pode comprometer a maior investigação sobre corrupção do país, a coincidência de encontros feitos às escuras envolvendo o ministro da Justiça, a cúpula e integrantes bem informados da Polícia Federal em Curitiba levanta suspeitas – sobretudo porque os partícipes ofereceram explicações parciais sobre a natureza do encontro.
Na quinta-feira, o governo montou uma operação para esconder a ida de Cardozo e da cúpula da PF ao Paraná e o encontro com os policiais paranaenses na madrugada. Assessores divulgaram que o grupo desembarcara em Curitiba na manhã de terça-feira – e não na madrugada, como mostra o registro de voos da Força Aérea. Na versão oficial, o agente fora designado para a escolta do ministro. Também juntou-se ao grupo de Brasília no almoço no restaurante Madero Cabral, no centro de Curitiba. A steak house é um lugar para ser visto e reconhecido. Cardozo ainda posou para um selfie com o “japonês bonzinho”. Com isso, quis mostrar que ele e os federais de Brasília se encontraram sim, na terça-feira, com o chefe dos delegados da Lava Jato e com o agente Ishii, mas somente no almoço de terça-feira. E que tudo foi tão casual que era motivo de chiste e divulgação.
No jargão policial, há operações chamadas de cobertura, que são expostas para manter outra, simultânea e normalmente mais bombástica, nas sombras. Cardozo, no início da Lava Jato, já havia se reunido reservadamente com advogados de réus poderosos da operação. Agora, acompanhado da cúpula da PF, manteve encontros com personagens-chave da Lava Jato no Paraná. Foram duas reuniões paralelas à conclusão das sindicâncias sobre o uso de escutas clandestinas. Na capital paranaense, os delegados Daiello e Valeixo coreografaram uma participação agendada com “urgência” em Curitiba, em dois eventos públicos matinais. O primeiro no quartel do Exército. “A audiência foi marcada de urgência, na própria terça-feira, para discutir a questão de armas e munição no estado. Eles (PF e Cardozo) estariam aqui em Curitiba para resolver outra questão. E aproveitaram para estreitar a relação com a gente. Foi tudo muito rápido, durou das 10 horas às 10h40”, informou o gabinete do general Duizit Brito, comandante do Quartel da 5ª Região.
Cardozo, que desembarcara horas antes, não apareceu ao primeiro encontro. A segunda agenda era na Secretaria de Segurança do Paraná. O ministro chegou atrasado. A conversa na Secretaria de Segurança foi, de acordo com a versão oficial, sobre invasões na empresa Araupel, em Quedas do Iguaçu, ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Faz sentido? Menos de 24 horas antes, Daiello e Valeixo não participaram da reunião sobre o mesmo tema no Ministério da Justiça em Brasília, onde estava o governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB. “Foi uma história de cobertura. Não tinha necessidade do encontro,” afirmou um integrante da PF a ÉPOCA.

Procurado, Cardozo disse que não poderia falar sobre o tema das reuniões por se tratar de uma questão de segurança. “O governador e o secretário estiveram aqui e eu solicitei uma análise mais detalhada sobre o assunto. Por isso, pedi apoio da PF”, disse. Ele confirma que foi recebido pelo superintendente Rosalvo e por Ishii no aeroporto de madrugada. Segundo o ministro, duas reuniões foram marcadas para discutir o tema sigiloso. “A primeira era com as Forças Armadas, mas como não estava me sentindo bem acabei não indo. Fui apenas para a segunda com o secretário de Segurança.” Ao final, disse o ministro, a questão que o arrastou até lá não exigiu novas providências. ÉPOCA procurou a direção-geral da PF para esclarecer a viagem. A informação é de que os diretores foram minimizar um potencial conflito no Estado e que a viagem fora solicitada pelo ministro. O superintendente do Paraná, Rosalvo Branco, disse que tinha questões profissionais envolvendo a viagem: “Não vou comentar mais, minha querida”. Por que tanto mistério?

Câmara de Curitiba quer presentear família de senador com doação de terreno

Tupan

Requião
Roberto Requião
A Câmara Municipal de Curitiba irá discutir na sessão desta segunda-feira a doação de uma área de aproximadamente 300 metros quadrados, na Rua Vicente Machado, para a família do senador Roberto Requião (PMDB). O pedido vem sendo questionado desde 2012, quando foi retirado da tramitação pelo ex-prefeito Luciano Ducci (PSB). A área foi doada ao município em 1949 e só poderia ter revertido o termo de doação até o ano de 1969. Como o pedido não foi realizado nesse período, o vereador Professor Galdino (PSDB) afirma que a família do parlamentar deveria adquirir a área por determinado valor financeiro, a ser designado pelo órgão correspondente. Em 2012, a vereadora Maria Goretti (PSDB) levantou a bola da irregularidade pela 1ª vez. Depois Galdino e Bruno Pessuti, que apresentou vários questionamentos. O projeto foi colocado no afogadilho, na semana em que se encerram os trabalhos do legislativo municipal

A alma de Gustavo Fruet no secretariado de Curitiba


Tupan
Celso Torquato e Gustavo Fruet
Celso Torquato e Gustavo Fruet
O ex-vereador Celso Torquato (PSD) é a alma da gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT). O poder dele é superior ao do secretário de Governo, Ricardo Mac Donald. A força dele tem berço. Por anos Torquato foi o principal nome nos bastidores das campanhas de Fruet à Câmara Federal. A parceria rendeu frutos ao ex-vereador. Ganhou uma secretaria especial e é o principal articulador nos bastidores da política municipal. Não é à toa que toda vez que um secretário cai, ele é sempre consultado para a escolha do novo. Com a queda de Mirian Gonçalves (PT) na secretaria do Trabalho, ele emplacou mais um nome no 1º escalão na semana passada: Fernando Guedes, que passou pela superintendência da FAS e estava lotado no gabinete do prefeito. Pela força que tem na atual gestão, Torquato é chamado nos bastidores de PCT (Partido do Celso Torquato) por ter emplacado ex-colaboradores em todos os escalões, desde o chefe de gabinete de Fruet, Itamar Neves, até o administrador da Regional do Fazendinha, Marco Aurélio Lima de Mello.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Na pauta, projeto de Alvaro Dias que regula repouso semanal do trabalhador


Na pauta, projeto de Alvaro Dias que regula repouso semanal do trabalhador

Pode ser votado na próxima quarta-feira (09), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, projeto de Alvaro Dias que determina que a concessão de repouso semanal remunerado do trabalhador em dias diferentes não implique em infração administrativa. O projeto possui relatório favorável do senador Wilder Morais (PP-GO), e se for aprovado com decisão terminativa na CAS, seguirá direto para a Câmara dos Deputados, sem passar pelo Plenário do Senado.
A proposição apresentada pelo senador Alvaro Dias tem por objetivo ressuscitar entendimento que perdurou por muito tempo no tocante ao estabelecimento dos períodos de repouso semanal remunerado. Esse entendimento foi revogado, porque auditores fiscais do Trabalho passaram a entender que a concessão do descanso deveria ocorrer, invariavelmente, a cada sete dias trabalhados, ou mais exatamente, no dia subsequente ao sexto dia laborado, consistindo infrações a ocorrência de intervalos menores ou maiores entre os repousos concedidos em duas diferentes semanas. O projeto de Alvaro Dias acresce parágrafo único ao art. 12 da lei que criou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), para criar uma ressalva à aplicação da multa prevista nos casos de não cumprimento das normas nela previstas. Determina, assim, que não constitui infração ocorrência de intervalo inferior ou superior a sete dias entre os períodos de repouso concedidos ao trabalhador em duas semanas consecutivas, desde que observada a escala de revezamento estabelecida no parágrafo único do art. 67 da CLT.
Ao justificar a sua iniciativa, o senador Alvaro Dias pondera que devido a sucessivas mudanças interpretativas na legislação por parte da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, criou-se um clima de insegurança jurídica para empregadores e trabalhadores. Para o senador, é necessário deixar claro no texto da lei quais os limites temporais válidos para a concessão do repouso semanal remunerado ao trabalhador.
O senador Alvaro Dias explica que até 2009 as fiscalizações dos Auditores Fiscais do Trabalho eram pautadas no Precedente Administrativo nº 46 da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, o qual dispunha não ser infração a concessão de descansos semanais remunerados ao trabalhador em intervalos distintos de sete dias, desde que fossem concedidos semanalmente – ao menos um descanso em cada período compreendido entre segunda-feira e domingo. Quando o mencionado precedente foi revogado pelo Ato Declaratório nº 10, de 3 de agosto de 2009, os Auditores Fiscais do Trabalho passaram a entender que a concessão do descanso deveria ocorrer, invariavelmente, a cada sete dias trabalhados, ou mais exatamente, no dia subsequente ao sexto dia laborado, consistindo infrações a ocorrência de intervalos menores ou maiores entre os repousos concedidos em duas diferentes semanas.
“Em que pese a importância da fiscalização do trabalho, tal entendimento constitui uma direta violação da legislação trabalhista. O art. 67 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que, observada a concessão preferencial do repouso aos domingos, é lícito o estabelecimento de escala mensal de revezamento. Uma das preocupações principais da legislação, tanto nacional quanto internacional, é a de que a fixação do dia de repouso não seja uma capacidade exclusivamente discricionária do empregador, oferecendo-se certa previsibilidade ao trabalhador acerca dos dias de descanso de que disporá, de maneira a organizar suas atividades de lazer e descanso. Em razão disso, é extremamente necessária a alteração legal proposta para explicitamente excluir a infração administrativa dos casos em que o intervalo de concessão do repouso ultrapasse sete dias, mantendo o restante da legislação referente ao tema tal como se encontra”, afirma o senador Alvaro Dias na justificativa do seu projeto.

Fechado para sobreviver

Tem gente no govenro que dúvida da crise. Eu heim...

O Paraná é o Estado onde, no final de outubro, se registrou o fechamento de 7,2 mil estabelecimentos comerciais no prazo de um ano, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É o maior índice do país. Em brasileiro isso quer dizer que a ninguenzada está optando em gastar com comida e itens básicos e os empresários em não falir de vez – para tentar um novo caminho de sobrevivência.

Os radares e a conta


Do Goela de Ouro
A questão dos radares de Curitiba está naquela fase em que o prazo pedido pelo Tribunal de Contas para as explicações da prefeitura está no fim. A “ocupação”, termo técnico utilizado para explicar o fim a interrupção do contrato com a empresa que prestava serviço e que foi feita na gestão de Luciano Ducci, com a posterior contratação de outras empresas, sem licitação, para manutenção dos equipamentos, teria prazo restrito e limitado ao pagamento de R$ 6,5 milhões. A conta já chegou aos R$ 15 milhões.