Claudio Humberto
O ex-jogador Ronaldo, o Fenômeno, afirmou nesta
segunda-feira (1º) que as “manifestações pacificas” têm seu apoio. Ele
virou chacota na internet por ter dito, antes da onda de manifestações,
que não se faz Copa do Mundo com hospitais. Agora, Ronaldo mudou o
discurso, e defendeu que o investimento público no evento vai deixar uma
herança para a população brasileira. "Percebo que o brasileiro não é
contra a Copa do Mundo, a Copa das Confederações, o povo é contra
corrupção”, justificou. "Acho injustiça misturar as coisas [Copa e os
problemas do país]. Essa é uma grande oportunidade em termos de
investimento para a população", completou. Ronaldo é membro do Conselho
de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de
2014 e a declaração foi dada durante balanço da Copa das Confederações.
Josias de Souza
Membro
de dois tribunais superiores —STF e TSE—, o ministro Marco Aurélio
Mello recebeu a proposta de realização de um plebiscito sobre reforma
política com os dois pés atrás. “Não considero necessário o plebiscito”,
disse. “E os custos serão altíssimos”, acrescentou, sem mencionar
cifras.
O ministro comentou a iniciativa da presidente Dilma Rousseff numa entrevista ao blog, na noite deste sábado (28). Afirmou que a reforma política é algo técnico demais para ser objeto de um plebiscito. Acha que já não há como aprovar mudanças em tempo de aplicá-las nas eleições de 2014, como quer o Planalto.
Reza o artigo 16 da Constituição que mudanças nas regras do processo eleitoral não podem ser aplicadas às eleições que ocorram até um ano da data da sua vigência. Dito de outro modo: para vigorar em 2014, as alterações teriam de ser aprovadas antes do próximo dia 5 de outubro.
Antevendo a falta de tempo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a afirmar que esse princípio da anualidade pode ser flexibilizado se o povo autorizar no plebiscito. Marco Aurélio Mello discorda: “Uma emenda nesse sentido seria casuística”
E se o povo consentir? O ministro responde citando uma frase que atribui ao jurista Fábio Konder Comparato: “A Constituição também submete o povo.” Marco Aurélio acrescenta: “A menos que queiram fazer uma revolução, rasgando a Constituição.”
O ministro comentou a iniciativa da presidente Dilma Rousseff numa entrevista ao blog, na noite deste sábado (28). Afirmou que a reforma política é algo técnico demais para ser objeto de um plebiscito. Acha que já não há como aprovar mudanças em tempo de aplicá-las nas eleições de 2014, como quer o Planalto.
Reza o artigo 16 da Constituição que mudanças nas regras do processo eleitoral não podem ser aplicadas às eleições que ocorram até um ano da data da sua vigência. Dito de outro modo: para vigorar em 2014, as alterações teriam de ser aprovadas antes do próximo dia 5 de outubro.
Antevendo a falta de tempo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a afirmar que esse princípio da anualidade pode ser flexibilizado se o povo autorizar no plebiscito. Marco Aurélio Mello discorda: “Uma emenda nesse sentido seria casuística”
E se o povo consentir? O ministro responde citando uma frase que atribui ao jurista Fábio Konder Comparato: “A Constituição também submete o povo.” Marco Aurélio acrescenta: “A menos que queiram fazer uma revolução, rasgando a Constituição.”



