terça-feira, 7 de julho de 2015

Discurso gravado em vídeo transforma Lula em réu confesso

Augusto Nunes


Em outubro de 2010, depois de abandonar o local do emprego para concentrar-se nas atividades de cabo eleitoral da candidata Dilma Rousseff, o ainda presidente Lula baixou em Angra dos Reis fantasiado de operário da Petrobras. E reduziu a mais um comício o que deveria ser a cerimônia de lançamento da plataforma P-57, construída pela empresa holandesa SBM Offshore.
“Já teve presidente que falava que a Petrobras é uma caixa preta, ninguém sabe o que acontece lá dentro”, começa o melhor dos piores momentos do falatório, eternizado no vídeo de 22 segundos. “No nosso governo ela é uma caixa branca… e transparente”, mentiu. “Nem tão assim, mas é transparente…”, recitou a ressalva debochada antes de escorregar na bazófia perigosa: “A gente sabe o que acontece lá dentro, e a gente decide muitas das coisas que ela vai fazer”.
Somada ao que se descobriu sobre o Petrolão, a gravação transforma Lula em réu confesso. Ao contar que não só acompanhou de perto como frequentemente determinou os caminhos cinzentos percorridos pela estatal, ele decifrou o claro enigma: Os condutores da Lava Jato não precisam mais procurar o chefão do maior esquema corrupto de todos os tempos.

Vai a Plenário PEC que inclui transporte como direito social na Constituição

Vai a Plenário PEC que inclui transporte como direito social na Constituição

O transporte pode se tornar um direito social assegurado pela Constituição da República. É o que acontecerá caso seja aprovada, no Senado, a PEC 74/2013, que inclui o transporte entre os direitos sociais previstos na Constituição Federa. A proposição está na pauta do Senado desta semana, e possui relatório favorável do senador Alvaro Dias. Em seu parecer, Alvaro Dias corrobora recomendação feita pelo relator anterior da PEC, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que considerou que, sem transporte, não há educação, saúde, trabalho, alimentação e até lazer. O senador Alvaro Dias elogia a proposta, que é da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), e destacou que a PEC é oportuna e surge num período em que a população brasileira clama por melhores serviços, entre eles, o transporte público.
Sem que haja esta imposição do transporte como um direito social da população, de acordo com argumentos apresentados pelos senadores Alvaro Dias e Aloysio Nunes, a liberdade de ir e vir dos brasileiros fica gravemente comprometida. “Impor aos mais pobres uma condenação à imobilidade, seja pelas distâncias, seja pelas tarifas, ao mesmo tempo em que os proprietários de veículos podem usufruir de todos os espaços urbanos, é algo irreconciliável com a ideia de igualdade”, diz o relatório que será votado no Plenário.
A PEC 74/2013 deve passará por dois turnos de votação no Plenário do Senado e precisa dos votos de 49 dos 81 senadores.

‘Dilma não está mandando nada para os municípios´

Fabio Campana



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O prefeito José Maria Fernandes (PR), de Santa Cruz de Monte Castelo, no Noroeste do Paraná, disse que os municípios estão com dificuldades com a falta de apoio do governo federal e que hoje dependem fundamentalmente do governo do Paraná: “O governo federal não tem disponibilizado recursos e obras para as cidades, em especial as pequenas”, afirmou.

PT vai lançar Tadeu Veneri a prefeitura de Curitiba

Blog do Tupan

Tadeu Veneri
Tadeu Veneri
Já é consenso entre os petistas de Curitiba que a aliança com o prefeito Gustavo Fruet (PDT) vai naufragar de forma irremediável e vexaminosa até o final deste ano. O PT sabe que Fruet vai querer um vice de outro partido, pois quer se afastar da legenda devido a sua rejeição desastrosa. Pesquisa divulgada hoje revela que 60% dos curitibanos não vota em ninguém associado ao PT.
Fruet já fez uma análise em que avalia que a situação do PT vai muito além da rejeição. “Mais do que rejeição, o PT está despertando ódio e vai pagar um preço alto nas eleições municipais porque é uma rede que envolve pessoas que são referência não apenas para o partido, mas para a sociedade”.
Com isso, não foi por acaso a entrevista de Gleisi Hoffmann(PT) e de Angelo Vanhoni(PT) de que o PT ira ter candidatura própria. O problema é quem. O nome que tem sido citado como candidato é o do deputado estadual Tadeu Veneri. O problema de Veneri é grande. Não é um nome para ganhar, mas o partido não conta com isso. O temor é o vexame.
Tadeu Veneri recebeu doações de empreiteiras implicadas na Operação Lava Jato. Por conta disso, na Assembleia é conhecido como “Tadeuzinho Odebrecht”. Pode ser o instrumento para levar o escândalo do Petrolão para dentro da campanha pela prefeitura de Curitiba, temem os petistas.

PSDB acha que acareação vai ‘desmascarar o PT’

Diário do Poder



O PSDB aposta as fichas na acareação do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, quinta (9) às 9h30. Os parlamentares estão confiantes de que as revelações de Barusco, que fez acordo de delação premiada, vão “desmascarar o PT” e mostrar que Vaccari mentiu no primeiro depoimento à CPI, em abril. Além de demonstrar que a campanha de Dilma recebeu dinheiro sujo.
A eventual constatação de mentiras de João Vaccari Neto na CPI poderá resultar em novos processos criminais contra ele.
O financiamento ilegal da campanha pode determinar o cancelamento do registro da candidatura de Dilma, cassando-lhe inclusive o mandato.
O TSE julgará se o dinheiro roubado financiou a campanha de Dilma. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, é testemunha-bomba nessa ação.
A acareação de Barusco com seu ex-chefe Renato Duque, que foi diretor de Serviços da Petrobras, será nesta quarta (8), às 9h30.

Senadora chama PSDB de 'golpistas' por defender novas eleições


Gleisi Hoffmann e Aloysio Nunes batem boca no plenário

 
Diário do Poder
"Eu estou aqui fervendo ouvindo essas barbaridades", retrucou o tucano (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Os senadores Gleisi Holffmann (PT-PR) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) bateram boca nesta segunda-feira, 6, no plenário do Senado. Após a petista dizer que o PSDB planejava um "golpe" contra a presidente Dilma Rousseff, o tucano pediu um aparte e disse que não iria admitir ser chamado de "golpista".
Durante o seu discurso na tribuna do Senado, a ex-ministra da Casa Civil se disse "assustada" com o tom adotado pelas principais lideranças do PSDB na convenção do partido realizada no domingo. A petista acusou o PSDB de promover um "terceiro turno" da eleição e de planejar um "golpe" para tirar a presidente do poder.
 "Um partido não pode se prestar a esse papel. Nós temos que parar com essa balbúrdia. O golpe nós não podemos aceitar. O golpe não serve a nossa democracia", afirmou.
Gleisi criticou a ação que o PSDB move no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar o mandato da presidente. Ela defendeu que não há fatos concretos contra a campanha de Dilma e que as doações feitas à petista pelas empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato são tão legítimas quanto às recebidas pelo PSDB das mesmas empresas.
Em outra frente, ela afirmou que as chamadas "pedaladas fiscais" condenadas pelo Tribunal das Contas da União (TCU) também foram praticadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e, portanto, não seriam um motivo para levar ao impeachment de Dilma.
"É legítima a crítica, é legítimo o debate, o que não é legítimo é o golpe. O golpe não é legítimo! Dizer que tem de afastar uma presidente da República sem mostrar o motivo. Qual é o motivo?", questionou.
Ao ouvir o pronunciamento de Gleisi, Aloysio pediu um aparte e disse que os argumentos da petista eram uma "barbaridade" e que ele não aceitava ser chamado de golpista.
"Eu estou aqui fervendo ouvindo essas barbaridades", disse. "Isso é um insulto a um partido político brasileiro cujas credencias democráticas não podem ser contestadas pelo Partido dos Trabalhados", afirmou.
Gleisi então rebateu e disse que não o havia chamado de "golpista", mas que, pelo visto, a carapuça havia servido.
Mais tarde, na tribuna, Aloysio voltou ao assunto e disse que não deseja o fim do governo Dilma, mas que o PSDB estaria preparado para "cumprir o seu papel" caso essa fosse a decisão do TSE. "Eu não desejo o fim do governo da presidente Dilma. Eu quero ganhar no voto em 2018, mas se a Justiça trabalhar, cumprir o seu papel, e decidir no sentido de interromper o mandato, estaremos em condição de fazer uma transição tranquila e assumir as rédeas governo", afirmou.
Presente no plenário, o vice-presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RR), também saiu em defesa da presidente e afirmou que há "uma campanha deliberada" contra Dilma e o vice-presidente Michel Temer, que é do PMDB, inclusive de "setores do TCU". "Não há nada concreto contra a presidente. Até o momento o que está se fazendo é uma campanha deliberada para derrubar a presidente, inclusive de setores do Tribunal de Contas da União", disse.
Tanto Gleisi quanto Raupp estão sendo investigados pelos desvios na Petrobrás apurados no âmbito da Operação Lava Jato. Aloysio Nunes não está sob investigação, mas foi citado na delação do presidente da UTC Ricardo Pessoa como sendo destinatário de R$ 200 mil. (AE)

Autor de jingle de Lula em 2006 pediu perdão a Aécio e ao PSDB

Diário do Poder

O senador Aécio Neves continua à frente do PSDB

O evento ocorreu a poucos metros do Palácio do Planalto, no hotel Tulip
Lázaro do Piauí, o autor do jingle “Deixa o Homem Trabalhar”, tema da campanha eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, pediu desculpas a Aécio Neves.
Piauí esteve presente na convenção nacional do PSDB, evento que reconduziu o tucano à presidência do partido. O cantor subiu ao palanque e pediu desculpa, “o ser humano comete erros e se levanta. Eu cometi um erro em 2006 e vou pedir perdão a todos do PSDB. Foi uma falha. Eu mereço mesmo uma vaia por causa daquela cantiga”, afirmou.