terça-feira, 29 de abril de 2014

Filha de Genoino contesta novo laudo médico do pai

Diário do Poder


Laudo médico aponta que Genoino está bem; já para filha, pai ainda precisa de cuidados especiais
mirunaEm texto publicado no blog ‘Eu sou da família Genoino’, Miruna Genoino, filha do ex-deputado José Genoino (PT-SP), contestou o último laudo médico que indica que estado do pai não é grave. O novo laudo foi elaborado pela junta médica da Universidade de Brasília (Unb), a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Constata-se mais uma vez, passados oito meses e 12 dias, em reforço à impressão emitida na avaliação anteriormente conduzida em 23/11/2013, a persistência de condições clínicas caracterizadas como não graves e o definido sucesso corretivo curativo da condição cirúrgica do paciente. Encontra-se em quadro clínico plenamente estabilizado, não se podendo julgar sobre risco mórbido futuro presuntivo, o qual depende de fatores os mais diversos, como próprios de muitas condições médicas”, escreveu a equipe médica.
Indignada com o laudo, Miruna pediu no blog ajuda para mostrar que a saúde do pai ainda inviabiliza a volta do ex-deputado para seu lugar na Papuda. “E que todos saibam algo, não me importada nada, nem ano de eleição, nem partido, nem moderação, se mandarem meu pai para a Papuda eu juro que vou lutar até o fim para responsabilizar quem quer se que seja pela vida de José Genoino”, escreveu.
Com base no último lado, o ministro Joaquim Barbosa decidirá se o ex-deputado continuará em prisão domiciliar ou se cumprirá a pena no presídio da Papuda.

Ao renegar amigos, Lula causou mal-estar no PT

Claudio Humberto


  • O ex-presidente Lula provocou grande mal-estar no governo e no PT ao declarar, em entrevista à TV portuguesa RTP que os mensaleiros cumprindo pena no presídio da Papuda não são da sua “confiança”. Até porque não é verdade: um dos presos, José Dirceu, por exemplo, exerceu em seu governo o cargo de maior confiança de presidente da República: ministro-chefe da Casa Civil, espécie de “primeiro-ministro”.
  • Um dos mais afetados pela declaração de Lula, segundo fontes do PT, foi o ex-deputado José Genoino, velho amigo do ex-presidente.
  • Outros velhos amigos, que estão presos e não entregaram o líder, como Delúbio Soares, sentiram-se ofendidos com a afirmação de Lula.
  • Ao renegar os amigos mensaleiros, Lula dá razão aos que o comparam a Macunaíma, o “herói sem caráter” da obra de Mário de Andrade.
  • Após negar três vezes amizade a “cumpanhêros” do mensalão, Lula vai dizer que sua íntima amiga Rose também “não era de sua confiança”?

Os sentimentos de revolta ou repulsa que crescem no país

Diário do Poder

Acílio Lara Resende

Procuro transmitir, nestas linhas, o que de fato penso. Submeto-me, na escrita, a uma forma que respeite os princípios básicos da civilidade e, dentro das minhas limitações, os da língua pátria. Mas o respeito ao leitor, a quem devo atenção, é a minha maior preocupação.
Júlio César Cardoso não é apenas um leitor, pois ele também escreve textos e os envia a mim com frequência. Num deles (um dos mais recentes), fez menção ao justo sentimento da filósofa e poeta Adélia Prado (“Estamos vivendo um tempo muito cinzento, uma ditadura disfarçada”), mas, ao se referir, especificamente, a um dos meus artigos, afirmou o seguinte: “Para mim, a política é a arte de tirar proveito da coisa pública. Para Lênin, onde termina a política, começa a trapaça”.
Júlio extravasa um sentimento de revolta, de repulsa, hoje dominante no país, conforme têm mostrado as últimas pesquisas de opinião: “Aliás, hoje em dia” – continua ele em sua amargurada crítica –, “ninguém sabe onde começa a política, pois, nem bem acabam de ser eleitos, os nossos políticos já maquinam as suas reeleições. Conclusão: com raríssimas exceções, só há trapaceiro exercendo a política”. E arremata: “Ninguém (na política) está preocupado com a população e com o meio em que vive. Ninguém está preocupado com uma educação pública de alta qualidade, nos moldes da Nova Zelândia, Noruega, Suécia etc. Ninguém está preocupado com a qualidade do serviço de saúde pública. Ninguém está preocupado com a falta de segurança pública. Mas os nossos políticos e o governo estão preocupados com magnos eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, com políticas eleitoreiras de cotas raciais nas universidades e serviços públicos, com abafamento de irregularidades envolvendo políticos e governos etc.”. E Júlio encerra, finalmente, seu compreensível desabafo: “Enfim, os nossos políticos só dão despesas inúteis ao país”.
Depois do desabafo de Júlio César Cardoso, vieram-me à mente, em primeiro lugar, a presidente Dilma Rousseff e o que disse ela sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que provocou um prejuízo à Petrobras de US$ 1,2 bilhão. Dilma era presidente do Conselho de Administração da empresa, cargo que acumulava com o de ministra-chefe da Casa Civil, e, segundo afirmou, a aquisição da refinaria foi um péssimo negócio, mas, ao autorizá-lo, se baseou em “relatório técnico e juridicamente falho”. Pretendeu escapar de uma responsabilidade que é inegavelmente sua. Diante disso, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou, em entrevista a “O Estado de S. Paulo”, que ela não poderá “fugir da sua responsabilidade”.
Já o deputado petista André Vargas, que até outro dia exerceu o cargo de primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, tentou usar a mentira várias vezes para se safar das relações que mantinha com o doleiro Alberto Youssef. “Não dá para dizer que ele é meu amigo”, disse Vargas em dado instante. “É, no máximo, um conhecido que me procurava para trocar ideias”, afirmou depois. Foi desse “conhecido” que o deputado recebeu de presente uma viagem, com a família, num Learjet 45, alugado pela bagatela de R$ 100 mil.
O deputado André Vargas, pressionado pelo partido, deverá renunciar ao mandato. Mas, e a presidente Dilma? Será que lhe assiste o benefício, concedido ao imperador do Brasil pela Constituição de 1824, de não ser responsável por nenhum dos seus atos?
Citei dois exemplos, mas há muitos outros por aí.



Assessor de Padilha era a ‘ponte’ de quadrilha com ministério da Saúde

Diário do Poder


Assessor de Padilha era ponte de quadrilha com o ministério


Alexandre Padilha André Vargas
O então ministro da Saúde com André Vargas, que fazia lobby para o laboratório

Sócio do Labogen, Leonardo Meirelles afirmou que o ex-assessor do Ministério da Saúde Marcus César Ferreira de Moura foi contratado pelo laboratório justamente para atuar como lobista em órgãos do governo federal, em especial na pasta em que trabalhou. “O Marcus Moura mantinha os contatos institucionais com o Ministério da Saúde”, disse Meirelles, segundo informa reportagem de Fausto Macedo para o jornal O Estado de S. Paulo.
O Labogen é apontado pela Polícia Federal como o carro-chefe do esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef.
O laboratório, controlado pelo doleiro, tentou fechar contrato com o Ministério da Saúde durante a gestão do ex-ministro Alexandre Padilha para o fornecimento de remédios de hipertensão pulmonar no valor de R$ 6,2 milhões por ano – pelo prazo de cinco anos.
A parceria foi desfeita após a Polícia Federal deflagrar a Operação Lava Jato, que desmontou em 17 de março deste ano o esquema de Youssef e apontou suspeitas sobre os negócios do Labogen, entre outras transações do doleiro.
Escutas da Polícia Federal flagraram o deputado licenciado André Vargas, que se desligou do PT, em meio ao escândalo da Lava Jato, dizendo a Youssef, por meio de mensagem de texto, que Padilha havia indicado o nome de Moura para um cargo de comando no laboratório. A mensagem interceptada foi enviada ao doleiro em novembro de 2013.
Moura havia trabalhado com Padilha no Ministério da Saúde entre maio e agosto de 2011, como assessor de eventos da pasta do governo federal. Também trabalhou na campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. Padilha, que é pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, nega que tenha feito a indicação. O Ministério da Saúde afirma que nenhum pagamento foi liberado para o Labogen.
Atuação. Moura passou a atuar no Labogen em dezembro de 2013, segundo Meirelles. Ele ficava sediado em Brasília, mas com poderes para deslocamentos pelo País, em nome do laboratório. O sócio do negócio controlado por Youssef diz que o ex-assessor de Padilha não chegou por indicação do ex-ministro, mas sim de outro personagem do escândalo da Lava Jato.
Segundo o sócio do Labogen, a indicação de Moura foi feita pelo fundo GPI Participações e Investimentos, controlado por Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Fernando Collor (1990-1992). Pedro Paulo, conhecido como PP, é suspeito de integrar o esquema de Youssef.
“Ele (Moura) veio através desse fundo de investimentos. Não tive nenhuma influência (na contratação) e nenhum contato com o ex-ministro (Padilha). Tive reuniões com o Marcus Moura, ele esteve algumas vezes na empresa tomando conhecimento e ciência das nossas atividades. Eu não o conhecia, nunca o tinha visto”, afirmou Meirelles.
O registro em carteira indica que Moura recebia R$ 4,2 mil ao mês. “Ele ganhava também uma verba para custear viagens e hospedagens. Após o episódio (deflagração da Lava Jato, em 17 de março), não tive mais contato com o Marcus, outro motivo para que o desligue”, disse Meirelles. Segundo informou o jornal Folha de S.Paulo no domingo, o vencimento real de Moura chegava a R$ 25 mil ao mês.
O advogado do sócio do Labogen afirma que o trabalho de atuação do laboratório com o governo realizado pelo ex-assessor de Padilha era legítimo. “Todas as empresas têm alguém responsável pelas relações com o poder público”, disse Haroldo César Nater, defensor de Meirelles – o sócio do Labogen também é acusado de integrar o esquema de lavagem do doleiro.
“Não há nada de irregular nesse trabalho. Um grupo de investidores que tem interesse no Labogen disse que ele (Meirelles) precisava contratar uma pessoa que pudesse fazer o papel de relações institucionais”, disse o advogado.
Diante do escândalo e da ligação de seu nome ao do ex-ministro Padilha, Moura deve perder o emprego no laboratório. “Estou providenciando o desligamento dele, vou comunicá-lo formalmente até porque não temos mais condições de bancar essa despesa”, disse Meirelles.
Remessas. O Estado revelou no domingo que o Labogen enviou pelo menos US$ 113 milhões para o exterior, segundo a Polícia Federal, por meio de operações de fachada. Na prática, o laboratório dizia que estava importando insumos para medicamentos, mas na verdade a intenção era apenas retirar o dinheiro do País, segundo os investigadores.
O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que assim como Youssef está preso desde março, também é apontado como integrante do esquema que, ao todo, teria lavado R$ 10 bilhões. (AE)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O que o PT teme

Do Ricardo Noblat:

Um doleiro é um doleiro, um doleiro, um doleiro. Pode até se apresentar como se fosse também outra coisa – um “homem de negócios”, talvez. Ou um empresário de qualquer ramo – quem sabe? Mas não deixará de ser um doleiro.
Sua fama o precede. Sua movimentação o expõe. Seus hábitos o denunciam. É impossível, por isso mesmo, conviver com ele e ignorar que se trata de um doleiro. Certo? Depende.
Submeta ao deputado federal Luiz Argôlo (SSD-BA) as mensagens eletrônicas que ele trocou no último dia 28 de fevereiro com Alberto Youssef, preso há pouco mais de um mês pela Polícia Federal sob a suspeita de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 bilhões.
E pergunte se na ocasião ele sabia que Youssef era doleiro. Com toda certeza dirá que não.
“Bom dia!”, saudou Argôlo. “Bom dia!”, respondeu Youssef. “Você sabe que tenho um carinho por você e é muito especial”, continuou Argôlo. “Eu idem”, retrucou Youssef. “Queria ter falado isso ontem. Acabei não falando. Te amo”, derramou-se o deputado. “Eu amo você também. Muitooooooooooo”, retribuiu o doleiro. “Sinto isso. E aí? Já melhorou? Melhorou?”, insistiu Argôlo. “Por favor, me diga alguma coisa”.
Não se sabe se Youssef atendeu ao apelo de Argôlo e disse mais alguma coisa. Acabou por ali a transcrição da conversa que consta de um relatório da Polícia Federal. Foi Felipe Patury, colunista da revista ÉPOCA, quem a publicou primeiro.
Procura-se quem tenha conhecido Youssef como doleiro antes de ele ser preso. A autoridade policial (61 3223-2302/2024-8450/8452) agradece desde já por qualquer informação.
Forçado pelo PT a renunciar à vice-presidência da Câmara e a se desfiliar do partido, o deputado André Vargas admitiu que é amigo de Youssef há mais de 20 anos.
Pediu a Yousseff que providenciasse um jatinho para que ele e a família voassem do Paraná à Paraíba? Pediu, sim.
Uma vez pediu que lhe reservasse a mais luxuosa suíte de um hotel em Londrina de propriedade de Youssef? Pediu.
Vargas cobrou de Youssef pagamento supostamente devido a um dos seus irmãos? Cobrou. E falou sobre negócios com Youssef? Bem, em termos.
Agiu para favorecer um laboratório de Youssef em suas relações com o Ministério da Saúde, conforme indicam diálogos interceptados pela Polícia Federal com autorização da Justiça? Ah, nunquinha. Apenas “orientou” Youssef a como proceder quanto a isso.
Vargas sabia que Youssef era doleiro? Imagina! Vargas já disse e repetiu que jamais soube que Yousseff fosse doleiro.
Tampouco sabia Carlos Borges, diretor do fundo de pensão dos economiários Federais, o terceiro maior fundo do país, com um orçamento de R$ 52 bilhões. Borges confirma que se reuniu com Youssef no ano passado a pedido de Vargas. Mas daí a saber que ele fosse doleiro vai uma longa distância, argumenta.
O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) se recusa a “negar peremptoriamente” que tenha recebido Yousseff em seu apartamento de Brasília. Se isso ocorreu, porém, foi porque Youssef “estava na companhia de Vargas”.
Yousseff doleiro? Não. Youssef empresário – o mesmo que fez parte de uma comitiva oficial do governo brasileiro que visitou Cuba em 2008 ou 2009. O deputado Vicente Cândido (PT-SP) o viu por lá. E depois voltou a vê-lo em São Paulo.
Na época, Yousseff não era um desconhecido. Seu nome fora citado no escândalo que sacudira o Banestado. E depois no escândalo do mensalão.
A CPI do Correio começou investigando o pagamento de uma reles propina e acabou por descobrir o mensalão. O PT teme que a história se repita com a CPI destinada a investigar malfeitos na Petrobras

Prefeito apaga legado de Richa e Ducci

Ruy Barroso


Na surdina – a Prefeitura de Curitiba está apagando o legado deixado pelo governador Beto Richa e pelo ex-prefeito Luciano Ducci. A turma de Gustavo Fruet está retirando as placas de obras, cujos investimentos são do Governo do Paraná. No lugar estão colocando outras com a logomarca do governo federal, que não deu nenhum centavo para a construção dos equipamentos. Certamente são os sintomas de quem não tem o que mostrar. 10264866_10152787679164535_727160015_n
Fruet agora quer jogar inoperância no colo dos secretários

Em uma reunião com todos os secretários na última semana, o prefeito Gustavo Fruet, deixou claro que não quer ser incomodado com os problemas da cidade e sugeriu que os secretários “se virem nos trinta” e quer resultados.
“Quem não se enquadrar e mostrar resultados até julho está fora”, ameaçou.
O problema, segundo os gestores, é que Fruet joga toda responsabilidade de setores vitais da administração para pastas que trabalham isoladas e que precisam de uma participação efetiva do prefeito.
“Seu envolvimento é essencial para o sucesso de políticas públicas fundamentais, como urbanismo, educação e saúde. Todas mantidas a aparente distância, essa liberdade se traduz em muita confusão e poucos resultados, uma administração pouco centralizadora, mas que não tem controle”; aponta um dos descontentes.
Fruet exige que o trabalho seja feito justamente pelas pastas que mais necessitam de sua atenção, o IPPUC, o Meio Ambiente, Educação, Defesa Social e URBS.
Os secretários dizem que Fruet foi muito enfático ao avisar que se os números não aparecerem “cabeças vão rolar”.

Principal acesso a PE, BR-101 tem crateras e 'reforma' feita por crianças


Carlos Madeiro
Do UOL, em Xexéu (PE) 

Principal acesso a PE, trecho da rodovia BR-101 tem crateras e reforma com trabalho infantil8 fotos
Um trecho de 28 km entre a divisa de Alagoas e Pernambuco no município de Palmares (a 100 km do Recife) é uma parte abandonada da BR-101, a mais importante rodovia do país, que corta o Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. A rodovia é o principal acesso de Pernambuco de quem chega pelos Estados ao sul e tem movimento intenso diário. É por ela, por exemplo, que chegam as cargas enviadas da indústria da região Sudeste Carlos Madeiro/UOL
Um trecho de 28 km entre a divisa de Alagoas e Pernambuco o município de Palmares (100 km do Recife) é uma parte abandonada de uma das mais importantes estradas do país, que corta o Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte: a BR-101.
A rodovia é o principal acesso de Pernambuco de quem chega pelos Estados ao sul e tem movimento intenso diário. É por ela, por exemplo, que chegam as cargas enviadas da indústria da região Sudeste.
O UOL trafegou pelo local na semana passada e constatou a existência de crateras. Para piorar, o serviço de "manutenção" das rodovias é feito por crianças, que tentam cobrir os buracos e ganhar dinheiro.
No Estado, todo o restante da BR-101 é duplicado e em boas condições de tráfego. Já nesse trecho, não há nenhuma máquina trabalhando e há diverso imóveis às margens da rodovia, que ainda precisarão ser desapropriadas. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) informou que há problemas burocráticos que atrasaram a duplicação.

Estrutura precária e crianças

Em várias partes, não é possível sequer ver o asfalto, que é coberto por areia –o que leva os motoristas a reduzirem a velocidade.
Também no local, crianças foram flagradas trabalhando. Eles usam pás com terra para tentar tapar parte dos buracos e tentar arrecadar algum dinheiro dos motoristas que passam pelo local.
Durante o percurso percorrido na segunda-feira (14), duas crianças foram flagradas pela reportagem. Elas disseram ter idades de 11 e 12 anos.
"A gente fica aqui às vezes. Alguns motoristas param, dão uma pratinha ou um biscoito, mas a maioria passa e não dá nada", disse um deles.  Além de crianças, adultos também tentam lucrar com a omissão estatal e "tapam" buracos.
Por conta das más condições, moradores do local já realizaram pelo menos três protestos fechando a rodovia.