terça-feira, 6 de novembro de 2012

Lista aponta 10 "práticas de corrupção" comuns no dia a dia do brasileiro






UOL


Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e o Instituto Vox Populi.

Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.

"Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público", diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.


Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção", que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.

Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.

Não dar nota fiscal
Não declarar Imposto de Renda
Tentar subornar o guarda para evitar multas
Falsificar carteirinha de estudante
Dar/aceitar troco errado
Roubar TV a cabo
Furar fila
Comprar produtos falsificados
No trabalho, bater ponto pelo colega
Falsificar assinaturas

"Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções", afirma o promotor. "Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção."
Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

Otimismo

Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmar que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.

A psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), afirma que em 12 anos trabalhando com ações anti-corrupção ela nunca esteve tão otimista - e justamente por causa dos jovens.

"Quando começamos, havia um distanciamento do jovem em relação à política", diz Lizete. "Aliás, havia pouco engajamento em relação a tudo, queriam saber mais é de festas. A corrupção não dizia respeito a eles."

"Há dois anos, venho percebendo uma grande mudança entre os jovens. Estão mais envolvidos, cobrando mais, em diversas áreas, não só da política."

Para Lizete, esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.

Mas se a internet está ajudando os jovens, na opinião da psicóloga, as escolas estão deixando a desejar na hora de incentivar o engajamento e conscientizá-los sobre a corrupção

"Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas. O que é uma pena, porque agora, com o mensalão, temos um enorme passo para a conscientização, mas que pouco avança se a educação não seguir junto", diz a diretora. "É preciso ensinar esses jovens a ter ética, transparência e também a exercer cidadania."

Políticos x cidadão comum

Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política.

Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves. Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.

De acordo com o Ministério Público, a corrupção corrói vários níveis da sociedade, da prestação dos serviços públicos ao desenvolvimento social e econômico do país, e compromete a vida das gerações atuais e futuras.

Os apagões advertem: Dilma pode presidir a escuridão que Lula fingiu ter revogado


Nomeado ministro de Minas e Energia em janeiro de 2008, Edison Lobão mostrou já no primeiro apagão que o padrinho José Sarney indicara o homem errado para o cargo errado: em vez de anunciar o que faria para tirar da UTI o sistema de distribuição de energia, o agregado da Famiglia rebaixou o que ocorrera a “interrupção no abastecimento de eletricidade”. Há um mês e meio, quando mais uma pane escureceu as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, foi a vez de Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, recorrer a malandragens semânticas para desdenhar do perigo.
“O que aconteceu foi um ‘apaguinho’ e não um apagão, como o de 2001″, fantasiou Chipp. “Esse durou pouco tempo”. Por tal critério, tampouco fora apenas um “apaguinho” o blecaute que, dois meses antes, afetara a região Nordeste. Por ordem de Lula, não existe apagão no Brasil Maravilha que o chefe pariu e Dilma Rousseff amamenta. Esse tipo de escuridão foi inventado por Fernando Henrique Cardoso e revogado em 2003 pelo maior dos governantes desde Tomé de Souza.
Alguém esqueceu de avisar o ministro interino Márcio Zimmermann, surpreendido na madrugada desta sexta-feira pelo sumiço da energia elétrica em todos os nove Estados do Nordeste e parte da região Norte. O substituto de Lobão, convém ressalvar, evitou disciplinadamente a palavra proibida: nas entrevistas que concedeu, apagão virou “evento”. Mas pelo menos não fez de conta que a situação é tão boa que, se melhorar, estraga. Já é alguma coisa.
“Há uma diminuição de confiabilidade no sistema elétrico brasileiro”, reconheceu Zimmermann. “O quadro não é normal”. O que o interino qualifica de anormal pode ser a antessala do colapso. Ministra de Minas e Energia entre 2003 e 2007, Dilma Rousseff nunca foi além de remendos. A troca de Dilma por Edison Lobão serviu apenas para reafirmar que, no Brasil, o que está péssimo sempre pode piorar.
Em 2001, Fernando Henrique Cardoso admitiu a existência de carências graves e enfrentou a crise sem malandragens de palanqueiro. Lula e Dilma preferiram varrer o problema para baixo do tapete. Junto com milhões de brasileiros que seguem dormindo o sono dos crédulos profissionais. Dilma pode acordar no meio da escuridão que, embora revogada por Lula, não terá prazo para terminar.
“Um apagão é um problemaço”, escreveu em sua coluna o jornalista Carlos Brickmann. “Três apagões em 34 dias são mais do que três problemaços: são uma indicação de que o sistema brasileiro de energia enfrenta problemas. Pior: o  governo sabe dos problemas, tanto que teme falta de luz quando acaba uma novela; e continua brincando de explicar. A última: “não é apagão, é apaguinho”.
Brickmann endossa o alerta do especialista Ildo Sauer, professor da USP: “Uma parte do sistema é cinquentão e deveria ter passado por um processo de manutenção e substituição. A indicação mais óbvia de que isso não ocorreu são os apagões”. E encerra a nota com a localização do paradeiro de Edison Lobão: “O ministro das Minas e Energia está hospitalizado em São Paulo. Ele sabe o que faz: no Hospital Albert Einstein, há ótimos geradores”.

Por Augusto Nunes

Fatores eleitorais’, por Miguel Reale Júnior


PUBLICADO NO ESTADÃO

MIGUEL REALE JÚNIOR
Há dez anos José Serra disputava as eleições presidenciais. De lá para cá participou de todos os pleitos: Prefeitura de São Paulo em 2004, do qual saiu vencedor; em 2006 concorreu ao governo do Estado e ganhou com facilidade no primeiro turno. Não tentou a reeleição de governador, mas encarou em 2010 o desafio de nova disputa pela Presidência. Em 2012 tergiversou, disse não ser candidato à Prefeitura, mas as pesquisas, que o colocavam em primeiro lugar disparado, o animaram a tentar novamente ser prefeito.
Trata-se de demonstração precisa de desgaste de material: o nome bem conhecido, que surge mais facilmente à mente do eleitor meses antes das eleições, vai sofrendo rejeição ao longo do processo eleitoral. Mais do mesmo. Lula, ao apresentar Fernando Haddad como candidato a prefeito no Programa do Ratinho, antes do período eleitoral, disse: “O povo votará no novo porque a população de São Paulo quer mudança”. Haddad timbrou sua campanha no tema “o homem novo para um tempo novo”.
Agora Lula antecipa a indicação de candidato a governador de São Paulo, mencionando que o pleiteante ao Palácio dos Bandeirantes pelo PT deve ser o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estreante em eleições.
Seria a apresentação de uma novidade eleitoral a fórmula de sucesso válido para todos os quadrantes? O que vale para São Paulo vale para a Grande São Paulo? O que constitui um mote forte para São Paulo pode não ser para uma cidade vizinha. E Lula sabe disso, pois em Diadema, município ao lado da capital, saiu em defesa da reeleição de seu candidato, Mario Reali, derrotado nas urnas, dizendo o inverso do que falou sobre Haddad e Serra: “O importante é que o povo não entre numa aventura. Em 1989, o novo era o Collor e vocês sabem o que aconteceu neste país. Não podemos colocar na prefeitura alguém que não administrou nem a própria cozinha”.
Nem se pensa em criticar Lula por sua manifesta “virtude” da incoerência, que pratica com tanta proficiência e desenvoltura. É um caso perdido.
O que importa analisar é se o novo é uma exigência atual da sociedade e se Lula é mesmo um grande eleitor. As urnas demonstram que a receita do novo e o apoio de Lula não constituem, na verdade, uma solução universal, garantidora de vitória. Pois se valeu para São Paulo, não serviu para Belo Horizonte, onde o prefeito foi reeleito contra todo o esforço de Lula e Dilma, que se empenharam a fundo em favor de Patrus Ananias. Marcio Lacerda representava nas eleições o velho e o antagonismo a Lula, mas venceu no primeiro turno.
Já no Recife, o PT, que governa a cidade há 12 anos, se viu derrotado por um candidato novo, Geraldo Julio, eleito no primeiro turno. Humberto Costa, o candidato do PT imposto por Lula, representava o velho, como conhecido político pernambucano, antes vereador, deputado estadual, federal, secretário de Estado, ministro e senador. Figurou só em terceiro lugar, atrás do candidato do PSDB.
O candidato a prefeito de Salvador também sustentado por Lula e Dilma, o petista Nelson Pelegrino, deputado estadual e federal, foi vencido por político de franca oposição ao lulismo, o neto de ACM, o ACM Neto, uma mistura do velho e do novo, revivendo a imagem do avô, legendário coronel da política baiana. O PT perdeu também em Fortaleza, sofrendo, portanto, derrota nas principais capitais do Nordeste. No Norte foi vencido em Manaus e Belém.
Em Campinas, Jonas Donizette, antigo vereador, deputado estadual e federal, ganhou a eleição de pretendente novo, apoiado por Lula e Dilma, o ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Mário Pochmann.
Como se vê, as eleições municipais têm sua lógica própria. Nem Lula nem o novo são os fatores determinantes do sucesso ou da derrota. As eleições municipais seguem preferências muito específicas dos problemas vividos pelas cidades. Não se conseguiu nacionalizar as eleições municipais. O mensalão e o apoio de lideranças nacionais tiveram sua influência, mas não foram determinantes.
A condenação do núcleo político do PT, em vista de sofisticado esquema de manutenção do poder por meio de corrupção, apesar de colar essa marca no partido, pouco respingou na opção municipal: em geral não se deixou de votar em Haddad por ter a cúpula do PT sido condenada nem se votou por essa razão em Serra. Tal não significa desinteresse pelo mensalão, mas sensível compreensão de que o voto hoje em candidato a prefeito não condena nem absolve o passado de terceiros. Será, contudo, diverso no pleito para presidente.
A vitória de Haddad não constitui a absolvição do PT nem a condenação do Supremo Tribunal Federal, e em especial do ministro relator Joaquim Barbosa, visto como fidedigno portador da justiça por muitos eleitores do petista.
Resumindo, em muitas cidades o novo foi vencedor, bem como Lula e Dilma foram os ganhadores. Mas, ao mesmo tempo, o velho venceu e Lula e Dilma foram derrotados em colégios eleitorais importantes. É preciso, portanto, examinar cada município em suas condições particulares e em face das figuras dos concorrentes: em São Paulo, foi Haddad que ganhou ou Serra que perdeu, visto seu elevado índice de rejeição?
O processo do mensalão deve perdurar como exemplo. Não cabe condenar alguém tão só para intimidar os demais membros da sociedade, mas a condenação justa de fatos comprometedores do cerne das instituições democráticas pode ajudar a que a classe política venha a exercer corretamente suas funções.
Em suma, a condenação no mensalão não se refletiu nas eleições municipais, nem se pode considerar Lula, Aécio Neves ou Eduardo Campos como grandes eleitores, pois cada município apresentou razões próprias para suas opções conforme características específicas.

Inimigo meu


Lula quer que Dilma rompa a tradição de ir à posse do novo presidente do STF, dia 22, em represália ao trabalho de Joaquim Barbosa como relator do processo do mensalão. O ministro ainda espera a audiência que pediu para entregar o convite pessoalmente a presidenta.

Por Claudio Humberto

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Anistia para os mensaleiros


Por Danuza Leão, Folha

Sempre ouvi falar que decisão da Justiça não se discute, se acata. Mas não é o que acha o Partido dos Trabalhadores.
Há os que dizem que um passado limpo tem que ser levado em conta na hora da aplicação das penas. Dentro dessa teoria, Marcos Valério não poderia ter sido condenado a 40 anos de prisão, quando o norueguês que matou 77 pessoas foi condenado a 21 anos. E, se o pai de Isabela Nardoni e sua madrasta foram condenados, respectivamente, a 31 e 27 anos de prisão, como então condenar, por crimes que nem foram de sangue, pessoas de “alto valor social”, se os crimes destes indivíduos foram apenas de colarinho branco?
Os exemplos se multiplicam, e o PT se prepara para uma grande campanha a favor dos pobres condenados, valorosos combatentes contra a ditadura que lutaram pela volta da democracia. Nesse tempo eles conviveram com o autoritarismo e, pelo visto, aprenderam e gostaram. Eles lutaram pela democracia? Lutaram, sim.
Assaltaram os cofres públicos para poderem se perpetuar no poder? Assaltaram, sim. Quem diz isso não sou eu, são os ministros do Supremo Tribunal Federal. E, entre acreditar no que dizem os réus, seus advogados e o PT ou em ministros do quilate de Celso de Mello, Ayres Britto, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, fico com os últimos.
Assisti a todas as sessões do mensalão; no início, com alguma dificuldade para entender o que diziam e, depois, já mais familiarizada com o “juridiquês”. Lembrei da CPI, dos depoimentos, fiquei sem entender quem enviou o dinheiro para pagar a Duda Mendonça -Mas não é crime enviar dinheiro para o exterior? E quem mandou, afinal?- e confiei no julgamento dos ministros. Afinal, se não se confia no que dizem os ministros da Suprema Corte -tirando uma ou duas exceções-, confiar em quem?
Ainda vamos ter muito tempo para os acórdãos, os memoriais, o recesso do Judiciário, o Natal, o Carnaval e a Semana Santa, tempo é que não vai faltar. E leio estupefata, naFolha, que José Genoino, condenado por corrupção e formação de quadrilha, tem o apoio do PT para assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, já que é suplente de um deputado que foi eleito para a prefeitura de São José dos Campos. O PT apoia, e, segundo o presidente do partido, Genoino vai assumir “sem problema algum”. Alguém deve estar louco neste país.
Os deputados já condenados continuam deputados, e os ministros do Supremo ainda vão decidir se eles vão perder os mandatos. Mas, na opinião do presidente da Câmara, Marcos Maia -do PT, é claro-, a cassação deve passar pelo plenário. E se a maioria dos deputados for contra a cassação, como é que fica?
Uma curiosidade: que tipo de solidariedade o ex-presidente Lula vai prestar a seus antigos amigos, companheiros que o ajudaram a fundar o partido, que partilharam com ele do poder e que agora estão na pior? Um churrasco seria o mínimo, pela antiga amizade.
E a pergunta que não quer calar: quem é, afinal, Dilma Rousseff? De quem se trata? Às vezes ela faz um agrado à opinião pública e demite alguns ministros, ministros cujas roubalheiras são chamadas de “malfeitos” e foram denunciadas pela imprensa, pois ela não sabia de nada, claro; seus apagões são chamados de “apaguinhos”; quando Lula chama, ela vai correndo a São Paulo receber suas ordens, tipo nomear Marta Suplicy para um ministério, para em troca ela fazer campanha para o Haddad. E já se murmura que lá pelo final do ano, quando as coisas tiverem esfriado, pode haver uma anistia geral aos criminosos, basta Lula querer.
Mas que paísaram pela democracia? Lutaram, sim.
Assaltaram os cofres públicos para poderem se perpetuar no poder? Assaltaram, sim. Quem diz isso não sou eu, são os ministros do Supremo Tribunal Federal. E, entre acreditar no que dizem os réus, seus advogados e o PT ou em ministros do quilate de Celso de Mello, Ayres Britto, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, fico com os últimos.
Assisti a todas as sessões do mensalão; no início, com alguma dificuldade para entender o que diziam e, depois, já mais familiarizada com o “juridiquês”. Lembrei da CPI, dos depoimentos, fiquei sem entender quem enviou o dinheiro para pagar a Duda Mendonça -Mas não é crime enviar dinheiro para o exterior? E quem mandou, afinal?- e confiei no julgamento dos ministros. Afinal, se não se confia no que dizem os ministros da Suprema Corte -tirando uma ou duas exceções-, confiar em quem?
Ainda vamos ter muito tempo para os acórdãos, os memoriais, o recesso do Judiciário, o Natal, o Carnaval e a Semana Santa, tempo é que não vai faltar. E leio estupefata, naFolha, que José Genoino, condenado por corrupção e formação de quadrilha, tem o apoio do PT para assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, já que é suplente de um deputado que foi eleito para a prefeitura de São José dos Campos. O PT apoia, e, segundo o presidente do partido, Genoino vai assumir “sem problema algum”. Alguém deve estar louco neste país.
Os deputados já condenados continuam deputados, e os ministros do Supremo ainda vão decidir se eles vão perder os mandatos. Mas, na opinião do presidente da Câmara, Marcos Maia -do PT, é claro-, a cassação deve passar pelo plenário. E se a maioria dos deputados for contra a cassação, como é que fica?
Uma curiosidade: que tipo de solidariedade o ex-presidente Lula vai prestar a seus antigos amigos, companheiros que o ajudaram a fundar o partido, que partilharam com ele do poder e que agora estão na pior? Um churrasco seria o mínimo, pela antiga amizade.
E a pergunta que não quer calar: quem é, afinal, Dilma Rousseff? De quem se trata? Às vezes ela faz um agrado à opinião pública e demite alguns ministros, ministros cujas roubalheiras são chamadas de “malfeitos” e foram denunciadas pela imprensa, pois ela não sabia de nada, claro; seus apagões são chamados de “apaguinhos”; quando Lula chama, ela vai correndo a São Paulo receber suas ordens, tipo nomear Marta Suplicy para um ministério, para em troca ela fazer campanha para o Haddad. E já se murmura que lá pelo final do ano, quando as coisas tiverem esfriado, pode haver uma anistia geral aos criminosos, basta Lula querer.
Mas que país

Custódio ameaça sair da prisão e denunciar o PT


Por Fernando Tupan, via Jornal do Estado:
Preso por desvio de dinheiro público, o ex-vereador Custódio da Silva deverá ser solto nos próximos dias. Ao deixar o presídio, Custódio pretende seguir até o Ministério Público para entregar dossiês contra ex-vereadores petistas, que segundo ele, agiam da mesma maneira no período em que estavam na Câmara Municipal de Curitiba.

Dói sempre no nosso bolso. Até quando iremos deixar ?


A poderosa FIFA não pagará impostos ao Brasil

A bilionária FIFA, uma das entidades mais poderosas e ricas do mundo, lucrará horrores com a realização da COPA 2014  e não pagará impostos ao Brasil. Detentora privilegiada de todos os direitos sobre exploração econômica do monumental evento, estará isenta do pagamento de impostos. Enquanto isso os brasileiros continuarão esmagados  por uma das mais pesadas cargas tributárias do Planeta.