quarta-feira, 2 de março de 2016

Mães protestam contra fechamento de berçários em CMEis em Curitiba


Mães e pais nas galerias da Câmara (foto: Twitter/CMC)
Mães e pais curitibanos realizaram na manhã desta quarta-feira (2) uma manifestação na  Câmara Municipal de Curitiba contra o fechamento de 47 turmas de berçário em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS). A sessão da chegou a ser interrompida por causa da de um tumulto no local, mas depois as mães tiveram o direito de se manifestar no plenário. 
A manifestação contou com o apoio do Sismuc (Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba). Segundo o sindicato, a manifestação acontece frente à ameaça de privar as crianças de educação infantil e dos pais perderem o emprego.
O presidente da Comissão de Educação, Jonny Stica, ddisse que a situação dos CMEIs precisa ser debatida. "Há falhas que devem ser corrigidas."
Em resposta, a  Prefeitura de Curitiba informa que está fazendo o maior investimento das últimas décadas na educação infantil para a expansão do atendimento das crianças de 0 a 5 anos e a manutenção da qualidade do atendimento que faz da cidade referencia nacional no cuidado da criança pequena. Atualmente são 47.135 mil crianças nesta faixa etária em atendimento, sendo aproximadamente 90% delas em período integral, com 10 a 11 horas de atendimento por dia.
O número de crianças atendidas será ainda maior com a entrega de 25 novos Centros Municipais de Educação infantil. Três deles (CMEIs Futurama, Fazenda Boqueirão, Serra do Mar) serão inaugurados em março e três em abril (CMEIs Vila Torres, Campo de Santana Rio Bonito, Moradias da Ordem II). Outros dez CMEIs serão finalizados neste primeiro semestre e outros nove seguem em construção.

Sou candidato a prefeito’, diz Ducci


terça-feira, 1 de março de 2016

O que Mirian pretendia? Acusar FHC de ser um bom pai do filho que não gerou?

Valentina de Botas: 

O texto de Augusto Nunes ajuda a entender por que um homem de caráter e alma sãos é diferente de um sem caráter até mesmo quando ambos cometem erros na vida pessoal que podem ou não se refletir no exercício da vida pública e erros desta que servem àquela.
Duas são as questões mais importantes para os contribuintes brasileiros: 1- não sustentamos a ex-amante de FHC; que, diferentemente do jeca, FHC não se portou como um PR que liberou a amante jeca a traficâncias e achaques; nem lhe franqueou um cartão corporativo; e 2 – contrastar mais uma vez o caráter das duas figuras que polarizam a política brasileira desde a redemocratização.
Jeca entre jecas num tempo que lhes sacia os apetites e premia a mediocridade, Rosemary é simplória sem ser simples. O mau gosto dela não é crime, é somente muito desagradável e um direito que lhe assiste. O problema da nação é a moral que o acompanha. Pois, ainda que Rosemary fosse cheia de finesse e doutorada em Rilke, usasse talher de peixe e frequentasse vernissages (que sempre achei meio jecas), nosso drama seria o mesmo: a nação, exaurida por mediocridades que custam de uma lipoescultura a um petrolão inteiro e respectivos afluentes, pagou e paga todos os gozos. Uma cornucópia aberrante de pilantras que degradam nosso presente, roubam nosso futuro e aprimoram a degenerescência da linhagem de homens e mulheres públicos.
Semelhante a Mônica Veloso que desaparecia como “a gestante” nas falas vigaristas de Renan Calheiros que não pronunciava o nome da amante sustentada pela Mendes Júnior numa troca de favores, Rosemary Noronha esconde-se, com as bandalheiras de fora, no “ela” do cúmplice PR nas poucas vezes em que se referiu, e vagamente, ao assunto.
E Mirian Dutra, açulada pela súcia, pretendia exatamente o quê? Acusar FHC de ser um bom pai do filho que não gerou? Bem, ele confirmou o bom pai que é do filho que não gerou. Vingar-se do fim do namoro? Ora, Mirian deveria ter sido avisada que essa exposição vexaminosa – para ela – não é a pior coisa que enfrenta alguém que, com décadas de vida pública, é contemporâneo de uma aberração chamada PT e a caça preferida dela – FHC, no máximo, deve estar compadecido da ex-amante. Ter alguma fama ainda que infamante? Pois, saiba Mirian, que o assunto não será ela, mas FHC, é dele que a súcia falará.
Mirian, que Mirian? A essa altura, a pobre mulher já deve estar de volta à vasta solidão habitada pelos fantasmas que o ressentimento nutre. Felizmente, resta a Tomás um pai de caráter e alma sãs. E tomara que o filho queira e possa cuidar da mãe; ela talvez não saiba, mas precisa muito.

1 Minuto com Augusto Nunes: Comandante do naufrágio diz que a culpa é dos afogados


Na missa negra disfarçada de comercial do PT, Lula explicou que o naufrágio econômico que comandou, em parceria com Dilma Rousseff, é coisa de afogados que insistem em lamentar o que aconteceu. Os culpados pelo desastre, recitou o Exterminador do Plural, são “as pessoas que falam em crise, crise, crise, repete (sic) isso todo santo dia e fica (sic) minando a confiança no Brasil”.
A conversa de 171, abafada pelo desmoralizante panelaço que acelerou o aquecimento para um histórico 13 de março, reiterou que, na cabeça baldia do ex-presidente, qualquer problema desaparece se a palavra que o identifica deixar de ser pronunciada. Como disse o mestre aos discípulos que resistem à tentação da debandada, basta ignorar uma encrenca para que tudo se resolva.
Foi por isso que o restante do sermão não reservou uma única e escassa vírgula ao triplex do Guarujá, nem ao sítio em Atibaia, muito menos à segunda-dama Rosemary Noronha. Lula e o que sobrou da seita ainda não entenderam que as coisas mudaram depois da Lava Jato. Se espera que as delinquências que protagonizou sejam esquecidas, é bom esperar sentado.
Bem mais sensato seria providenciar algum esconderijo reformado por empreiteiros amigos ─ antes que chegue o Japonês da Federal.

‘Você não vê que o Lula pode ser preso?’, indagou deputado do PT a Cardozo


cardozo ministro
Foram pelo menos três os pedidos de demissão apresentados pelo ministroJosé Eduardo Cardozo à presidente Dilma Rousseff, desde o ano passado. Dilma sempre o segurou, mas em 22 de fevereiro – dia em que o juiz Sérgio Moro decretou a prisão do marqueteiro João Santana – percebeu que a pressão do PT ficara insustentável. As informações são de Vera Rosa no Estadão.
Na tarde daquele dia, Cardozo recebeu no Ministério da Justiça, por uma hora e meia, dez deputados do PT que, em tom duro, cobraram dele providências sobre a ofensiva da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula e pediram abertura de inquérito para apurar denúncias envolvendo o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Você não vê que o Lula pode ser preso?”, perguntou um dos deputados ao ministro do PT. “É um abuso atrás do outro da Polícia Federal e você não faz nada.” Eram por volta de 17 horas quando os petistas saíram do gabinete. Abatido, Cardozo desabafou com um amigo: “Eu não entendo o que eles querem que eu faça”.
No dia seguinte, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, desembarcou em São Paulo para conversar com Lula, a pedido de Dilma. O ex-presidente desfiou um rosário de queixas contra Cardozo. No ano passado, Lula chegou a convidar o vice Michel Temer (PMDB) para assumir a Justiça.
Wagner sugeriu a Lula o nome de Wellington César Lima e Silva, que foi procurador-geral de Justiça da Bahia. Dilma conheceu Lima e Silva ainda na semana passada, com aval de Cardozo.
Apesar disso, ela ainda não tinha batido o martelo sobre a indicação. Pretendia convencer Cardozo a ficar mais um pouco, mas petistas trataram de vazar a notícia sobre a saída para criar um fato consumado. Dilma ficou irritada. Cardozo pediu demissão, mas não queria ser transferido para a Advocacia-Geral da União. Pretendia voltar para São Paulo. A presidente, porém, fez um apelo. “Eu preciso de você aqui”, disse ela.

Reposição de aulas causa enxurrada de pedidos de licença dos professores

O sindicato dos professores da rede estadual de ensino (APP Sindicato) poderia explicar aos alunos e pais porque no período de reposição das aulas, referentes às greves do ano passado, 1.082 mestres pediram licença alegando motivos de saúde. Só no primeiro dia, 1 de fevereiro passado, foram 217.

Vitória da frigideira


por Bernardo Mello Franco
A fritura do PT torrou o ministro José Eduardo Cardozo. Ele escapou do óleo quente enquanto contou com a proteção de Dilma Rousseff. Sua queda mostra que a presidente não tem mais força para contrariar o próprio partido.
O petismo tentava derrubar o ministro da Justiça há mais de um ano. Ele era acusado por colegas de sigla de não “controlar” a Polícia Federal. O tom das críticas subia a cada vez que um petista influente entrava na mira da Lava Jato.
Enquanto a operação atingia líderes caídos, como José Dirceu e João Vaccari, Dilma conseguiu segurar o ministro na cadeira. O jogo virou quando a investigação bateu às portas do ex-presidente Lula.
A fritura atingiu a temperatura máxima na semana passada, quando um grupo de deputados do PT foi ao ministério pressionar Cardozo. Os parlamentares reclamaram da ação da polícia e cobraram uma intervenção do titular da Justiça.
O ministro respondeu que não pretendia se meter nas investigações. Ele repetia uma orientação da chefe. Em vários discursos no ano passado, Dilma prometeu zelar pela “absoluta autonomia” da PF.
No sábado, Lula anunciou em discurso que acabou o “Lulinha paz e amor”. O governo entendeu o recado. No dia seguinte, Cardozo foi ao Alvorada e avisou que sua permanência era insustentável. Será realocado na Advocacia-Geral da União.
O novo ministro da Justiça foi indicado pelo lulista Jaques Wagner, chefe da Casa Civil. Pouco conhecido fora da Bahia, o procurador Wellington César assumirá o cargo sob clima de desconfiança. Terá que provar a cada dia que não foi escolhido para frear a Lava Jato.
“Será que o ministro assumiu para controlar a Polícia Federal?”, perguntou o presidente da associação de delegados. A resposta será conhecida nas próximas semanas. Por enquanto, a queda de Cardozo só deixa uma certeza: na disputa com Dilma, a frigideira petista venceu.