quarta-feira, 1 de outubro de 2014

TSE nega pedido do PT e confirma veracidade da denúncia do “Estadão” sobre uso dos Correios por Dilma

TSE nega pedido do PT e confirma veracidade da denúncia do “Estadão” sobre uso dos Correios por Dilma

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral negou, na noite desta terça-feira (30), o pedido da candidata Dilma Rousseff, do PT, para obter direito de resposta contra o jornal O Estado de São Paulo. A coligação petista se sentiu incomodada com matéria publicada pelo “Estadão” no último dia 19 de setembro, com a manchete “Correios abrem exceção para distribuir panfleto de Dilma”. O jornal, em sua reportagem, afirmou que a “propaganda eleitoral de Dilma foi enviada sem marca da empresa que comprova pagamento do serviço” e que a “estatal comandada por petistas abre exceção e deixa de exigir chancela para auditar quantidade de material distribuído”. Ainda segundo a matéria, “os correios abriram uma exceção para o PT e distribuíram em São Paulo panfletos da presidente Dilma Rousseff sem chancela ou comprovante de que houve postagem oficial”.
O PT alegou, no seu pedido de direito de resposta, que a matéria era inverídica. No voto condutor da decisão, o ministro Admar Gonzaga ressaltou que a “exceção” está nas normas dos Correios e foi utilizada por vários outros candidatos. “A manchete não é chapadamente inverídica”, acentuou Admar Gonzaga, descartando a alegação da coligação do PT.

O PT e a Bolsa Banqueiro – Sugestão de leitura

O PT e a Bolsa Banqueiro – Sugestão de leitura

O governo Dilma Rousseff vem sendo pai e mãe para as instituições financeiras, institucionalizando verdadeira “Bolsa Banqueiro”. Corrigidos pelo IPCA, fundamentado em números do Banco Central, em três anos (2011 e 2013), o lucro líquido do sistema financeiro nacional no governo Rousseff foi de R$ 115,75 bilhões, com média anual de R$ 38,58 bilhões. Nunca antes, na história desse país, os bancos lucraram tanto como no atual governo.

Lula e a moral petista

Alberto Goldman

Lula discursou em um comício do Padilha, em Santo André. Deem a ele um microfone e um palanque e ele vai jorrar a moral petista para quem quiser ouvir. Para atacar o governador Alckmin disse: “Agora, a coisa tá tão grave que é pobre roubando pobre. Eu antigamente via: ‘bandido roubou um banco’. Eu ficava preocupado, mas falava: pô, roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto, que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo, com os juros. Eu ficava preocupado. Era chato, mas era… sabe, alguém roubando rico”. Usou como referência um assalto que Joana, uma irmã da Marisa, sua mulher, sofreu na rua, quando um bandido encostou uma arma e pediu o dinheiro e o celular que ela carregava.
Vai daí que o Lula ataca: “Se o Alckmin não tem competência pra fazer as coisas que o governador tem que fazer, nós temos que dizer pra ele: Alckmin, você já está há muito tempo aí. Saia. E deixa o jovem Padilha governar esse Estado para as coisas começarem a melhorar.” .
Lula, o mesmo que possibilitou aos banqueiros lucros “como nunca antes nesse país”, que voa em jatinhos de empreiteiros para fazer suas palestras muito bem remuneradas, não tem pejo de, no palanque, dar lições de moral que justificam assaltos desde que sejam os senhores das elites os atingidos. E, de quebra, acusar o Alckmin de responsável pelos assaltos contra os pobres.
Essa moral não é nova. Vale tudo. “Fazer o diabo” para ganhar, como ensina Dilma Rousseff, a sua mais dileta criação.
No passado era aceito em parte da esquerda o conceito de que os fins justificam os meios. Se os fins que se pretende são virtuosos, valeria expropriar os ricos e poderosos. Seria moralmente aceitável assaltar, por exemplo, banqueiros e bancos, como ensina o Lula e como muitos petistas no passado já fizeram, inclusive a citada dileta criação.
Com duras penas a lição que nos deu o período estalinista na União Soviética é que quando os meios não são lícitos ou não são moralmente aceitáveis, os fins, teóricos, que se almeja não são alcançados. Chega-se, apenas à substituição das elites no poder, tão danosas quantas aquelas que se pretendeu combater.
O petismo é o estalinismo dos tempos atuais em um país latino ainda pobre e atrasado que conta com gente que se diz de esquerda mas que está mais para o corporativismo fascista do que para aceitar a democracia como o bem maior em que a verdadeira esquerda deveria se assentar.

Em Santos, Dilma usa tática do medo para pedir votos


‘Porto de Santos é importante para o Brasil’, diz Dilma
Dilma Rousseff e Alexandre Padilha em Santos, São Paulo. (Foto: Ichiro Guerra)
Dilma Rousseff e Alexandre Padilha em Santos, São Paulo. (Foto: Ichiro Guerra)
A presidenta Dilma Rousseff (PT), que disputa à reeleição, participou de uma caminhada em Santos (SP) na manhã desta terça-feira (30). O candidato Alexandre Padilha, escolhido pelo PT para disputar o governo de São Paulo, acompanhou a petista.
Dilma falou que o governo federal está tornando as operações do Porto de Santos mais rápidas e o complexo portuário mais competitivo. “Estamos investindo na perimetral da margem esquerda e da margem direita e estamos investindo pesado no porto. Porque Santos é importante para a região, para São Paulo e para o Brasil inteiro.”, disse a candidata.
Dilma reforçou o “clima de medo” usado na campanha petista para pedir votos. “Vamos votar para ver consolidado o que foi feito e para ver mais mudanças ou vamos votar para ver o retrocesso? Vamos votar em quem tem experiência de governo ou vamos votar em uma aventura? Vamos votar a favor do desenvolvimento do Pré-sal ou vamos votar contra o Pré-Sal?”, questionou a candidata.

ECT tentou esconder ida do seu presidente a BH para comemorar papel da estatal na campanha do PT


Correios omitem viagem de seu presidente a BH


Marcelo Camargo ABr - Presidente Correios ECT encomenda Wagner Pinheiro
Presidente dos Correios, Wagner Pinheiro. Foto: Marcelo Camargo/ABr
A agenda do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, divulgada por sua assessoria, omite sua passagem por Belo Horizonte, na semana passada, quando participou de reunião para celebrar o papel decisivo da estatal na melhoria do desempenho, nas pesquisas, da presidenta Dilma e do candidato do PT a governador, Fernando Pimentel. A reunião, gravada em vídeo, foi revelada ontem no site Diário do Poder.
Ao tomar conhecimento do vídeo da reunião em BH, a estatal Correios informou que Wagner Pinheiro teve “reuniões de trabalho” na cidade.
Na reunião dos Correios, o deputado estadual petista Durval Ângelo atribui o crescimento de Dilma e Pimentel à “capilaridade” dos Correios.
O discurso deputado petista é aplaudido por militantes que, segundo denúncias, aumentaram em 15 vezes os próprios ganhos nos Correios.
Funcionários denunciam que a direção dos Correios faz “reuniões de serviço”, como a de BH, para dar instruções de engajamento eleitoral.

OAB-DF tenta impedir que Joaquim Barbosa receba registro de advogado

joaquim - givaldo barbosa - o globo
Do Globo:
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pediu para que a comissão de seleção da entidade que dirige rejeite o pedido de registro como advogado do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Barbosa havia pedido o registro da Ordem à comissão, órgão que tem poder para tratar do assunto. Antes que a comissão se pronunciasse, Ibaneis Rocha enviou um pedido de impugnação do registro. Ibaneis não assina como presidente da instituição, mas como advogado, numa espécie de representação contra Barbosa. Não há registro de caso semelhante na OAB.

Mais cedo a assessoria da OAB havia informado que Ibaneis Rocha havia indeferido o registro do Joaquim Barbosa e que agora caberia recurso à comissão. A assessoria corrigiu a informação para esclarecer que o pedido ainda será analisado pela comissão, mas Ibaneis Rocha, na qualidade de advogado e não de presidente da OAB, tomou a iniciativa de pedir a impugnação do pedido de concessão do registro profissional.
No pedido de impugnação, Ibaneis cita vários episódios que, segundo ele, demonstram que Barbosa ofendeu advogados enquanto estava no Supremo Tribunal Federal.
Um deles foi o ex-ministro Maurício Correa, já falecido, que foi acusado por Barbosa de usar o prestígio de ex-ministro para tratar de ações que tramitavam no STF. O outro foi o advogado José Gerardo Grossi. Segundo a OAB, Grossi teria sido ofendido por Barbosa quando o então presidente do STF afirmou que havia um conluio de advogados para defender os mensaleiros.
Joaquim Barbosa já foi notificado do pedido de impugnação e poderá contestá-lo ou simplesmente aguardar que a comissão de seleção tome decisão. Barbosa é formado em Direito e antes de ser ministro do STF era procurador da República concursado.

Vice de Requião é acusada de uso irregular de verba da Assembleia


do Bem Paraná

Uma denúncia anônima na semana de véspera das eleições acusa a deputada federal Rosane Ferreira (PV), candidata a vice-governadora na chapa do senador Roberto Requião (PMDB), de usar verbas indenizatórias da Assembleia Legislativa em 2010 para pagar despesas pessoais. Segundo os documentos enviados ao jornal, a deputada teria incluído faturas pessoais de água, luz e telefone e compra de material de decoração como despesas para pagamento da Assembleia nos dois últimos meses do mandato de deputada estadual naquele ano.
A candidata garante que não existe irregularidade nos documentos apresentados. A verba de ressarcimento da Assembleia é destinada ao reembolso de despesas com passagens, telefones, correspondência, moradia, refeições, combustível, aluguel e manutenção do escritório, aluguel de veículos, diretamente relacionadas com o exercício do mandato parlamentar e a denúncia afirma que Rosane teria usado o R$ 61.105,45 para pagar despesas pessoais. Segundo ela, a legislação que garante a verba de ressarcimento para despesas dos deputados em exercício do mandato não foi descumprida. “A afirmação de que utilizei a verba de ressarcimento para pagamento de ‘despesas particulares’ não é verdade, uma vez que possuo sim um escritório parlamentar na cidade de Araucária e todas as despesas e notas apresentadas são referentes a este imóvel”, garante.
De acordo com os documentos, em 9 de outubro de 2010, a Assembleia Legislativa pagou diversas despesas que variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil referentes ao pagamento de um telefone fixo Praça Vicente Machado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Rosane afirma que este é o endereço do escritório parlamentar dela e não existe irregularidade. Parte do ressarcimento foi destinada a pagar anúncios em jornais e produção de outdoors. Um cheque de R$ 963,00, referente a “tampas em granito” também foi compensado como gastos parlamentares. Rosane anexou a cópia de um cheque pessoal, do Banco do Brasil, comprovando que pagou o item para o escritório, porém não comentou a necessidade do adereço. “Quem me conhece e acompanha meu trabalho parlamentar, sabe que o imóvel se encontra ao lado do consultório médico de meu marido, não se confundindo com este, tanto que as faturas são em meu nome e não no dele. As despesas referentes a rádio, jornal e outdoors são relacionadas à divulgação de atividades parlamentar, ou seja, prestação de contas do mandato. Diante de todo o exposto, as declarações trazidas pela matéria são infundadas, caluniosas e induzem o leitor ao erro”, responde.
Cada deputado pode ser ressarcido em até R$ 31,4 mil por gastos efetuados pelo gabinete. Os gastos podem ser feitos em 28 finalidades específicas (transporte, combustíveis, divulgação, serviços gráficos, alimentação, etc). Caso o deputado deixe de gastar esse valor em um mês, pode usar a diferença como crédito no mês seguinte.