terça-feira, 11 de agosto de 2015

BOLSA-FAMÍLIA TORRA R$ 14 BILHÕES EM SEIS MESES

Diário do Poder
Em meio a mais grave crise do milênio no Brasil, com inflação em alta e o “PIBinho”, o governo Dilma já torrou R$ 13,95 bilhões desde o começo do ano e bateu o próprio recorde de gastos com Bolsa-Família em apenas um semestre. Mantendo o ritmo de gastos de R$ 2,3 bilhões por mês e sem contrapartida de beneficiários, o bolsa-família não sofreu cortes, ao contrário de áreas como educação, saúde e habitação.
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O corte na verba do Programa de Aceleração do Crescimento foi de 39% (R$ 25,7 bilhões). O bolsa-família gastará mais que isso este ano.
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Quatro dos cinco primeiros na lista de estados que mais levaram grana do Bolsa-Família são do Nordeste. A região recebeu 60% do valor total.
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Desde a eleição da presidente Dilma, em 2011, o valor médio recebido por família subiu mais de 77%, enquanto o salário mínimo cresceu 44%

DOCUMENTOS MOSTRAM QUE CÂMARA PEDIU A AGU PARA DEFENDER CUNHA


DIRETOR-GERAL E PROCURADOR SOLICITARAM AÇÃO DA AGU NA LAVA JATO
Diário do Poder
MINISTRO LUIZ INÁCIO ADAMS: A AGU SEGUIRÁ CUMPRINDO O QUE LHE DETERMINA A LEI. (FOTO: MARCELO CAMARGO/ABR)
Ao contrário do doque afirmou o seu presidente Eduardo Cunha, a Câmara dos Deputados solicitou, de fato, a atuação da Advocacia Geral da União (AGU) em defesa dos seus interesses, como parlamentar, no âmbito da Operação Lava Jato. A primeira solicitação, por escrito, foi endereçada à AGU pelo próprio diretor-geral, Sergio Sampaio, em 5 de junho, e duas semanas depois o procurador parlamentar, deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), fez solicitação semelhante. Os documentos que provam esses pedidos foram obtidos peloDiário do Poder (clique aqui para download).
Cunha reagiu irritado à interferência da AGU no Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo a anulação de provas reunidas pela força-tarefa da Lava Jato contra o deputado Eduardo Cunha. Ele estranhou a iniciativa e disse que nenhuma inicitiva poderia ser adotada sem o seu conhecimento e a autorização do seu advogado, Antônio Fernando Souza. O presidente da Câmara chegou a acusar a AGU de fazer "advocacia de governo" e anunciou a decisão de romper o acordo de cooperação existente entre os dois órgãos.
O acordo permite a AGU manter um "posto avançado" ou uma sala nas dependências da Câmara dos Deputados, assim como mantém espaços semelhantes em diversos órgãos da administração pública, incluindi tribunais. O rompimento do acordo de cooperação, entretanto, não impedirá a AGU de atuar conforme determina a legislação, segundo afirmou nesta segunda-feira o ministro Luiz Inácio Adams, chefe da Advocacia Geral da União.
Exame das contas
Ajudou a azedar ainda mais as relações entre a Câmara e a AGU a inicitiva da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) de solicitar a assistência de um advogado da União para tentar anular a votação que aprovou as contas de três presidentes da República. Eduardo Cunha considerada que esse tipo de ação somente poderia ser movida pelo presidente do Senado.
Cunha decidiu colocar em votação as contas de governos anteriores para abrir caminho à votação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff, prestes a serem votadas no Tribunal de Contas da União (TCU). Se forem rejeitadas as contas, ela corre o risco de sofrer processos por crime de responsabilidade, perder o mandato e ficar inelegível por um bom tempo.
A alegação da AGU é que a senadora preside a Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável por elaborar um parecer sobre as contas de governo antes de serem votadas no plenário. A senadora defende que a análise deveria ter ocorrido em sessão conjunta do Congresso, com senadores e deputados.

Metro curitibano vai para a cucuia

Fabio Scatolin, Tico Kuzma e Dona Lourdes
Fábio Sctalin, Tico Kuzma e Dona Lourdes
Curitiba não vai começar a construir o metro genérico. O secretário de Planejamento e Administração, Fabio Scatolin, admitiu ontem na Câmara Municipal de Curitiba que novo edital da obra do novo sistema de transporte foi suspenso devido a crise que o Brasil passa. Segundo o vereador Professor Galdino (PSDB), a capital paranaense teve uma queda na arrecadação de 30% no 1º semestre de 2015. A vereadora Julieta Reis (DEM) disse no passado que o metro curitibano era um sonho e não sairia do papel nos próximos anos. Na eleição de 2012, Gustavo Fruet (PDT), Ratinho Junior (PSC) e Luciano Ducci (PSB) falou das obras do modal. Promessas foram feitas. Em 2016 será difícil enrolar o eleitorado. Assim Curitiba ficará com o Metro original na Cabral, no centro da cidade.

Receita de Lula para salvar Dilma

Do Ricardo Noblat

Está nas mãos da presidente Dilma Rousseff a chance de escapar da degola. Ou da hemorragia que a levará a se esvair até o último dia do seu mandato. Basta que concorde com tudo o que seu Lula mandar.
É assim que pensam os que rodeiam Lula, e ele. Mas que se apresse porque o tempo passa, a Lusitana roda e daqui a pouco nem mesmo Lula, o aspirante a milagreiro, conseguirá operar o milagre prometido.
Esqueçamos que, outro dia, Lula fez pesadas críticas a Dilma. Acusou-a, por exemplo, de ter mentido durante a última campanha eleitoral. Como se ele fizesse política sem mentir.
Acusou-a de fazer um governo de surdos, distante dos chamados movimentos sociais. E de estar, em resumo, no “volume morto”. Assim como o PT estaria abaixo do “volume morto”.
Não quis relembrar as críticas, mas relembrei. Era tentador! Asiante.
Lula ainda vê uma forma de, salvando Dilma – quem sabe? –, salvar o projeto de continuidade do PT no poder. Passaria por uma série de providências.
A primeira: uma reforma ministerial ampla, geral e irrestrita. Para reforçar a presença de partidos aliados no governo, mesmo que à custa do sacrifício do PT.
Sairia Aloizio Mercadante da chefia da Casa Civil da presidência da República. No lugar dele entraria Jaques Wagner, atual ministro da Defesa.
Sairia do Ministério da Justiça José Eduardo Cardoso, e entraria Michel Temer, vice-presidente da República.
Sairia da Secretaria-Geral da presidência da República Miguel Rosseto, e entraria Gilberto Carvalho, amigo de fé, irmão de Lula, camarada.
Sairia Pepe Vargas, ministro da Secretaria de Direitos Humanos do Brasil, para a entrada de qualquer outro.
Eliseu Padilha, ministro da Viação Civil, assumiria o ministério das Relações Institucionais.
O jornalista Franklin Martins substituiria Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação Social, ex-tesoureiro da campanha de Dilma no ano passado, e enrolado com a Operação Lava Jato.
Aproximação com o PSDB? Aproxime-se pra lá! O trunfo é pau, ô meu! Nada de demonstrar fraqueza.
Reduzir o número de ministérios? Nem pensar. A economia não significaria grande coisa.
Seria reaberta a temporada de loteamento de cargos no governo e de pagamento de obras construídas nos redutos eleitorais dos parlamentares. Velharia? Mas funciona, não duvide.
Eduardo Cunha: venha para cá, meu velho!
Sinto muito, Dr. Levy, mas o senhor perderia o emprego porque virou o ministro símbolo da rendição do PT ao arrocho.
Entraria outro para manter a mesma política, entendendo, porém, que de nada servirá mantê-la se isso implicar na queda do governo.
Algum dinheiro irrigaria os cofres dos movimentos sociais. E, sem grandes custos, seriam feitos acenos demagógicos para o populacho.
Quanto a Lula…
Em caso extremo, observadas essas e outras condições inconfessáveis de público, ele iria para o sacrifício de assumir algum ministério.
O das Relações Exteriores, não. Ficaria obrigado a viajar muito por aí com a imprensa em seu encalço.
O ministério da Defesa? O lugar seria adequado, sim, para um ex-presidente da República. E o livraria das garras do juiz Sérgio Moro.
Quanto a Dilma…
É para dizer a verdade? Dilma continuaria desempenhando todos os papéis de representação que cabem a um presidente. Aumentaria sua agenda de viagens ao exterior e aos Estados.
Mas na prática deixaria que Lula, com a discrição possível, coordenasse o governo. Ou melhor: governasse.
É pegar ou largar! Se não pegar, olha o Temer aí, gente!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Lixo Zero


Foi lido durante o pequeno expediente desta quarta-feira (5) projeto de Helio Wirbiski (PPS) que institui no calendário oficial de Curitiba a “Semana do Lixo Zero” (005.00161.2015). Caso aprovada, a data será comemorada anualmente na última semana do mês de outubro. Outra proposta de Wirbiski  denomina de Simeon Pitarch Puignau, um dos logradouros de Curitiba (008.00010.2015).

Dilma, leniente ou cúmplice

Publicado no Globo
RICARDO NOBLAT

O PT sempre tratou seus adversários com um solene desprezo. Lula, que exerceu um único mandato de deputado federal, disse em certa ocasião que havia no Congresso 300 picaretas. Pouco mais, portanto, que a soma de deputados e senadores.
E o que ele fez quando assumiu a presidência da República pela primeira vez? Passou a governar com os picaretas. Se bem pagos, eles dão pouco trabalho.
Comparado com Dilma, dizem que Lula é um craque. Que sempre soube fazer política. Mas que tipo de política ele fez depois de se tornar inquilino do mais prestigiado gabinete do Palácio do Planalto?
O da farinha pouca, meu pirão primeiro? O do toma lá me dá cá? O do é dando que se recebe? O que aos amigos confere tudo, e aos inimigos os rigores da lei? A resposta é sim a todas as perguntas.
Nunca antes na história deste país houve tanta corrupção. E ela deve ser debitada, de preferência, na conta de Lula e de Dilma.
Não há maior engodo do que se atribuir a descoberta da ladroagem à independência concedida pelos governos do PT à Polícia Federal. O país já está crescidinho. Suas instituições estão sólidas e suportam crises.
A reeleição para cargos majoritários aumentou o apetite dos políticos pelo poder. Ninguém mais se elege pensando em fazer um bom governo em quatro anos. Elege-se pensando em obter um novo mandato.
E aí se gasta o que não se pode, rouba-se com vista à próxima eleição, e suborna-se para atrair apoios, garantindo-se  mais tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
No caso da presidência da República, mas não só, nunca antes a corrupção fez parte de um esquema tão ambicioso para a eternização no poder de um determinado partido.
É do PT, de Lula e de Dilma a responsabilidade política pelo que aconteceu. Foram eles que mais se beneficiaram de tudo. Se agora receiam que a polícia lhes bata à porta… Sabem o que fizeram.
Por cálculo político, esperteza ou porque creem, 10 entre 10 estrelas da política afirmam que Dilma é uma pessoa honrada. Que jamais roubou um tostão e que jamais roubaria.
O vilão é Lula. Foi nos governos dele que tudo começou. Fernando Henrique Cardoso defendeu essa tese em entrevista recente a uma revista alemã. Gentil homem!
Perguntem às estrelas se elas acreditam que Dilma é distraída a ponto de desconhecer o que se passava ao alcance dos seus olhos ou ouvidos. Dez entre 10 estrelas da política, sob a garantia de anonimato, responderão que não. É impossível que não soubesse ou que não desconfiasse.
Dou de barato que não roubou. Não a considero, porém, uma tola formidável capaz de ser enganada facilmente.
Quer dizer que Dilma nunca fez ideia que dinheiro sujo, derivado de negócios entre empreiteiras e a Petrobras, irrigou suas campanhas?
Que diretores da Petrobras, nomeados por Lula, desviaram recursos para alimentar os caixas do PT e de aliados?
E que cargos presenteados por ela a políticos sempre serviram ao roubo e continuarão servindo? Só a Petrobras perdeu algo como 19 bilhões de reais.
Dilma, ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da Petrobras, presidente da República, não viu que a empresa estava sendo saqueada?
E que não era a única?
Se não viu deve pedir desculpas e as contas por leniência. Se viu, deve ser mandada embora.
A alternativa é a manutenção no poder de alguém sem autoridade política para governar um país conturbado.

Dirceu ainda não descobriu que nada é tão absurdo quanto morrer na cadeia por Lula

Augusto Nunes


Conforme as circunstâncias e as conveniências, o companheiro José Dirceu jura ter feito o que nunca fez ou nega ter sido o que comprovadamente foi. Despejado da Casa Civil em junho de 2005, por exemplo, o doutor em luta armada que só atirou com balas de festim caprichou na pose de guerrilheiro condecorado para proclamar-se “camarada de armas” de Dilma Rousseff. Em novembro de 2010, no trecho do Roda Viva reproduzido no vídeo acima, amputou um bom pedaço da biografia com a frase espantosa: “Eu não era deputado no governo Fernando Henrique”.
“Eu fui eleito em 78″, acrescentou sem ficar ruborizado. Só se foi eleito Comerciário do Ano de Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, onde se entrincheirou na caixa registradora do Magazine do Homem entre 1975 e 1979, quando a decretação da anistia animou o falso Carlos Henrique Gouveia de Mello a restaurar o nome de batismo e retomar a militância política. Elegeu-se deputado federal em 1990. Derrotado na disputa pelo governo federal em 1994, assumiu no ano seguinte a presidência do PT.
Durante o primeiro mandato de FHC, o comandante do partido fez o diabo para impedir que o inimigo vitorioso governasse. De volta à Câmara em 1998, liderou a mais raivosa bancada oposicionista da história do Congresso: todos os projetos e propostas do presidente tucano foram rejeitadas pela tropa em permanente estado de beligerância. A menos que um gêmeo univitelino tenha assumido o papel do irmão durante esse largo período, as fotos que aparecem no fim do vídeo comprovam que o ex-deputado federal José Dirceu é capaz até de negar que José Dirceu foi deputado federal.
Coerentemente, o chefe da quadrilha do mensalão continua jurando que não chefiou a quadrilha do mensalão. Previsivelmente, o reincidente sem cura alcançado pela Operação Lava Jato agora faz de conta que conhece só de vista os diretores da Petrobras que nomeou, que nunca ouviu falar nos empresários que extorquiu disfarçado de consultor e que soube do Petrolão pelos jornais. Muita gente anda recuperando a memória em Curitiba. E se o guerreiro abandonado por oficiais e soldados rasos revogasse a opção pela amnésia?
“É mais fácil matarem Dirceu do que ele fazer uma delação”, garantiu nesta terça-feira seu advogado Roberto Podval. Aos 69 anos, José Dirceu pode descobrir que nada é mais difícil e mais absurdo que morrer na cadeia por Lula