terça-feira, 15 de setembro de 2015

Porto da Odebrecht era irregular e a amiga Dilma deu um jeito

Diário do Poder


Dilma regularizou porto irregular da Odebrecht


Presidente preso da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e a presidente Dilma. Fotos: AE e Ricardo Stuckert/PR
 
Entre os escândalos da Odebrecht, há um que merece as atenções dos investigadores da Lava Jato e da CPI do BNDES: o porto construído em Santos pela empreiteira. A empresa comprou uma área proibida para portos, construiu nela um terminal de contêineres, o Embraport, associando-se a um mamute internacional (DP, a Dubai Ports), e inaugurou a obra. Pouco mais de um mês depois da inauguração irregular, a presidente Dilma assinou um decreto regularizando a área.
A Odebrecht investiu em terreno irregular, prevendo que um dia – por coincidência, logo após sua inauguração – tudo seria regularizado.
A empreiteira Odebrecht tem 66,7% da Embraport, em Santos. O resto é do DP-World, Dubai Port, cujo dono é Sultan Ahmed Bin Sulayem.
Nem Odebrecht, nem a DP coçaram o bolso para construir o terminal. Tudo veio das generosas tetas do governo, através do BNDES e Caixa.
Do R$ 1,8 bilhão investidos no porto, R$ 663,3 milhões são do BNDES, via Caixa, com juros de 3% ao ano, e US$ 786 milhões vieram do BID.

Empreiteiro diz que Mercadante presenciou acerto por doação oriunda de caixa dois



Em delação premiada, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, relatou uma reunião com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, na qual foram acertadas doações políticas. De acordo com o empreiteiro, o ministro, então candidato ao governo paulista em 2010, presenciou um acerto para o repasse de R$ 250 mil em doação oficial à campanha e outros R$ 250 mil, dados em espécie, oriundos do caixa 2 da empreiteira. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
O depoimento embasa um pedido de investigação contra o ministro, feito pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Celso de Mello, relator do caso no Tribunal, irá analisar o pedido ainda nesta semana. Na Corte, os depoimentos de Pessoa permanecem ocultos. O juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava-Jato na Justiça do Paraná, no entanto, disponibilizou trechos do depoimento nesta segunda-feira.
O empreiteiro relatou que a reunião com a presença de Mercadante ocorreu em um apartamento no bairro de Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo. Estariam presentes, além de Pessoa e Mercadante, o então coordenador da campanha petista e hoje presidente do diretório estadual do PT Emídio Souza, e o presidente da Constran – que foi comprada pela UTC -, João Santana.
Segundo Pessoa, foi Emídio quem solicitou ao empreiteiro a doação de R$ 500 mil, metade em espécie e metade como doação oficial, sem especificar a razão para a divisão na entrega do dinheiro.
O repasse de R$ 250 mil oriundos do caixa 2 do Grupo UTC, segundo Pessoa, foi feito pelo escritório de advocacia de Roberto Trombeta. Na ocasião, Mercadante presenteou Pessoa com um livro e “não fez nenhum comentário”, sobre o pedido de pagamento de parte da doação em espécie, segundo o delator.
Em nota, o ministro Aloizio Mercadante disse desconhecer o teor da delação de Pessoa. Mercadante relata ainda que confirmou a existência de um único encontro, por solicitação do próprio empreiteiro, quando era pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo.
“A reunião, como já afirmei em mais de uma oportunidade, ocorreu em minha residência pelo fato de me encontrar convalescendo de uma intervenção cirúrgica. O senhor Ricardo Pessoa estava representando as empresas de seu grupo econômico, a UTC e a Constran, acompanhado de um dirigente dessa empresa, que possui participação em grandes obras no Estado de São Paulo, a exemplo de metrô, pontes, rodovias, grandes obras viárias, entre outras”, afirmou Mercadante.
Ele confirma que estava acompanhado por Emídio, mas diz que não houve “qualquer discussão de valores, tampouco solicitação de recursos de caixa dois por parte do coordenador de campanha”.
“A contribuição oficial para campanha foi tratada em momento bem posterior pela coordenação de campanha e sem a minha presença. Na ocasião foi informada a disposição do senhor Ricardo Pessoa em contribuir com o valor de R$ 500 mil, em duas parcelas iguais, respeitando a legislação eleitoral. Assim, a tese de caixa dois é absolutamente insustentável, uma vez que são exatamente R$ 500 mil os valores declarados, em 2010, e devidamente comprovados em prestação de contas à Justiça Eleitoral, inclusive já aprovada sem qualquer ressalva”, explica o ministro.
O pedido de investigação de Mercadante não está no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, pois foi apartada das apurações sobre o esquema de corrupção na Petrobras. A investigação a respeito do ministro recai sobre crimes eleitorais com suposto recebimento de dinheiro oriundo de caixa 2.

Pânico

Tem dedo de pessoas ligadas ao ParTidão, com certeza. Eles querem intimidar a população que tá cansada de ser explorada.

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Painel, Folha de S. Paulo
Ministros da área social passaram o fim de semana alertando para o risco de uma reação extremada dos movimentos sociais ao que promete ser o maior choque de austeridade já promovido, nas palavras de um deles.

Governo propõe nova CPMF, eleva IR sobre ganho de capital e adia o reajuste dos servidores

Será que o governo federal pensa que somos trouxas? Quase nada, dos gastos com cargos comissionados do governo federal foi atingido, isso sem falar das mordomias, dos gastos com publicidade e o número absurdo de ministérios e de pelegos mamando nas tetas federais.


De O Globo
O governo decidiu cortar R$ 26 bilhões em seus gastos. Por ordem da presidente Dilma Rousseff, o número está sendo anunciado em entrevista coletiva pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento). O governo quer o retorno da CPMF como forma de aumentar as receitas e tentar minimizar o aumento de impostos cobrados diretamente dos contribuintes. A alíquota proposta, de 0,2%, deve gerar R$ 32 bilhões para os cofres do governo, dinheiro que irá abastecer a Previdência Social. Segundo Levy, o objetivo é que “não dure mais do que quatro anos”.

Levy tentou minimizar o impacto que o novo imposto terá sobre o bolso dos contribuintes. Ele ressaltou que a maior parte das medidas depende do apoio do Congresso, que terá de aprová-las. No caso da CPMF, o governo terá de encaminhar uma Proposta de Emenda à Constituição. Posteriormente seria editado um decreto normalizando o tributo. O imposto, explicou, está sendo criado para ajudar nas contas da Previdência até que medidas estruturantes sejam implementadas.
— Foi considerado que diante de todas as alternativas de tributo, a CPMF traria menor distorção à economia, menor impacto inflacionário, seria o mais distribuído. Incide tanto às atividades de lazer quanto à atividade produtiva. Estamos pagando dois milésimos do valor que você vai comprar. Você vai comprar um ingresso para o cinema com o cartão e teria 2 milésimos entrando para ajudar a cobrir o rombo da Previdência. É uma contribuição provisória — justificou o ministro.
Dilma já tinha decidido recriar a CPMF no mês passado, mas desistiu da ideia diante da repercussão negativa no Congresso. O ministro da Fazenda disse que o próximo governo pode revogar o imposto.
— Nosso objetivo é que a CPMF não dure mais que quatro anos. A gente está projetando superávit de 0,7% e não pode continuar com 0,7% a vida toda, terá que ser gradual ao crescimento da economia. O próximo governo pode revogar a CPMF — afirmou Levy.
Na apresentação das medidas pelo governo, o ministro do Planejamento disse que o governo já vem, desde janeiro, fazendo cortes nos gastos do governo. Essa introdução foi uma forma de justificar os novos cortes e os novos impostos que estão por vir. Segundo Barbosa, o esforço fiscal já feito pelo governo foi de R$ 134 bilhões, dos quais 81% com cortes de gastos e 19% com aumento de receita.
SUSPENSÃO DE REAJUSTE DOS SERVIDORES
A primeira proposta do governo para reduzir ainda mais os gastos é o adiamento do reajuste dos servidores para começar a ser pago em agosto de 2016. Com isso, o governo economiza R$ 7 bilhões. Apenas para o funcionalismo do Poder Executivo, o gasto com aumentos chega a R$ 13,15 bilhões.
O governo também anunciou a suspensão dos concursos em 2016, gerando uma economia de R$ 1,5 bilhão.
Barbosa também informou que o governo vai renegociar contratos do governo de aluguéis, segurança, manutenção e outros serviços, gerando uma economia de R$ 1,6 bilhão no ano que vem.
Os Ministro da Fazenda Joaquim Levy e do Planejamento Nelson Barbosa durante entrevista sobre cortes nas contas públicas e aumento de impostos – Ailton de Freitas / Agência O Globo
Além disso, haverá um limite estipulado com o gasto com servidores com diárias, passagens aéreas, auxílio moradia e telefone, o que vai impactar em R$ 200 milhões por ano a menos para o governo. O teto salarial do servidor também será disciplinado, rendendo R$ 800 milhões de economia.
REDUÇÃO DE CARGOS DE CONFIANÇA
Já com a redução de ministérios e cargos de confiança o governo espera economizar R$ 200 milhões. Outra medida tomada é o fim do abano de permanência pago aos servidores que têm idade para se aposentar, mas permanecem no serviço público, uma economia de R$ 1,2 bilhão por ano.
— Não é uma economia elevada do ponto de vista econômico, mas é economia necessária para melhorar a eficiência do governo — afirmou o ministro Barbosa.
Os cortes e novas tributações são parte de um conjunto de propostas preparado pela equipe econômica nos últimos dias, gerando uma conta de cerca de R$ 65 bilhões. O pacote foi montado para cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões no Orçamento do ano que vem e garantir um superávit de 0,7% do PIB.
PROGRAMAS DO GOVERNO
O governo vai cortar R$ 4,8 bilhões do orçamento de R$ 15,6 bilhões previstos para o programa Minha Casa Minha em 2016. Mas, em contrapartida, passará a conta para o FGTS. Segundo Nelson Barbosa, será editada uma Medida Provisória que vai ampliar a participação do FGTS para todas as faixas de renda do programa. Atualmente, o Fundo concede subsídio (desconto a fundo perdido no valor do financiamento) somente para as famílias de mais baixa renda (chamada faixa 2). Na faixa 1, a moradia é praticamente financiada com recursos da União. Com a medida, o FGTS poderá financiar famílias com renda acima de R$ 6 mil.
— O governo quer o FGTS aumente a sua participação nos financiamentos habitacionais em todas as faixas de renda – destacou o ministro.
Ele também anunciou corte de R$ 3,8 bilhões no PAC e para evitar que os programas sejam comprometidos, o Executivo que direcionar aos projetos recursos de emendas de parlamentares. As obras que vão receber os recursos da emendas impositivas, disse o ministro, serão escolhidas pelos próprios políticos.
Barbosa informou ainda que os subsídios para manutenção de preços mínimos dos produtos agrícolas cairá de R$ 1,1 bilhão para R$ 600 milhões. As medidas fazem parte do pacote de 09 ações, que somam corte no orçamento de R$ 26 bilhões.
RECEITAS
Os brasileiros que vendem imóveis também serão tributados a mais. O aumento será escalonado. Quem vende um imóvel de até R$ 1 milhão continuará pagando uma alíquota de imposto de renda de 15%. Quem vende imóvel de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões pagará uma alíquota de 20%; para a venda de imóveis de R$ 5 a 20 milhões o imposto será de 25% e imóveis acima de R$ 20 milhões pagarão imposto de 30%. Com isso, o governo espera arrecadar R$ 1,8 bilhão.
— Todo imposto novo implica mudanças de hábitos. É difícil estimar exatamente a arrecadação, mas estimamos que possamos arrecadas R$ 1,8 bi. É uma contribuição modesta, mas guarnece o conjunto de medidas necessárias — afirmou Levy.
O pacote foi discutido esta manhã, no Palácio do Planalto, em reunião de coordenação política, da qual participou a presidente Dilma Rousseff, líderes da base governista no Congresso e uma vários de ministros.
Na semana passada, Dilma convocou seus principais ministros para ordenar que seja feito um pente-fino em todos os benefícios sociais concedidos pelo governo. A ideia é identificar e estancar fraudes e desperdícios. Um participante da reunião disse que possivelmente haverá um recadastramento dos beneficiários, para que seja verificado se todos os que recebem atualmente renda do governo cumprem todas as exigências.
A crise econômica, que já era grave, ficou pior na última quinta-feira, quando a agência de risco Standard& Poor’s rebaixou o Brasil, tirando-lhe o chamado grau de investimento. Reservadamente, a avaliação do Ministério da Fazenda é que a perda dessa espécie de atestado de país bom pagador acabou reforçando os argumentos de Levy de que é preciso que o governo corte na própria carne, para dar exemplo de austeridade fiscal.

Tudo errado. De novo


Mary Zaidan

“Em cada sanduíche, uma contribuição para tapar o buraco”.
Parece coisa da oposição. Mas a frase é do ministro da Fazenda Joaquim Levy, dita ao anunciar a decisão do governo de recriar a CPMF.
Como não poderia deixar de ser, Dilma fez tudo tudo errado. De novo. Por incompetência? Má-fé? Soberba? Tudo isso junto? A saber:
1. O corte mesmo é bem pequenininho. Quase coisa alguma perto do tanto que se quer cobrar a mais de impostos dos brasileiros.
2. PAC e Minha Casa são rubricas de investimento, promessas que não serão mais realizadas, assim como não estão sendo neste ano.
3. Reajuste de servidores é adiamento, não é corte.
4. Se redução de ministérios e DAS renderão míseros R$ 400 milhões, só serão cortadas aparas. O valor é fichinha perto da roubalheira confessa de um único operador do escândalo da Petrobras.
5. E ninguém disse quais pastas e quais cargos serão cortados.
6. Os cortes somariam R$ 26,1 bilhões, R$ 4,4 bilhões a menos do déficit de R$ 30,5 bilhões do Orçamento 2016 que Dilma enviou ao Congresso. Então, para quê mais R$ 30 bilhões de CPMF? Ou buraco é bem maior e a tal transparência era papo para boi dormir ou querem um novo cheque em branco.
7. Ou seja, se era possível apresentar um plano com déficit de apenas R$ 4,4 bilhões, algo que poderia ser compensado, por exemplo, com mais IR sobre ganhos de capital, porque enviar ao Congresso orçamento arrombado?
8. Por fim, por quais motivos Dilma adiou medidas que evitariam o rebaixamento do Brasil pela S & P?

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Comissão de Acessibilidade debate brinquedos adaptados


A Comissão de Acessibilidade da Câmara de Curitiba reúne-se, nesta segunda-feira (14), às 8h15, no subsolo, para debater dois projetos em tramitação. Um deles é o que obriga a instalação de brinquedos adaptados para crianças com deficiência (005.00065.2015). A regra deve valer para playgrounds em clubes, jardins, áreas de lazer e parques localizados em ambientes públicos ou privados.

A matéria é de autoria do vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB), que sugere a adaptação dentro dos padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “A Constituição Federal, em seu artigo 6º, garante o lazer como um Direito Social, de modo que compete à legislação infraconstitucional, em todas as esferas federativas, garantir a sua efetivação”, argumentou em sua justificativa.

O outro projeto tem a autoria de Chicarelli (PSDC) e é para que sejam instalados pontos de recarga elétrica gratuita para equipamentos portáteis, como celulares, máquinas fotográficas e tablets, em shoppings centers da cidade (005.00069.2015). Tais locais deverão ter o formato de totens, dotados de tomadas universais, a fim de satisfazer os diversos modelos de aparelhos, e estar adaptados para pessoas com deficiência, com informações em braile

Dilma corta metade das vagas prometidas para o Pronatec, principal programa do segundo mandato

Dilma corta metade das vagas prometidas para o Pronatec, principal programa do segundo mandato


Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” de sexta-feira (04) revela que o governo Dilma criará pouco mais da metade das vagas prometidas durante a campanha pela presidente para a segunda etapa do Pronatec, programa voltado para o ensino técnico e profissional. Em junho do ano passado, a presidente Dilma afirmou que, até 2018, iria abrir 12 milhões de novas vagas. Agora, num cenário de recessão econômica e de necessidade de cortes no Orçamento, os números oficiais mostram que essa promessa não será cumprida. A meta atual é ofertar 5 milhões de vagas entre 2016 e 2019, segundo dados do Ministério do Planejamento.
O programa já sofreu corte neste ano, com previsão de oferta 57% menor em comparação a 2014. Segundo o Ministério da Educação, neste ano 1,3 milhão de vagas estão garantidas. Esse número deve se repetir em 2016. Assim, segundo a “Folha de S.Paulo”, o volume final de vagas no Pronatec será de 6,3 milhões até 2019, cerca de metade do que a presidente Dilma prometeu e alardeou durante a campanha eleitoral do ano passado. O Pronatec foi uma das principais bandeiras de Dilma para o segundo mandato. No ano passado, a presidente participou de ao menos 11 formaturas dele