segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Réus do Banco Rural coagiram principal testemunha de acusação


Eles recorreram a pedidos de indenização e mandados de busca para encurralá-lo

Thiago Herdy e Amanda Almeida, O Globo



Réus do mensalão, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, os ex-dirigentes do Banco Rural fizeram de tudo para encurralar a principal testemunha da acusação, Carlos Roberto Sanches Godinho, ex-superintendente da área de Compliance do Banco Rural.

De ações de indenização a mandados de busca e ordem judicial para vetar entrevistas, o Rural recorreu aos mais variados instrumentos para evitar que Godinho pusesse ainda mais em risco a imagem da instituição.

Desde que saiu do banco, em setembro de 2005, ele não conseguiu mais emprego na área financeira. Hoje, divide seu tempo entre temporadas nas casas da filha, em Belo Horizonte, e do filho Sérgio, em Natal, Rio Grande do Norte.

domingo, 2 de setembro de 2012

Tá na boca do povo


Estou incomodando?

Todo mundo fala, sobre placas e painéis de campanha, que estão sendo danificados por outros candidatos. Até agora fiquei calada, pois sempre achei que isso era coisa de pessoas pequenas. Mas, agora o bicho pegou e pegou feio. Num local de um amigo da família, onde havia sido colocado a placa de um candidato a vereador da região (de meu partido), no bairro do Pinheirinho, foi colocada uma placa minha e depois uma de outro candidato. Nada de anormal, pois esse amigo, que conhece vários candidatos, acredita que todos tem o direito de colocar sua propaganda em seu imóvel. Pasmem, este candidato, que ali colocou sua placa antes, mandou sua equipe de trabalho retirar sua placa, fotografar a minha e a do outro candidato. Meu amigo, que observou o que estava ocorrendo, imediatamente retirou a minha placa e a outra. No dia seguinte, veio uma van do candidato, com fotógrafos e um jornal do dia e ficaram procurando as nossas placas, que haviam sido retiradas. Foram embora sem nada.
O que será que eles procuravam? Ou seja, enquanto o local era usado só por ele, podia mas, depois a intenção era sacanear os outros. Que feio.
                                                    Até que fiquei bonitinha de diabinha

Mensalão: a origem fraudulenta do dinheiro

Alvaro Dias


A segunda fase do julgamento do mensalão rememora as artimanhas urdidas pelo PT para tentar encobrir a origem fraudulenta do dinheiro que alimentou o esquema de desvio de recursos públicos . A mágica contábil dos empréstimos ficticios, idealizada por aqueles que acreditavam ser possivel tirar coelho da cartola está agora sendo desmontada. O ministro Joaquim Barbosa analisou as denúncias de gestão fraudulenta por parte das instituições financeiras por onde transitaram os milhões do mensalão e que foram desenhadas pela CPMI dos Correios que integrei. O relator do processo no Supremo Tribunal Federal promete não deixar pedra sobre pedra, ou melhor, tostão sobre tostão

Para guardar a lista




Ze Beto

A lista com o nome dos deputados que querem que a lei da aposentadoria seja colocada em prática, se for real e se quem aparece nela tiver coragem de assumir tal atitude (as exceções foram Duílio Genari e o atual líder do governo, Ademar Traiano, que afirmou não ter assinado agora o documento, mas que deu seu voto a favor quando da votação em plenário e acha que ela deve ser cumprida), é uma boa indicação para que os eleitores pensem com muito carinho daqui a dois anos quando forem às urnas para escolher os seus representantes no Legislativo Estadual.



Privatização, submissão do poder político ao capital



por Flavio Lyra *



Sob os aplausos efusivos da grande mídia, do empresariado e de seus representantes políticos no parlamento, o governo Dilma deu mais um passo no processo de privatização de atividades estratégicas do país, com o lançamento de um amplo programa de concessões de ferrovias e rodovias ao setor privado, dentro do conceito de parcerias público- privadas (PPP).

Esta forma disfarçada de privatização constitui uma parceria muito peculiar, pois nela o parceiro estatal entra com grande parte dos recursos financeiros e com a garantia de tarifas remuneradoras e o parceiro privado com um percentual ínfimo de recursos próprios e capacidade gerencial. Configura-se assim a possibilidade para alguns privilegiados de acumular capital sem realizar grandes investimentos, nem correr os riscos associados aos investimentos privados tradicionais.
Emitir juízo de valor sobre o uso do aparelho do Estado para fomentar a privatização de atividades básicas para o desenvolvimento do país requer explicitar o tipo de sociedade que se tem em vista construir. Se o objetivo é caminhar para uma sociedade na qual o controle da propriedade e o comando das decisões econômicas que movem o país estejam nas mãos de um pequeno grupo de indivíduos, que se move segundo uma ótica na qual os interesses coletivos são um mera resultante da consecução de seus interesses particulares, traduzidos estes na busca do lucro e do aumento da riqueza pessoal, não há nada a objetar ao avanço da privatização. Certamente, esse tipo de sociedade implicará a perpetuação das desigualdades sociais existentes e por que não de seu aumento, pois estamos falando de uma sociedade altamente hierarquizada, como a atual, em que o poder real está concentrado nas mãos de uma minoria e na qual a maioria é obrigada a viver nas condições econômicas e sociais ditadas pelos interesses da minoria.
Se, ao contrário, o objetivo é aperfeiçoar a sociedade atual no sentido de que os interesses da coletividade sejam prioritários em relação aos interesses particulares, na qual a liberdade de alguns não se dê em detrimentos da de outros, não deve caber dúvida de que a concentração do poder econômico nas mãos de minorias vai na direção errada.

É bonito isso?

Dos personagens que vão emergindo desta campanha eleitoral há um que se impõe pelas artes marciais. Mestre Pop é candidato a vereador por Rio Bonito, bairro do Tatuquara. O candidato reuniu sua turma de capoeiristas e ali não tem para qualquer outro candidato. “Aqui é na porrada”, diz Mestre Pop ao estilo Massaramduba. E que ninguém diga que o asfalto e outras obras que a prefeitura está fazendo no bairro não se devem ao deputado federal Ratinho Jr, seu candidato a prefeito. É o rabo de arraia da campanha