segunda-feira, 4 de maio de 2015
Mãe Curitibana I
Julieta Reis (DEM) criticou a mudança no programa “Mãe Curitibana”, cuja unidade do bairro São Francisco deixou de ser uma clínica de referência no atendimento às gestantes, para assistir pacientes em outras especialidades. “Isto é um retrocesso para o município”, disse a vereadora, que citou reportagem do Jornal Gazeta do Povo de 1º de maio (versão online publicada no dia 30 de abril), que explica que o local foi transformado em unidade de saúde da família. (Foto 4)
Mãe Curitibana II
“A gestante sempre foi atendida em todas as unidades de saúde, mas quando havia algum problema que exigia um especialista, ela era encaminhada à unidade do Mãe Curitiba. A unidade especializada trazia uma tranquilidade grande para a mulher. E agora perdemos esta unidade de referência. A mãe curitibana agora terá de ser tratada por uma equipe de saúde da família, que nem sempre possui um obstetra. A mudança no atendimento da unidade foi uma perda para a mulher”, disse Julieta.
“Carros abandonados competem à polícia”, diz prefeitura
Em 18 de março, a Secretaria de Trânsito (SETRAN) informou que remove veículos somente em virtude de infrações cometidas pelos condutores. Na hipótese de abandono e, mediante o risco de furto ou roubo, os cidadãos devem entrar em contato com a polícia.
O requerimento de Kuzma questionava a aplicação da lei municipal nº 13.805/11, que dispõe sobre a remoção de veículos abandonados em logradouros públicos. O vereador conta que foi informado sobre a situação específica de um veículo, abandonado desde setembro de 2014, nas esquinas das ruas Santana do Itararé e Cidade de Ouro. Segundo ele, mesmo após contato com o serviço 156, nenhuma providência foi tomada.
Mundo animal
Conhecido por sua
defesa aos animais, o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) conseguiu
aprovar na Câmara projeto de lei que prevê cadeia para quem maltratar
bichos. Tripoli está sorrindo à toa.
Petrobras premiou esquema da gráfica Atitude
Diário do Poder
Aparelhada pelo PT, a
Petrobras conferiu seu prêmio de Jornalismo de 2013 à TVT, emissora do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligada à Gráfica Atitude e à CUT,
todos controlados pelo partido. Usada pelo ex-tesoureiro do PT João
Vaccari Neto para “lavar” dinheiro afanado da Petrobras, a Editora
Gráfica Atitude integra a rede de comunicação dos sindicatos dos
Bancários de São Paulo e dos Metalúrgicos do ABC.
A TVT, um presente de
Lula, está em nome de Fundação Sociedade Comunicação dos sindicatos dos
bancários e dos metalúrgicos do ABC.
Possibilidade de tráfico de influência de Lula motiva oposição
Oposição vai pressionar Cunha por CPI do BNDES
Líderes
farão nova investida após Ministério Público abrir investigação para
apurar se Lula praticou tráfico de influência em operações do banco
(Foto: BNDES)
Após o Ministério Público Federal abrir
investigação para apurar se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
praticou tráfico de influência em operações do BNDES, a oposição espera
contar com o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
para tentar emplacar a criação de uma CPI do banco na Casa.
Para os oposicionistas, o requerimento para investigar os contratos do BNDES, protocolado no último dia 16 pelo líder do PPS, Rubens Bueno (PR), ganhou força após a veiculação da reportagem da revista Época.
A Procuradoria da República em Brasília instaurou há cerca de uma semana uma investigação formal para apurar se Lula praticou tráfico de influência internacional e no Brasil entre os anos de 2011 e 2014 para facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros onde a empresa toca obras com dinheiro do BNDES.
Na Câmara, o pedido para investigar os contratos do banco é o sétimo requerimento na lista de espera para formar as comissões. Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente conforme o regimento da Casa e, atualmente, quatro já estão instaladas.
Nesse sentido, parlamentares apostam na relação mais próxima com o peemedebista e no seu discurso de independência em relação ao Palácio do Planalto para que ele não renove três das quatro comissões em andamento. Cunha decide sobre o objeto e a viabilidade da criação de cada CPI. Assim, se o presidente entender que o pedido de investigação das demais é genérico, pode passar na frente o caso dos contratos do BNDES.
"Se ele entender que não existe fato determinado para as demais, ele instala a do BNDES e pronto", disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP). O tucano deve conversar com Cunha amanhã para reforçar a intenção de discutir os trâmites da instalação do grupo. "Todos os líderes da oposição querem essa CPI. Como existe ainda uma vaga, lutaremos por ela", afirmou Sampaio.
Fila. O presidente da Câmara, porém, não tem dado sinais de que está disposto a atropelar o trâmite. Ontem ele disse que a fila das CPIs deve ser cumprida. "Eles (líderes da oposição) sabem que é preciso esperar a vez dela", afirmou Cunha, que não acredita na possibilidade de a oposição aprovar um projeto para permitir a instalação de mais de cinco CPIs simultaneamente.
Parlamentares chegaram a discutir nos últimos dias a possibilidade de aprovar um projeto de resolução em caráter de urgência para que a Câmara autorizasse o funcionamento de seis CPIs simultaneamente. A intenção era assegurar a instalação da comissão para investigar os contratos do BNDES. Para aprovar a medida é necessário contar com 257 votos na Câmara. (AE)
Para os oposicionistas, o requerimento para investigar os contratos do BNDES, protocolado no último dia 16 pelo líder do PPS, Rubens Bueno (PR), ganhou força após a veiculação da reportagem da revista Época.
A Procuradoria da República em Brasília instaurou há cerca de uma semana uma investigação formal para apurar se Lula praticou tráfico de influência internacional e no Brasil entre os anos de 2011 e 2014 para facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros onde a empresa toca obras com dinheiro do BNDES.
Na Câmara, o pedido para investigar os contratos do banco é o sétimo requerimento na lista de espera para formar as comissões. Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente conforme o regimento da Casa e, atualmente, quatro já estão instaladas.
Nesse sentido, parlamentares apostam na relação mais próxima com o peemedebista e no seu discurso de independência em relação ao Palácio do Planalto para que ele não renove três das quatro comissões em andamento. Cunha decide sobre o objeto e a viabilidade da criação de cada CPI. Assim, se o presidente entender que o pedido de investigação das demais é genérico, pode passar na frente o caso dos contratos do BNDES.
"Se ele entender que não existe fato determinado para as demais, ele instala a do BNDES e pronto", disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP). O tucano deve conversar com Cunha amanhã para reforçar a intenção de discutir os trâmites da instalação do grupo. "Todos os líderes da oposição querem essa CPI. Como existe ainda uma vaga, lutaremos por ela", afirmou Sampaio.
Fila. O presidente da Câmara, porém, não tem dado sinais de que está disposto a atropelar o trâmite. Ontem ele disse que a fila das CPIs deve ser cumprida. "Eles (líderes da oposição) sabem que é preciso esperar a vez dela", afirmou Cunha, que não acredita na possibilidade de a oposição aprovar um projeto para permitir a instalação de mais de cinco CPIs simultaneamente.
Parlamentares chegaram a discutir nos últimos dias a possibilidade de aprovar um projeto de resolução em caráter de urgência para que a Câmara autorizasse o funcionamento de seis CPIs simultaneamente. A intenção era assegurar a instalação da comissão para investigar os contratos do BNDES. Para aprovar a medida é necessário contar com 257 votos na Câmara. (AE)
PT sai em defesa de marqueteiro
A direção do PT saiu em defesa de seu marqueteiro, João Santana, alvo
de inquérito da Polícia Federal. A PF apura suspeita de que duas
empresas de Santana trouxeram em 2012 de Angola para o Brasil US$ 16
milhões – pagos ao marqueteiro por empreiteiras brasileiras que atuam no
país africano – em uma triangulação que teria sido feita para saldar
dívidas de campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo.
Em nota, o PT afirma que repudia “com veemência” as acusações “infundadas e sem provas” e diz que elas foram respondidas de maneira “satisfatória” pela empresa de Santana, a Pólis Propaganda e Marketing. As informações do jornal Estado de São Paulo.
Em nota, o PT afirma que repudia “com veemência” as acusações “infundadas e sem provas” e diz que elas foram respondidas de maneira “satisfatória” pela empresa de Santana, a Pólis Propaganda e Marketing. As informações do jornal Estado de São Paulo.
Oposição usa as armas do PT contra os petistas
Josias de Souza
O ajuste fiscal de Dilma Rousseff promoveu no Congresso uma inusitada inversão de papeis. A oposição, tratada pela CUT como algoz dos trabalhadores por ter ajudado a aprovar na Câmara o projeto da terceirização de mão de obra, decidiu dar o troco ao PT na mesma moeda. Mandou confeccionar cartazes iguais aos que a central sindical petista usou para atacar os rivais. No alto, o vocábulo “Procurado”. No meio, as fotos de congressistas do PT. No rodapé, o crime cometido contra o trabalhador e a recompensa pela captura: “Um país melhor.”
O pacote fiscal de Dilma chega ao plenário da Câmara nesta semana. Deve começar a ser desembrulhado na sessão de terça-feira (5). Inclui regras que reduzem o valor de benefícios trabalhistas e previdenciários —pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, seguro-desemprego e seguro-defeso. A exemplo do que faz com a terceirização, a CUT critica essas providências. Mas o PT, sob pressão do Planalto, terá de votar a favor, tornando-se alvo da vingança dos seus rivais.
Além da confecção dos cartazes, os antagonistas do PT se equipam para extrair das sessões de votação do ajuste de Dilma o maior proveito político que a ocasião puder proporcionar. Líder do DEM, o deputado pernambucano Mendonça Filho decidiu, por exemplo, requerer a votação em separado de todos os artigos que mexem em direitos do trabalhador.
Previsto no regimento interno da Câmara, esse tipo de procedimento produz dois efeitos. Num, abre brecha para a realização de várias votações nominais —uma para cada trecho destacado. Em cada votação, os “procurados” petistas deixarão suas digitais no painel eletrônico. Noutro efeito, a tática do DEM obrigará o governo a mobilizar sua infantaria, sob pena de permitir que a sessão caia por falta de quórum numa das várias votações que devem ocorrer.
Também alvejados pela CUT, parlamentares do PMDB hesitam em aprovar os ajustes enviados por Dilma ao Congresso. A hesitação aumentou depois que a presidente e seu padrinho, Lula, engrossaram o coro da CUT contra a terceirização. Para votar o pacote do governo, um pedaço do PMDB exige que central sindical vinculada ao petismo avalize em público o pacote de Dilma, atestando que ele não prejudica o trabalhador.
De resto, o presidente peemedebista da Câmara, Eduardo Cunha, decidiu abrir as galerias da Casa para que a CUT acompanhe a votação do ajuste fiscal. Na apreciação da proposta de terceirização Cunha fizera o oposto, vetando o ingresso da claque da CUT. Agora, com ironia escorrendo pelos cantos da boca, Cunha diz ter refletido melhor. Concluiu que o acompanhamento da CUT é essencial.
O ajuste fiscal de Dilma Rousseff promoveu no Congresso uma inusitada inversão de papeis. A oposição, tratada pela CUT como algoz dos trabalhadores por ter ajudado a aprovar na Câmara o projeto da terceirização de mão de obra, decidiu dar o troco ao PT na mesma moeda. Mandou confeccionar cartazes iguais aos que a central sindical petista usou para atacar os rivais. No alto, o vocábulo “Procurado”. No meio, as fotos de congressistas do PT. No rodapé, o crime cometido contra o trabalhador e a recompensa pela captura: “Um país melhor.”
O pacote fiscal de Dilma chega ao plenário da Câmara nesta semana. Deve começar a ser desembrulhado na sessão de terça-feira (5). Inclui regras que reduzem o valor de benefícios trabalhistas e previdenciários —pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, seguro-desemprego e seguro-defeso. A exemplo do que faz com a terceirização, a CUT critica essas providências. Mas o PT, sob pressão do Planalto, terá de votar a favor, tornando-se alvo da vingança dos seus rivais.
Além da confecção dos cartazes, os antagonistas do PT se equipam para extrair das sessões de votação do ajuste de Dilma o maior proveito político que a ocasião puder proporcionar. Líder do DEM, o deputado pernambucano Mendonça Filho decidiu, por exemplo, requerer a votação em separado de todos os artigos que mexem em direitos do trabalhador.
Previsto no regimento interno da Câmara, esse tipo de procedimento produz dois efeitos. Num, abre brecha para a realização de várias votações nominais —uma para cada trecho destacado. Em cada votação, os “procurados” petistas deixarão suas digitais no painel eletrônico. Noutro efeito, a tática do DEM obrigará o governo a mobilizar sua infantaria, sob pena de permitir que a sessão caia por falta de quórum numa das várias votações que devem ocorrer.
Também alvejados pela CUT, parlamentares do PMDB hesitam em aprovar os ajustes enviados por Dilma ao Congresso. A hesitação aumentou depois que a presidente e seu padrinho, Lula, engrossaram o coro da CUT contra a terceirização. Para votar o pacote do governo, um pedaço do PMDB exige que central sindical vinculada ao petismo avalize em público o pacote de Dilma, atestando que ele não prejudica o trabalhador.
De resto, o presidente peemedebista da Câmara, Eduardo Cunha, decidiu abrir as galerias da Casa para que a CUT acompanhe a votação do ajuste fiscal. Na apreciação da proposta de terceirização Cunha fizera o oposto, vetando o ingresso da claque da CUT. Agora, com ironia escorrendo pelos cantos da boca, Cunha diz ter refletido melhor. Concluiu que o acompanhamento da CUT é essencial.
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