sexta-feira, 24 de outubro de 2014

‘Veja’: doleiro diz que Dilma e Lula sabiam de tudo

lula e dilma
Do Globo:
Em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público em Curitiba, segundo a revista “Veja”, o doleiro Alberto Youssef teria dito que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sabiam de tudo” sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Ainda conforme a revista, que antecipou, nesta quinta-feira à noite, trecho da reportagem a ser divulgada nesta sexta-feira na íntegra, a revelação teria sido feita por Youssef na última terça-feira.
Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro teria afirmado:
— O Planalto sabia de tudo!
Perguntado pelo delegado que colhia o depoimento a quem ele se referia, Youssef teria respondido:
— Lula e Dilma.

O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, confirmou que o doleiro prestou depoimento à Polícia Federal de Curitiba na última terça-feira, mas disse não ter conhecimento da informação citada pela revista.
— Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso — afirmou Basto.
ADVOGADO ALERTA PARA “ESPECULAÇÃO”
Ele disse que Youssef prestou muitos depoimentos no mesmo dia e que o doleiro estava acompanhado de advogados de sua equipe.
— Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação.
Basto também disse que a defesa não possui cópia do que foi falado por Youssef à Polícia Federal.
— Nós não temos como pegar em mãos e não ficamos com cópia de nada. Então, não nego nem confirmo se esse depoimento é verdadeiro, se essa informação foi dada ou não e se sim, em quais circunstâncias.
O depoimento citado pela revista não tem relação com os que foram prestados à 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, cujo teor já foi divulgado anteriormente.
O doleiro está preso em Curitiba desde março e é acusado de ser um dos chefes do esquema que teria desviado cerca de R$ 10 bilhões desde 2006. Seria a primeira menção de Youssef ao nome de Dilma nas investigações. Ele já havia citado Lula em depoimento prestado à Justiça Federal no dia 8 deste mês. Na ocasião, Youssef disse que Lula teve que ceder aos políticos de partidos acusados de participar das fraudes na Petrobras e empossou Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento. Ele afirmou que “agentes políticos” ameaçaram trancar a pauta do Congresso.
— Tenho conhecimento que, para que o Paulo Roberto Costa assumisse o posto, esses agentes trancaram a pauta no Congresso por 90 dias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou louco e teve de ceder e empossar Paulo Costa na diretoria de Abastecimento — afirmou, de acordo com vídeo do depoimento disponibilizado pela Justiça Federal.
O doleiro ainda disse que o PT, PMDB e PP estavam envolvidos num esquema de corrupção na Petrobras que consistia na cobrança de propinas de empreiteiras pelo tesoureiro petista João Vaccari e pelo peemedebista Fernando Soares. As obras da estatal eram escolhidas por um cartel de dez empresas, que superfaturavam os preços em algo em torno de 20%, dinheiro que era dividido para políticos e diretores da estatal.
No trecho da reportagem divulgado ontem à noite, “Veja” faz um relato da chegada de Youssef na sala para o interrogatório. “A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras”, descreve a reportagem.

Proposta exibição de vídeos antidrogas antes de shows


Projeto de lei que tramita na Câmara de Curitiba desde terça-feira (21) obriga a exibição de vídeos antidrogas antes de eventos culturais ou educacionais. De iniciativa do vereador Valdemir Soares (PRB), presidente da Frente Parlamentar Contra o Crack, a proposição atribui aos Poderes Legislativo e Executivo a responsabilidade de fornecer o material educativo e que os vídeos tenham duração máxima de cinco minutos (005.00228.2014).

O projeto de lei define como eventos culturais em que deverão ser exibidos os vídeos antidrogas espetáculos como shows musicais, peças de teatro e de dança, ou atividades similares, com a exclusão dos cinemas, que já têm legislação específica. “A exibição dos vídeos educativos será de responsabilidade dos produtores de shows e eventos culturais realizados no município de Curitiba”, afirma Soares.

“As drogas vêm se disseminando numa velocidade assustadora, tornando-se comum o uso entre crianças, adolescentes e jovens que são vistos em ruas, praças ou junto a sinais de trânsito consumindo-as em plena luz do dia”, justifica o parlamentar. “O objetivo do projeto de lei é ajudar no acesso a informações, na conscientização, na prevenção e no combate às drogas”, completa o vereador.

Quanto ao conteúdo do material educativo, o texto prevê, dentre outros temas, a abordagem das consequências prejudiciais do uso de drogas lícitas e ilícitas e do uso indevido de medicamentos. Os vídeos também poderiam tratar de alternativas para a recuperação do dependente químico.

A proposta de lei vincula a concessão de alvará aos eventos culturais e educacionais à assinatura, pelo promotor da atividade, de termo de ciência sobre a obrigação de exibir os vídeos. Em caso de descumprimento da norma, é prevista a multa de R$ 1 mil (dobrada se houver reincidência).

Uma história sobre a Bolsa Família, uma reflexão, um posicionamento

Quando criança, meus irmãos e eu víamos nosso pai, sempre, de uma maneira ou outra, ajudando pessoas carentes e necessitadas, por estarem passando por dificuldades ou desempregadas .  Nosso pai nunca se recusou em ajudar e socorrer, todos aqueles que a ele recorriam. Mas, nosso pai também, adotava uma postura em relação a essas pessoas.
Primeiro, oferecia o alimento para saciar a fome e depois oferecia um emprego, como seu ajudante no trato de nosso quintal, jardim e animais domésticos, Muitas foram as pessoas, que aproveitaram aquela oportunidade e começaram a trabalhar com nosso pai, lá em casa. Mas, tinha um pequeno diferencial, caso tivessem filhos em idade escolar, essas pessoas tinham que matricular seus filhos, trazer o comprovante de matrícula e nós, seus três filhos fazíamos o acompanhamento do rendimento escolar das crianças. Os filhos dos ajudantes de meu pai, recebiam material escolar e uniforme, das mãos de meu pai. E assim, essas pessoas e seus familiares, com o passar do tempo foram se encaminhando na vida, com dignidade.
Alguns desses ajudantes eram jovens com idade entre 10 e 14 anos, que levados pela necessidade de seus familiares precisavam, muitas  vezes mendigar por alimentos ou dinheiro.
Vários foram os jovens, que aceitaram  convite de nosso pai, para ajudá-lo nas tarefas diárias da chácara onde vivíamos. Mas, existia uma condição: estar matriculado na escola. Funcionava assim: pela manhã iam ao grupo escolar e depois na saída, almoçavam conosco, faziam as tarefas escolares acompanhados  da nossa supervisão e depois iam para seus afazeres. Quando terminava o dia, antes de irem para casa, lanchavam e/ou jantavam conosco. Para aqueles que estudavam à tarde, a rotina era parecida: chegavam para tomar o café da manhã conosco, depois iam para suas tarefas. Na hora do almoço, tomavam banho, trocavam de roupa, almoçavam e iam para a escola. No final da tarde, depois da escola, passavam lá em casa, para as tarefas escolares. Depois dos deveres da escola feitos, lanchavam e iam para suas casas. No final do mês recebiam seus salários e uma "cesta de alimentos" para a família.
Com o passar do tempo, esses jovens foram crescendo e aprimorando seus estudos. Hoje são policiais civis, pequenos empresários, funcionários públicos, empresários do ramo de transporte de passageiros, comerciantes e todos, com muito orgulho falam do quanto foi importante a forma da ajuda dada pelo nosso pai, onde todos foram orientados que o trabalho dignifica  e os estudos trazem o crescimento profissional e financeiro.
Conto esta história, para dizer que sou a favor do Bolsa Família, mas não da forma como o governo do PT, faz a distribuição. Existe hoje no Brasil, mais de 40 milhões de pessoas, que recebem o Bolsa Família por algum tipo de necessidade mas, quantas realmente necessitam continuar recebendo?
Quantas pessoas fazem do Bolsa Família um modo de vida? Esse é o trunfo do governo federal e de sua candidata. Pessoas que podiam estar no mercado de trabalho, por simples que seja o emprego, não o fazem preferindo receber o auxílio, que poderia estar sendo usado por famílias, que realmente passam por necessidades. Existem várias vagas de emprego em todo o Brasil, que não são preenchidas, por falta de mão de obra. Cito o caso de uma amiga, dona de uma loja de material de construção, que empregava além do pessoal de escritório, ajudantes para a entrega das mercadorias. Dos sete ajudantes, apenas três continuam trabalhando, os demais pediram demissão, pois se inscreveram para a Bolsa Família e passaram a receber o benefício e assim, ao invés de trabalho registrado preferem "fazer bicos".
Pense bem, é justo um  governo fazer de um importante benefício para a população carente, moeda de troca por voto? É justo um governo incentivar fileiras de desempregados a continuarem desempregados? Pense nisso antes de votar, no dia 26 de outubro.
O povo quer dignidade e não esmola. O povo quer crescimento e não estagnação. O povo que melhores condições de vida para suas famílias.

Nós queremos um governo que traga soluções para a população necessitada e não, um governo que deixe as populações carentes, sempre na mesma categoria de carentes. Queremos um governo, que permita que as empresas possam manter  os empregos que já existem e que possibilite a criação de novas vagas. Queremos um governo que fiscalize o cumprimento da legislação tabalhista.

Laudo aponta ‘fluxo relâmpago’ de verba para doleiro


Fluxo financeiro do dinheiro que saía da Petrobras. fluxo financeiro petrobras
De Fausto Macedo, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt, Estadão:
Laudo pericial do Ministério Público Federal revela que, por mais de uma vez, valores repassados pela Petrobrás para o Consórcio CNCC – controlado pela construtora Camargo Corrêa – nas obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, em apenas 24 horas iam parar nas contas das empresas do doleiro Alberto Youssef.
Preso na Operação Lava Jato, Youssef é acusado de pagar propinas a políticos e a partidos. Ele está fazendo delação premiada. Já apontou pelo menos 28 parlamentares como supostos beneficiários de propinas.
O laudo não imputa ilícitos às partes envolvidas na transação. Para a Justiça, a Petrobrás é vítima da organização criminosa da Lava Jato.

O documento indica o trajeto das transferências bancárias que iam aportar nas empresas de fachada do doleiro. A perícia foi anexada aos autos do processo federal sobre desvios e superfaturamento na refinaria.
Em um dos repasses analisados, a Petrobrás adiantou R$ 6,62 milhões para o Consórcio CNCC em 17 de janeiro de 2011. No mesmo dia, o Consórcio transferiu por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) para a Sanko Sider, fornecedora de tubos para a obra, R$ 5,91 milhões. No dia seguinte, a Sanko repassou para a MO Consultoria, empresa de fachada de Youssef, R$ 1,7 milhão.
Ainda no dia 18, a MO Consultoria repassou R$ 238,5 mil para a conta da Labogen Química Fina, por meio duas TEDs. A indústria também era controlada, segundo a PF, pelo doleiro. No mesmo dia, a Labogen envia também por meio de TED R$ 238,5 mil para a Pionner Corretora de Câmbio. O laudo aponta ainda que operações semelhantes ocorreram diversas vezes, várias delas no prazo de um dia.
Os peritos identificaram 17 conjuntos de operações que “evidenciam que as empresas Sanko recebem recursos do Consórcio CNCC e da Construtora e Comércio Camargo Corrêa nas obras da Abreu e Lima e realizaram transferências para as investigadas (empresas de fachada de Youssef) em datas idênticas, ou próximas”.
A análise dos peritos do MPF foi realizada com base em duas planilhas da Petrobrás que indicam 13 mil pagamentos da estatal petrolífera para o Consórcio CNCC, a partir de abril de 2010 – quando teve início a implantação da Unidade de Coqueamento Retardado da Abreu e Lima – , e outros 32 pagamentos diretamente à Construtora Camargo Corrêa, desde 2009.
Esses pagamentos da Petrobrás para a CNCC são exclusivamente relacionados à Abreu e Lima e totalizam R$ 3,11 bilhões e R$ 54,2 milhões para a Construtora Camargo Corrêa, no período de 2009 a 2013.
O laudo é subscrito pelos analistas Jonatas Sallaberry e e Júlio Austríaco, peritos em contabilidade, e informa ainda que as empresas Sanko receberam R$ 195,5 milhões do Consórcio CNCC, entre 26 de outubro de 2010 e 26 de dezembro de 2013, além de outros R$ 3,6 milhões da Construtora Camargo Correa – integrante do Consórcio –, a partir de 26 de junho de 2009.
Beneficiário.
O documento mostra os caminhos de parte do dinheiro que a Petrobrás repassou para o Consórcio CNCC e indica sequencialmente a quantia que o Grupo Sanko distribuiu para o caixa das empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef: M.O. Consultoria, GFD Investimentos, Empreiteira Rigidez e Muranno Brasil. De 2009 a 2013, essas empresas de Youssef receberam do Grupo Sanko aportes que somaram R$ 38,5 milhões – valores líquidos, descontados cheques devolvidos e operações de natureza inversa.
Entre os maiores beneficiários dos recursos que saíram do caixa da Petrobrás está o laboratório Labogen, que Youssef usou para se infiltrar no Ministério da Saúde, durante a gestão do ministro Alexandre Padilha, em 2013, em busca de contrato milionário supostamente viabilizado pelo deputado André Vargas, então no PT.
Também aparece como captador desses valores outra empresa controlada pelo doleiro, a Piroquímica. Juntas, essas empresas de papel receberam R$ 37,6 milhões. O rastreamento do dinheiro mostra que os valores que passaram pelas contas da Labogen e da Piroquímica foram destinados, em sua maior parte, para casas de câmbio ou de empresas de exportação e importação e “outras remessas com destino não identificado pelas instituições financeiras”.
Anteriormente, quando questionado sobre os repasses às empresas de Youssef, o Grupo Sanko-Sider enfatizou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que “busca demonstrar de forma transparente sua idoneidade construída com trabalho e dedicação ao longo de 18 anos, reconhecidos pelo mercado”.
O Grupo Sanko observou, ainda, que as investigações “vêm confirmando as informações prestadas pelo Grupo Sanko são absolutamente corretas e as operações seguem as normas legais vigentes.”
O Grupo Sanko anotou que as empresas foram indicadas por Youssef. “A MO foi contratada para a execução de trabalhos técnicos e a GFD, para representação comercial. Repetimos: a Sanko-Sider não tem equipe própria de vendas, e todo o trabalho do setor é terceirizado.”

Petistas levianos enviam mensagens para tentar enfraquecer Aécio


Tupan


Dilma Pinochio
Petistas estão disparando mensagens para celulares de todo Brasil para tentar enfraquecer o candidato Aécio Neves. Um grupo de advogados recebeu um torpedo onde era dito que Aécio é contra o pobres. Uma denúncia foi encaminhada para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o responsável pelo telefone. Mas isso não é tudo, um outro sms explicava que leviana, palavra utilizada na semana passada pelo tucano durante um debate, é sinônimo de prostituta. O correto é: a pessoa que possui comportamento irresponsável; que age sem reflexão; que é insensato; irresponsável.

‘Outro negócio suspeito faz a Petrobras continuar sangrando’

 Ricardo Noblat

Êpa! Tem jeito de elefante, presa de elefante, tromba de elefante, mas o governo não admite que seja um elefante. O que será então?
Muita coisa se passou na Petrobras desde que se montou ali um esquema bilionário de desvio de recursos para enriquecer políticos que apoiam o governo e financiar campanhas – a de Dilma, inclusive.
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para investigar o pagamento extra de mais de R$ 1 bilhão feito pela Petrobras ao governo boliviano. Tem a ver com a importação do gás boliviano pelo Brasil.
A grana entupiu o tesouro da Bolívia em plena campanha de Evo Morales, o presidente, candidato à reeleição. Por sinal, ele se reelegeu. Pela terceira vez. Aspira mudar a Constituição para poder se reeleger indefinidamente.
Qual o problema do pagamento extra?
Apenas o seguinte: a quantia foi paga a mais sem que nada estivesse previsto no contrato assinado pelos dois países para a compra do gás boliviano.
Quem autorizou o pagamento a mais?
O TCU quer saber.
Por que a Petrobras pagou o que não devia?
O TCU quer saber.
E por que o pagamento, inclusive, retroagiu a meses anteriores ao recebimento da grana pela Bolívia?
Calma. Devagar. O TCU quer saber.
A presidente Dilma sabia?
O TCU quer saber.
Quem sabe ela não se baseou numa parecer “falho” para concordar com o negócio?
Não foi assim no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras? Pelo menos Dilma diz que foi assim.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

União tenta barrar auxílio-moradia a juízes

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou, nessa segunda-feira (20), uma nova petição na tentativa de barrar o pagamento de auxílio-moradia a juízes federais de todo o País. No documento, o órgão alega que a existência de outra ação movida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) com o mesmo pedido, cuja liminar foi indeferida pelo então ministro Joaquim Barbosa. Além disso, a AGU reitera a necessidade de julgamento imediato do caso pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).