terça-feira, 9 de outubro de 2012

O grande derrotado

Ze Beto

por Célio Heitor Guimarães
Não é difícil dizer quem foi o grande perdedor nas eleições de domingo no Paraná. Luciano Ducci? Coitado dele. Não, não foi Ducci, que a bem da verdade só ia bem na imprensa e nas pesquisas de intenção de voto dos tais institutos de sondagem da opinião pública, uma vez mais desmoralizados pelos resultados, como de costume.
O grande perdedor atende pelo nome de Carlos Alberto Richa, o nosso Beto Boy, que, amparado pelo nome e pelo prestígio do falecido José, chegou ao Palácio Iguaçu e, uma vez lá instalado, pensou que era Lula, capaz de eleger até um poste.
O atual governador imaginava-se o novo dono do Paraná, mas não ganhou nem disputou em nenhum município de expressão do Estado. Pode, porém, incluir em sua biografia a façanha de haver exterminado o PSDB do Paraná, criado pelo seu saudoso pai. E aí repetiu Requião, que, pelos mesmos motivos, aniquilou o PMDB desta província.
O PSDB do Paraná tinha em suas fileiras o melhor, o mais popular e o mais preparado nome para a prefeitura de Curitiba – Gustavo Fruet. O menino Beto, dono do partido, temia Gustavo, tinha inveja dele e julgava-o um concorrente perigoso. Por isso, arredou-o da disputa partidária. Tal qual fizera anteriormente Requião, no PMDB. Gustavo, em busca de ar para respirar, foi empurrado para o PDT, em nome do qual disputará agora o segundo turno.
Beto, tão confiante estava na posse do território curitibano que abriu mão de candidato próprio, peessedebista. Lançou na fogueira a marionete Ducci, fiel escudeiro, incapaz de uma traição. O pobre Ducci nunca participara de uma eleição, não tem traquejo de político, mas acreditou que seria bom de voto, graças ao monte de obras eleitoreiras que espalhou pela cidade, nos últimos meses, convulsionando a vida dos cidadãos curitibanos. Não foi. Agora, terá de consolar-se com um carguinho no executivo estadual, talvez no colendo TC.
O grande jornal da família curitibana tenta minimizar a derrota do governador, estampando em manchete, que o PSDB cresceu no interior e dobrou a representatividade. Cresceu onde, cara-pálida? Em Londrina? Em Maringá? Em Ponta Grossa? Em Cascavel? Em Foz do Iguaçu? Em Guarapuava? Em Umuarama? Em Paranavaí? Em Paranaguá? Em São José dos Pinhais? Tirante Paranaguá, onde ficou em terceiro lugar, em nenhum grande ou médio município do Estado o PSDB, de José Richa, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin, Arthur da Távola e tantos outros, sequer participou do pleito. Pode ter vencido em alguns grotões, e olha lá! Hoje, no Paraná, não passa de legenda coadjuvante. Tudo por obra da grande liderança que ora ocupa o Palácio Iguaçu.
Para 2014, o PSDB deveria começar a pensar em dona Fernanda Vieira, essa sim uma senhora de conteúdo e valor… em todos os sentidos, como atestam aqueles que com ela têm ou tiveram a oportunidade de trabalhar.
Em tempo I: O segundo grande derrotado foi o deputado Rubens Bueno, ex- Álvaro Dias, ex-Requião e atual Beto, que não conseguiu a vagyinha de vice nem eleger a filha ou o genro.
Em tempo II: Como se vê, nem tudo está perdido com o eleitor curitibano.

José Dirceu fará ação política contra prisão





José Dirceu vota protegido por militantes em São Paulo (Marcio Fernandes/AE).
Da Folha de S.Paulo:
Sob risco de condenação pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-ministro José Dirceu avisou a colaboradores que se manifestará, na quarta-feira, à cúpula do PT sobre o julgamento do mensalão. Sua intenção é fomentar um movimento político contra sua provável prisão.
O discurso acontecerá um dia depois da sessão do Supremo que selará o futuro de Dirceu. Será sua primeira declaração após o julgamento. Até agora, quatro dos dez ministros que participam do julgamento votaram sobre seu caso: três pela condenação e um pela absolvição.
A próxima sessão será amanhã. Em recente reunião com aliados e assessores, Dirceu disse que não cairá calado. Antes dedicado a discussões macroeconômicas, o blog do ex-ministro será um instrumento de ação política.
A cargo de sua assessoria política, a mobilização de Dirceu preocupa o comitê eleitoral de Fernando Haddad. O comando da campanha teme que essa articulação afete Haddad na corrida pela Prefeitura de São Paulo, já que o escândalo do mensalão foi explorado pelo adversário tucano, José Serra, no primeiro turno.
Apesar de disposto a falar ao Diretório Nacional do partido -convocado para discutir a sucessão municipal- o ex-ministro evitou contato com o eleitor ontem na hora do voto.
Para driblar o assédio, Dirceu -que até 2010 votava num colégio em Moema, reduto de classe média- pediu transferência de seu domicílio eleitoral para o distrito de Cursino, região periférica da cidade.
Na eleição de 2006, quando foi deflagrado o escândalo do mensalão, Dirceu foi hostilizado ao chegar no colégio onde votava. Chamado de “bandido”, foi alvo de arremesso de pastéis. Em 2010, entrou por um portão lateral, escapando da imprensa.
Ontem, Dirceu optou por votar às 16h20, pouco antes do fechamento das urnas, para não contaminar as campanhas do PT. Segundo explicou a aliados, o horário foi escolhido para que a divulgação de sua imagem só acontecesse depois do encerramento da votação, sem prejudicar Haddad.
Antes de sua chegada, assessores de Dirceu inspecionaram as dependências da escola estadual Princesa Isabel. Pediram que entrasse por um portão lateral. Não foram atendidos.
SEGURANÇAS
Dirceu esperou no apartamento da mulher até que seus assessores montassem a recepção. Militantes e seguranças fizeram um cerco para impedir que eleitores e jornalistas se aproximassem. No tumulto, militantes atingiram repórteres.
Para justificar o incidente, o deputado Vicente Cândido disse que era preciso “proteger os dirigentes”.
“A agressão é recíproca. Se deixar, jornalista agride”.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Alvaro Dias diz que derrota de Ducci foi castigo para o PSDB




“Foi um castigo rotundo, como diria Leonel Brizola. E merecido.” Assim o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, avaliou, ao UOL, a derrota de seu partido na eleição municipal de Curitiba.

Em Curitiba, o PSDB abriu mão de lançar candidato para buscar a reeleição do prefeito Luciano Ducci, do PSB, aliado pessoal do governador Beto Richa, do PSDB. Para isso, Richa costurou uma ampla coligação de 15 partidos.

Vereadores eleitos




Parabéns ao vereador eleito, Geovane Fernandes. Desejo uma excelente gestão!

Contem comigo!

Quero agradecer a todas as pessoas, que manifestaram apoio a minha candidatura.
Agradeço, as pessoas que foram para as ruas divulgar meu nome, minha candidatura e com muito respeito, foram de casa em casa, comercio a comercio, entregar o material de campanha.
Agradeço a equipe do Escritório de Campanha, que diariamente trabalharam, com fé, amor e coragem, sem medir esforços em atingir o nosso objetivo final, a eleição de Mary Derosso.
Agradeço aos meus pais, João e Terezinha, que incluíram em suas preces diárias, pedidos para que Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, fosse meu mentor, guia e protetor. Agradeço pelas palavras de incentivo, de conforto e de esperança, quando me defrontei com algum obstáculo. Foram eles, que me ensinaram a ser, como sou.
Agradeço ao meu irmão, o vereador João Claudio Derosso, minha irmã Fatima Aparecida Derosso Chu, meu cunhado e meus sobrinhos, pela força e o trabalho, na campanha. Aos primos, tios e tias que me apoiaram.
Agradeço aos inúmeros amigos e amigas, que levaram para todos os cantos de Curitiba o meu nome, o meu número. Agradecer aos amigos e colegas da Câmara Municipal de Curitiba, que assim como eu, desejaram ter uma representante dos funcionários, no Plenário de nosso legislativo, defendendo nossa classe, nossa categoria.
Agradeço aos moradores de Curitiba, do centro até os bairros mais distantes, que abriram as portas de suas casas, empresas e comércio, para conhecerem as propostas de campanha.
Enfim, pessoal, muito obrigada, por ACREDITAREM, CONFIAREM E VOTAREM EM MARY DEROSSO – 45000.
Enfim, quero dizer a todos voces,CONTEM COMIGO SEMPRE.




sábado, 6 de outubro de 2012

Justiça determina busca e apreensão de DVDs piratas de Rafael Greca

Jogando sujo e contra a lei


A juíza Adriana Ayres Ferreira, da 3ª Zona Eleitoral de Curitiba, determinou nesta sexta-feira, 5, a busca e apreensão de 60 mil DVDs produzidos pela campanha de Rafael Greca (PMDB) com ataques e ofensas ao prefeito Luciano Ducci (PSB). O conteúdo do DVD é a íntegra do programa de Greca, proibido pela Justiça Eleitoral, que ocasionou a perda de dois minutos do programa eleitoral do peemedebista na última quarta-feira, 3.
Não satisfeito e descumprindo a ordem da Justiça Eleitoral, Greca mandou gravar 60 mil DVDs para distribuir nos terminais e casas em Curitiba. A juíza Adriana Ayres Ferreira, proibiu a distribuição dos DVDs, sob pena de multa de R$ 5 mil por cada cópia, e ordenou a busca e apreensão nas principais praças da cidade e terminais de ônibus, locais com grande fluxo de pessoas, possíveis pontos de distribuição do material.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Veja o que pode e o que não pode nas eleições de domingo


 

Permitido:
- Propaganda através da internet, desde que não seja paga ou divulgada;
- Pesquisa eleitoral já realizada em data anterior e devidamente registrada;
- Uso de instrumentos que auxiliem os analfabetos a votar;
- Auxílio aos eleitores com deficiência.
Proibido
- Compra de voto;
- Propaganda eleitoral: divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos;
- Boca de urna;
- Arregimentação de eleitor (abordagem tendente a influir na vontade do eleitor de forma ilícita);
- Carreata, caminhada, passeata, comício, trio elétrico, carro de som e similares;
- Reuniões públicas;
- Debates;
- Divulgação de nova propaganda eleitoral na imprensa escrita, na TV e nas rádios;
- Uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, coligação ou candidato pelos servidores da Justiça Eleitoral, mesários e escrutinadores. Os fiscais partidários devem colocar nos crachás apenas o nome e a sigla do partido ou coligação;
- Usar celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de rádio comunicação ou instrumentos semelhantes nas cabines de votação;
- Estacionar veículos adesivados em frente aos locais de votação com a intenção de realizar propaganda eleitoral.