A passagem de ônibus em Curitiba agora custa R$ 3,70. Até a
meia-noite de ontem o preço era de R$ 3,30. Com isso, ao que parece, os
donos das empresas vão sair da penúria (não deu dó ouvir o chororô?) que
os fizeram deixar de pagar salários aos motoristas e cobradores – e
estes deflagraram greves. Em relação à ninguenzada que penou e agora é
esfolada com o bolso vazio… ah, isso é um mero detalhe na história que
se repete todo ano como filme de terror.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Na pátria educadora de Dilma, Pronatec terá orçamento reduzido em 65% para 2016
Reportagem da “Folha de S.Paulo” desta quinta-feira (28) mostra que a principal vitrine da presidente Dilma Rousseff na área da educação, o Pronatec (programa de ensino técnico e qualificação profissional), terá orçamento 65% menor neste ano de 2016. Segundo o jornal, este será o segundo ano consecutivo, desde que o governo adotou o lema “Pátria Educadora” para o segundo mandato da presidente, que o programa terá o orçamento reduzido.
Dados do orçamento de 2016 apontam que o governo federal pretende gastar somente R$ 1,6 bilhão no Pronatec. No ano passado a cifra foi de R$ 4,7 bilhões, ante R$ 5,3 bilhões em 2014. Ao todo, foram abertas 1,1 milhão de vagas no programa no ano passado, quase três vezes menos que em 2014, quando Dilma participou de dezenas de formaturas de alunos em plena campanha para reeleição. Nas entidades do Sistema S, as vagas foram praticamente cortadas à metade. O Senai, por exemplo, ofertou 512 mil vagas, ante mais de um milhão no ano anterior.
O senador Alvaro Dias, em diversos pronunciamentos no Plenário no ano passado, criticou os cortes do governo Dilma no setor de educação, e cobrou do governo federal o cumprimento das promessas feitas na campanha eleitoral de 2014, de que o Pronatec ofereceria o dobro de vagas para estudantes do que o que já tinha sido oferecido desde 2011. O senador também lembrou que em 2014 relatou o projeto do Plano Nacional de Educação (PNE), com metas para os próximos 10 anos, mas que foram solenemente ignoradas pelo governo Dilma ao impor o ajuste fiscal com diminuição radical de investimentos e repasses à área da educação no país.
“Tive a primazia de ser o relator da proposta do PNE, e realizamos, na Comissão de Educação, um trabalho intenso, com audiências públicas em que ouvimos a opinião de diversos especialistas. A partir daí propomos mais de 100 alterações fundamentais no texto, com aprovação de cerca de 50 delas. Mas quando da aprovação, afirmamos que o PNE acabaria se constituindo mais em um plano de intenções do que em uma proposta capaz de ser efetivamente cumprida, respeitada. E agora nós estamos verificando que o PNE realmente é um estatuto de intenções que o Congresso Nacional aprovou, pois este governo está ignorando o plano aprovado. O governo Dilma, ao contrário do que propõe o PNE, ao invés de definir o percentual destinado à educação correspondente ao que se pretendeu, de até 10% do PIB, faz cortes profundos nos recursos da área educacional, tornando-os ainda mais escassos. A palavra da presidente, tanto na campanha eleitoral de 2014 quanto no discurso de posse em 2015, deve ser cobrada. O que o seu governo faz é um grave desrespeito com um setor fundamental para o país. Onde está a pátria educadora?”, criticou o senador Alvaro Dias.
Conab gasta R$ 11,4 milhões só com diárias
A Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério da
Agricultura, gastou no ano passado R$ 11,4 milhões em auxílio transporte
de servidores, quanto tanto os R$ 12,4 milhões aplicados na “Aquisição
de Produtos para Revenda”. Os investimentos em aquisições prevê retorno
financeiro à Conab, bem ao contrário das diárias, que só engordam o
bolso do beneficiado.
A Conab não tem lá
muita utilidade e sua extinção foi avaliada várias vezes, mas seu
orçamento de R$1,9 bilhão atiça o apetite dos políticos.
Diário do Poder
Só Lula acredita em suas próprias explicações
O
problema da mentira, como ensinavam nossos avós, é que ela tem as
pernas curtas. Quando o mentiroso é flagrado, pode reagir de maneiras
diferentes: envergonhando-se (se tiver vergonha na cara),
penitenciando-se (quando além da admissão do erro, admite que deve pagar
por ele) ou, nos casos de pessoas de caráter flexível ou ausente, fazer
de tudo para desmoralizar quem apontou a mentira e o mentiroso. E como
numa sociedade democrática cabe à imprensa o papel de desvendar fatos,
de mostrar a sujeira debaixo dos tapetes, apontando mentiras e
mentirosos, torna-se ela alvo preferido dos que têm atos de impossível
explicação revelados à opinião pública.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está numa dessas complicadas situações. Tendo sido revelada e existência da operação de um tríplex no Guarujá (SP) por canais pouco ortodoxos, de início desmentiu o fato. Seu advogado veio a público dando explicações que só fizeram aumentar as suspeitas de mal feito. Todos, de sua família, do PT, dos aliados no governo, refutaram que Lula tivesse qualquer coisa a ver com o imóvel. Mas diante dos indícios colhidos em depoimentos - e da convocação para depor feita pela Polícia Federal -, o mais santo de todos os brasileiros decidiu que seria melhor começar a mudar a história.
Assim, nesse fim de semana, Lula, começou a admitir que o luxuoso apartamento construído pela OAS não lhe era tão desconhecido. Admitiu que, de fato, acompanhado de familiares, visitou o tríplex em questão. Mas fez questão de manifestar sua inconformidade com a acusação de que estaria praticando ocultação de patrimônio. O noticiário virou, evidentemente, uma “armação”, e o conteúdo das denúncias, “invencionices”.
Aliás, foi dessa mesma maneira que o governo, o partido e aliados se referiram às primeiras denúncias da existência do mensalão e do gigantesco esquema de corrupção na Petrobras.
A diferença é que antes os brasileiros, em sua tão cantada boa fé, acreditava em tudo, se embasbacava com o palavrório populista do grande líder. Agora, já acabou. E as urnas, em outubro, vão reduzir a expressão do PT nos municípios brasileiros.
Diário do Poder
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está numa dessas complicadas situações. Tendo sido revelada e existência da operação de um tríplex no Guarujá (SP) por canais pouco ortodoxos, de início desmentiu o fato. Seu advogado veio a público dando explicações que só fizeram aumentar as suspeitas de mal feito. Todos, de sua família, do PT, dos aliados no governo, refutaram que Lula tivesse qualquer coisa a ver com o imóvel. Mas diante dos indícios colhidos em depoimentos - e da convocação para depor feita pela Polícia Federal -, o mais santo de todos os brasileiros decidiu que seria melhor começar a mudar a história.
Assim, nesse fim de semana, Lula, começou a admitir que o luxuoso apartamento construído pela OAS não lhe era tão desconhecido. Admitiu que, de fato, acompanhado de familiares, visitou o tríplex em questão. Mas fez questão de manifestar sua inconformidade com a acusação de que estaria praticando ocultação de patrimônio. O noticiário virou, evidentemente, uma “armação”, e o conteúdo das denúncias, “invencionices”.
Aliás, foi dessa mesma maneira que o governo, o partido e aliados se referiram às primeiras denúncias da existência do mensalão e do gigantesco esquema de corrupção na Petrobras.
A diferença é que antes os brasileiros, em sua tão cantada boa fé, acreditava em tudo, se embasbacava com o palavrório populista do grande líder. Agora, já acabou. E as urnas, em outubro, vão reduzir a expressão do PT nos municípios brasileiros.
Diário do Poder
Chefão da CUT que ameaçou 'pegar em armas' por Dilma, tem imóvel em nome da OAS
Força-tarefa investiga apartamento do presidente da CUT enroscado com OAS
Dilma com o sindicalista Vagner Freitas: como Lula, apartamento em nome da OAS. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR)
Além do condomínio Solaris, no Guarujá, onde o ex-presidente Lula
já teve um apartamento, a força-tarefa da Lava-Jato investiga outros
empreendimentos que eram da Cooperativa Habitacional dos Bancários de
São Paulo (Bancoop) e foram assumidos pela OAS. Os investigadores apuram
crimes de sonegação e ocultação patrimonial, além de indícios de que
parte dos imóveis tenha sido usada para repasse de propina. Um dos
apartamentos investigados é o do
O apartamento do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Vagner Freitas, registrado em nome da empreiteira OAS, está entre os
imóveis investigados pela força-tarefa da Lava Jato por crimes de
sonegação e ocultação patrimonial. O privilegiado sindicalista Vagner
Freitas é aquele que ameaçou “pegar em armas” para impedir a destituição
da presidente Dilma Rousseff.
A força-tarefa investiga se, além dos crimes de sonegação e ocultação patrimonial, há indícios de que parte dos imóveis tenha sido usada para repasse de propina.
O apartamento do sindicalista, com área total de 100,6 metros quadrados, fica no segundo andar de um bloco do Residencial Altos do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. Por meio de sua assessoria, ele negou qualquer crime e disse que, apesar de ter pagado pelo apartamento "há três ou quatro anos", ainda não alterou o registro em cartório, o que promete fazer nesta segunda-feira.
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), no âmbito na Operação Triplo X, o juiz Sérgio Moro determinou a apreensão, nas sedes da OAS e da Bancoop, de documentos referentes a quatro empreendimentos, entre eles o Altos do Butantã, onde Vagner tem seu apartamento, e o Mar Cantábrico, atual condomínio Solaris, no Guarujá, onde a família do ex-presidente Lula era dono de apartamento que atualmente está em nome da OAS e foi o único a passar por uma reforma bancada pela construtora.
Nesse campo, a força-tarefa investigava inicialmente imóveis atribuídos a João Vaccari Neto, ex-presidente da Bancoop e ex-tesoureiro do PT, preso desde abril de 2015 e condenado a 15 anos de prisão na Lava-Jato. No passado, Vagner dividiu com Vaccari funções na Bancoop; em 2007, o atual presidente da CUT era conselheiro fiscal da cooperativa.
A Polícia Federal investiga um imóvel adquirido pela mulher do ex-tesoureiro petista, Gilselda Rousie de Lima, no condomínio Solaris, no Guarujá. Ela declarou o apartamento no imposto de renda, embora ele esteja registrado em nome de uma funcionária da OAS. A suspeita da força-tarefa é que o imóvel tenha sido usado para lavagem de dinheiro e que o ex-tesoureiro o teria recebido como suborno da empreiteira.
Uma cunhada de Vaccari também é investigada sob suspeita de ter usado um imóvel no Guarujá para receber propina da OAS no Solaris. Em 2011, Marice Corrêa de Lima comprou um apartamento por R$ 150 mil. Dois anos depois, a OAS recomprou o imóvel por R$ 432,7 mil. A construtora o revendeu em seguida, amargando prejuízo, por R$ 337 mil.
Diário do Poder
A força-tarefa investiga se, além dos crimes de sonegação e ocultação patrimonial, há indícios de que parte dos imóveis tenha sido usada para repasse de propina.
O apartamento do sindicalista, com área total de 100,6 metros quadrados, fica no segundo andar de um bloco do Residencial Altos do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. Por meio de sua assessoria, ele negou qualquer crime e disse que, apesar de ter pagado pelo apartamento "há três ou quatro anos", ainda não alterou o registro em cartório, o que promete fazer nesta segunda-feira.
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), no âmbito na Operação Triplo X, o juiz Sérgio Moro determinou a apreensão, nas sedes da OAS e da Bancoop, de documentos referentes a quatro empreendimentos, entre eles o Altos do Butantã, onde Vagner tem seu apartamento, e o Mar Cantábrico, atual condomínio Solaris, no Guarujá, onde a família do ex-presidente Lula era dono de apartamento que atualmente está em nome da OAS e foi o único a passar por uma reforma bancada pela construtora.
Nesse campo, a força-tarefa investigava inicialmente imóveis atribuídos a João Vaccari Neto, ex-presidente da Bancoop e ex-tesoureiro do PT, preso desde abril de 2015 e condenado a 15 anos de prisão na Lava-Jato. No passado, Vagner dividiu com Vaccari funções na Bancoop; em 2007, o atual presidente da CUT era conselheiro fiscal da cooperativa.
A Polícia Federal investiga um imóvel adquirido pela mulher do ex-tesoureiro petista, Gilselda Rousie de Lima, no condomínio Solaris, no Guarujá. Ela declarou o apartamento no imposto de renda, embora ele esteja registrado em nome de uma funcionária da OAS. A suspeita da força-tarefa é que o imóvel tenha sido usado para lavagem de dinheiro e que o ex-tesoureiro o teria recebido como suborno da empreiteira.
Uma cunhada de Vaccari também é investigada sob suspeita de ter usado um imóvel no Guarujá para receber propina da OAS no Solaris. Em 2011, Marice Corrêa de Lima comprou um apartamento por R$ 150 mil. Dois anos depois, a OAS recomprou o imóvel por R$ 432,7 mil. A construtora o revendeu em seguida, amargando prejuízo, por R$ 337 mil.
Diário do Poder
Takayama quer isenção para pastores dos crimes de injúria e difamação
Mais um absurdo de nossos Deputados Federais
O deputado e pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus Hidekazu
Takayama (PSC) quer isentar pastores e líderes religiosos dos crimes de
injúria e difamação. Um projeto de lei de Takayama prevê a isenção para
“a manifestação de crença religiosa, em qualquer modalidade, por
qualquer pessoa, acerca de qualquer assunto e a opinião de professor no
exercício do magistério”. As informações são do Paraná Portal.
Takayama alega, na justificativa da proposta, que líderes podem expressar opiniões consideradas ofensivas por determinados segmentos ao criticarem comportamentos que são considerados inadequados por suas crenças religiosas.
“O Código Penal já traz a previsão da exclusão do crime de injúria e difamação quando praticado por crítico literário ou artístico, bem como quando praticado por Advogado. Assim, nesse mesmo sentido necessitamos fazer a exclusão do professor e do Ministro religioso, uma vez que o professor dentro da sua atividade de ensino tem que permitir ao educando, na busca do pleno conhecimento, a análise crítica dos acontecimentos e dá história”, argumenta na justificativa.
“Também devemos ressaltar o papel do Ministro religioso que segundo os valores da sua fé tem que se posicionar contra determinadas condutas que afrontam esses valores, e que podem ser considerados como ofensivos por outros que defendem posição divergente”, alega o paranaense.
A proposta é analisada em uma comissão especial presidida pelo deputado Antônio Jácome (PMN/RN), que indicou como relator o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Dos 23 membros titulares da comissão, 17 fazem parte da frente evangélica, e dois da frente católica.
A aprovação do projeto beneficiaria líderes evangélicos que têm sido acusados de ofensas a homossexuais e religiões afro-brasileiras.
Takayama alega, na justificativa da proposta, que líderes podem expressar opiniões consideradas ofensivas por determinados segmentos ao criticarem comportamentos que são considerados inadequados por suas crenças religiosas.
“O Código Penal já traz a previsão da exclusão do crime de injúria e difamação quando praticado por crítico literário ou artístico, bem como quando praticado por Advogado. Assim, nesse mesmo sentido necessitamos fazer a exclusão do professor e do Ministro religioso, uma vez que o professor dentro da sua atividade de ensino tem que permitir ao educando, na busca do pleno conhecimento, a análise crítica dos acontecimentos e dá história”, argumenta na justificativa.
“Também devemos ressaltar o papel do Ministro religioso que segundo os valores da sua fé tem que se posicionar contra determinadas condutas que afrontam esses valores, e que podem ser considerados como ofensivos por outros que defendem posição divergente”, alega o paranaense.
A proposta é analisada em uma comissão especial presidida pelo deputado Antônio Jácome (PMN/RN), que indicou como relator o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Dos 23 membros titulares da comissão, 17 fazem parte da frente evangélica, e dois da frente católica.
A aprovação do projeto beneficiaria líderes evangélicos que têm sido acusados de ofensas a homossexuais e religiões afro-brasileiras.
Marisa Letícia, a fábula
Mary Zaidan
Protagonista de absurdos — dos canteiros em formato de estrela que mandou plantar nos jardins do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto à requisição e obtenção de cidadania italiana para ela e a prole no segundo ano do primeiro mandato presidencial de seu marido –, Marisa Letícia Lula da Silva volta à cena. E em grande estilo. Seria dela a opção de compra do tríplex frente ao mar no Guarujá, alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo e da Lava-Jato. O mesmo imóvel que já foi, era e nunca foi de Lula.
Idealizado pela Bancoop, cooperativa criada em 1996 pelos petistas ilustres Ricardo Berzoini, hoje ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, condenado a 15 anos e quatro meses pelo juiz Sérgio Moro, o tríplex apareceu na declaração do candidato Lula, em 2006, com um valor irrisório de R$ 47,6 mil. Referia-se a uma parcela do financiamento do Edifício Solaris, então na planta, em que outros petistas, incluindo Vaccari, tinham comprado apartamentos.
Até aí, o anormal era apenas o fato de a Bancoop lançar um empreendimento de alto luxo depois de já ter dado cano na praça, usurpando a poupança e os sonhos de mais de três mil cooperados. Algo que Lula, como sempre, alegará que não sabia.
A estapafúrdia história do tríplex não para aí.
Em 2010, a assessoria de Lula garantiu que o apartamento pertencia ao ex. Quatro anos depois, o jornal O Globo publicou reportagem sobre o Solaris apontando que o prédio tinha sido concluído enquanto os mutuários da Bancoop continuavam a chupar dedos. E que a unidade de Lula e sua mulher tinha recebido tratamento de alto luxo da OAS, empreiteira que assumiu o empreendimento: elevador interno, substituição de pisos e da piscina. Tudo supervisionado e aprovado por Marisa Letícia.
De repente, com as investigações esquentando, o frente ao mar do casal (ou de Lula, conforme declaração anterior) virou um negócio exclusivo de Marisa Letícia. Do qual, no papel de The good wife, ela desistiu.
Sabe-se hoje que as idas da ex-primeira-dama ao Solaris causavam frisson. Flores eram colocadas nas áreas comuns, todos ficavam sabendo quando ela chegava. Sabe-se ainda que o presidente da OAS, Léo Pinheiro, condenado pela Lava-Jato a 15 anos de reclusão, esteve lá com ela em pelo menos uma das visitas.
E aqui vale a questão: o que faria o dono de uma das maiores empreiteiras do país acompanhar Marisa Letícia na vistoria de uma simples reforma de um apartamento se o imóvel não fosse do ex-primeiro-casal?
Mas há muitas outras perguntas sem respostas. Em um artigo didático, o jornalista Josias de Souza mostra a ausência absoluta de nexo nas explicações de Lula. Argumentos que não explicam, confundem.
Confundir. Talvez seja essa a ideia ou a única saída imaginada por Lula.
Sem conseguir dizer quanto pagou além dos R$ 47,6 mil declarados em 2006 ou apresentar recibos da desistência, com data e valores de reembolso exigidos, tudo que o Instituto Lula fala beira papo para engambelar otário. Nem mesmo a cota nominal para demonstrar que a opção de compra do apartamento foi mesmo de Marisa veio a público. São documentos simples, claros, objetivos. Mostrá-los livraria o Instituto Lula e o próprio ex de torturar os fatos.
Sem isso, resta a Lula, ao PT e aos militantes mais aguerridos atribuir tudo à perseguição histórica ao ex. Tudo – tríplex reformado pela OAS, sítio recauchutado pela Odebrecht, filho que recebe R$ 2,5 milhões por consultoria via Google, os “não sabia” do Mensalão, do escândalo da Petrobras e tantos outros – não passa de uma conspiração para “derreter Lula” e “destruir o PT”, como clama o presidente da sigla, Rui Falcão, no Facebook.
O conto do tríplex ainda vai longe. Mas de cara já se sabe: tem orelha de lobo, focinho de lobo, boca e dentes de lobo. Ninguém vai acreditar que é a vovozinha.
Protagonista de absurdos — dos canteiros em formato de estrela que mandou plantar nos jardins do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto à requisição e obtenção de cidadania italiana para ela e a prole no segundo ano do primeiro mandato presidencial de seu marido –, Marisa Letícia Lula da Silva volta à cena. E em grande estilo. Seria dela a opção de compra do tríplex frente ao mar no Guarujá, alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo e da Lava-Jato. O mesmo imóvel que já foi, era e nunca foi de Lula.
Idealizado pela Bancoop, cooperativa criada em 1996 pelos petistas ilustres Ricardo Berzoini, hoje ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, condenado a 15 anos e quatro meses pelo juiz Sérgio Moro, o tríplex apareceu na declaração do candidato Lula, em 2006, com um valor irrisório de R$ 47,6 mil. Referia-se a uma parcela do financiamento do Edifício Solaris, então na planta, em que outros petistas, incluindo Vaccari, tinham comprado apartamentos.
Até aí, o anormal era apenas o fato de a Bancoop lançar um empreendimento de alto luxo depois de já ter dado cano na praça, usurpando a poupança e os sonhos de mais de três mil cooperados. Algo que Lula, como sempre, alegará que não sabia.
A estapafúrdia história do tríplex não para aí.
Em 2010, a assessoria de Lula garantiu que o apartamento pertencia ao ex. Quatro anos depois, o jornal O Globo publicou reportagem sobre o Solaris apontando que o prédio tinha sido concluído enquanto os mutuários da Bancoop continuavam a chupar dedos. E que a unidade de Lula e sua mulher tinha recebido tratamento de alto luxo da OAS, empreiteira que assumiu o empreendimento: elevador interno, substituição de pisos e da piscina. Tudo supervisionado e aprovado por Marisa Letícia.
De repente, com as investigações esquentando, o frente ao mar do casal (ou de Lula, conforme declaração anterior) virou um negócio exclusivo de Marisa Letícia. Do qual, no papel de The good wife, ela desistiu.
Sabe-se hoje que as idas da ex-primeira-dama ao Solaris causavam frisson. Flores eram colocadas nas áreas comuns, todos ficavam sabendo quando ela chegava. Sabe-se ainda que o presidente da OAS, Léo Pinheiro, condenado pela Lava-Jato a 15 anos de reclusão, esteve lá com ela em pelo menos uma das visitas.
E aqui vale a questão: o que faria o dono de uma das maiores empreiteiras do país acompanhar Marisa Letícia na vistoria de uma simples reforma de um apartamento se o imóvel não fosse do ex-primeiro-casal?
Mas há muitas outras perguntas sem respostas. Em um artigo didático, o jornalista Josias de Souza mostra a ausência absoluta de nexo nas explicações de Lula. Argumentos que não explicam, confundem.
Confundir. Talvez seja essa a ideia ou a única saída imaginada por Lula.
Sem conseguir dizer quanto pagou além dos R$ 47,6 mil declarados em 2006 ou apresentar recibos da desistência, com data e valores de reembolso exigidos, tudo que o Instituto Lula fala beira papo para engambelar otário. Nem mesmo a cota nominal para demonstrar que a opção de compra do apartamento foi mesmo de Marisa veio a público. São documentos simples, claros, objetivos. Mostrá-los livraria o Instituto Lula e o próprio ex de torturar os fatos.
Sem isso, resta a Lula, ao PT e aos militantes mais aguerridos atribuir tudo à perseguição histórica ao ex. Tudo – tríplex reformado pela OAS, sítio recauchutado pela Odebrecht, filho que recebe R$ 2,5 milhões por consultoria via Google, os “não sabia” do Mensalão, do escândalo da Petrobras e tantos outros – não passa de uma conspiração para “derreter Lula” e “destruir o PT”, como clama o presidente da sigla, Rui Falcão, no Facebook.
O conto do tríplex ainda vai longe. Mas de cara já se sabe: tem orelha de lobo, focinho de lobo, boca e dentes de lobo. Ninguém vai acreditar que é a vovozinha.
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