segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A charge de SPONHOLZ: delação premiada na Petrobras


a charge petebras

‘Temos de votar pelos mortos por 12 anos de descaso com a saúde’


REYNALDO ROCHA

Gracias a la vida! Como em quase tudo, damos valor ao que não temos. Ou estamos perdendo. Defendemos o que merece nossa crença durante a vida. E na véspera de ir-se – como todos irão – LUTAMOS pelo que deixamos de fazer. Pela vida não vivida. Pelos valores óbvios. Pela dignidade. Pelos filhos e filhas. Pelos amigos. Pelo que se pode deixar como legado.
A visão de mundo passa a ser mais intensa. O sentimento de ser menor do que a necessidade. De ser um ponto fora de uma reta (não curva) determinada por um pensamento único.
Não é privilégio nem maldição. É a vida. Assim ela é. Só sabe quem vive, na inteira concepção da palavra.

De onde vem a verdade que nestes tempos negros passou a ser propriedade dos poderosos? Quais valores éticos são valorizados? Ódio, ameaça, ofensa, raiva e mentira passam a ser um alegre modelo de combate. Do mau combate.
Um dia o marqueteiro americano James Carville cunhou a frase célebre ─ “É a economia, idiota!” ─ para identificar o que determinaria o futuro de uma eleição.
No Brasil, é a VIDA, IDIOTA!
Tenho – contra a minha vontade, óbvio… – frequentado hospitais com uma frequência que ninguém merece. Nem escolhe. E a pior parte. Aquela que, a cada nova consulta ou internação, falta um… E ninguém ousa perguntar.
Não sou médico. Sou doente. E como tal entendo a saúde pública no Brasil de modo mais intenso que um médico cubano ou paciente do Sírio Libanês.
Empresários que exploram planos de saúde privados são hoje mandatários da ANS e determinam valores irrisórios pagos a médicos e custos nunca cobertos nos hospitais. A saúde privada desceu ao patamar da pública, em acelerada marcha. As filas são as mesmas, a insatisfação do corpo médico idem. E o governo anuncia avanços na área que Lula acha perto da perfeição.  Seria risível se não fosse ofensivo. E macabro. O resultado é uma sepultura. Adiada para os eleitos. Antecipada para todo o resto: nós.
São doze anos de descaso com a saúde. De não formação de médicos. De sucateamento dos hospitais e centros especializados. De uso da saúde privada como alternativa vulgar do que é obrigação do estado, até o ponto de acabar com ela.
Tenho pressa. Todos deveriam ter. A vida é breve e passa muito rápido.
O uso criminoso de gangues que dominam ministérios e agências de saúde ha doze anos provocou quantas mortes que poderiam ser ao menos adiadas? Querem um inventário pessoal? Básico, particular e real.
Alguns exemplos bastam. Doutor Rebelo, um português, agonizou por 15 dias com um câncer cerebral à espera de ANESTESIA para ser operado. Morreu antes.
Zé Augusto  precisava de interferon. A Receita Federal impediu a entrada do medicamento numa das operações de rotina. Morreu 25 dias depois por septicemia derivada de um câncer de rim.
A dona Aninha, uma senhorinha que pedia para morrer, faltava morfina. Um amigo médico contrabandeou a droga para o hospital. E ela teve os últimos 5 dias de paz e sonhos até partir.
Palito, menino de rua com câncer de pele, cheirava mal. Não havia vaga na UTI. Morreu no corredor. Em cima de uma maca. Aos 15 anos.
Seu João, o padeiro, descobriu que tinha câncer numa consulta. Morreu 18 dias depois de internado. Era ainda o quinto da fila para atendimento.
A bela Analice extirpou o câncer de mama. A recidiva ocorreu três meses depois. Não havia vaga na UTI. Morreu em casa em consequência da metástase devastadora.
Vi médicos com olhos vermelhos nos corredores. Causa: bebida, maconha ou choro. Por dor. Por não desistirem da luta. Por terem escolhido a profissão certa no país errado. Por tentarem ser fortes. Os olhos, que nunca mentem, denunciavam a revolta, a humilhação, a comiseração.
Esse é o Brasil que quero deixar no passado. Que após 12 anos reduziu TUDO (saúde pública ou privada) a um padrão africano.
Tenho pressa. O Brasil deveria ter. Em nome de tantos que em 5 de outubro não irão votar.
Morreram antes.

Para fingir que não é política, a Protetora das Saúvas persegue o poder com a fantasia de retirante de butique

REYNALDO ROCHA

Um dia o prefeito da maior capital do país se definiu como alguém que não era de centro, nem de direita e nem de esquerda. Entendi que ele era de baixo.
Agora temos uma política profissional – sempre viveu disso – repetindo o discurso de Collor: cuidado com os políticos (os outros). O perigo maior é ela própria.
Messiânica, com ar de retirante de butique, seringueira de Brasília e acusadora de todos os que ousam discordar do que diz, Marina Silva faz lembrar o que de pior temos nestas terras tupiniquins: o antigo PT, dono de ética e das verdades. Deu no que sabemos. Difícil escolher entre o descaramento explícito e a desfaçatez silenciosa.

Uma escolha entre Dilma e Marina não é sequer um plebiscito. É uma roleta russa. Envolta em panos (caros) e echarpes (mais ainda), Marina se porta frente aos marineiros como guru a ser idolatrado. Concorda com tudo e não assume nada. Diz platitudes que, se não têm consistência, ao menos entendemos. Entendemos?
Como uma madre Teresa do Acre, cultiva a figura que tenta ser uma Quixote de saias. Mesmo sendo um Sancho Pança famélico.
Não é contra nada. Mas sempre longe de ser a favor de algo, pois para ser a favor é preciso ter ideias.
Dizer-se sucessora de dois ex-presidentes é o cúmulo da prepotência. Quer ser a continuidade e oposição ao mesmo tempo. Quer ser herdeira sem ter sido aliada de um deles. Pelo outro foi usada e usou a imagem de pobres e nordestinos. Uma falta de vergonha e compostura que envergonha qualquer povo da floresta, da cidade ou do butequim.
Quem em sã consciência é contra a luz elétrica? Ter como programa o apoio à luz elétrica é tão assustador quanto pretender ser presidente e contar com quadros (que a Rede de Embalar Idiotas não tem) de outros partidos. Um ministério com Aloysio Nunes e José Dirceu? Com Álvaro Dias e Ideli? Todos irmanados em mantras matinais quando a salvadora e casta presidente adentrar qualquer ambiente?
Marina Silva é um engodo. A Rede sabe disso. Eduardo Campos também sabia. O que ela tem de valioso são os votos de quem, sem entender o que diz, prefere uma frase com pé e sem cabeça a frases sem uma coisa nem outra, como as despejadas por Dilma. É pouco. Muito pouco.
Tancredo morreu e herdamos Sarney. Eduardo deixou essa coisa amorfa e arrogante que se julga a nova dona do Brasil
Triste destino nos tem dado a Velha Senhora. Joga com a vida e morte escolhendo o absurdo para além da morte em si.
Marina escolheu o PSB por falta absoluta de opção. Continua apoiando petistas do Acre e do Rio de Janeiro. Continua sem saber que economia é ciência e não slogan de sonháticos e pesadeláticos.
Continua a criar uma seita, que neste início é ainda mais sectária que o PT.
Acha que em se plantando tudo dá, mesmo que seja no quintal das casas dos protegidos pela falta de estrutura. Não enxerga o agronegócio. Assim como o idiotizado Suplicy (isso explica a amizade que os une) é monotemática. Alguém se lembra de UMA ÚNICA palavra de Marina sobre a saúde e os médicos cubanos? Ou a agressão a Yoani Sanches? Política fiscal? Inflação? Política de desenvolvimento da indústria? Agências reguladoras? Sobre os 39 ministérios e Ali Lula Babá? Sobre a amante Rosemary? Sabe-se o que ela pensa sobre política externa? Infraestrutura? Exportações? Política de emprego e renda?
São detalhes para os marineiros. Na visão tacanha desse grupo, que lembra antigos bandos de hippies em Arembepe, mais importantes são os povos da floresta, a plantação de mandioca e a sustentabilidade que NUNCA foi explicada com clareza.
Marina é insustentável. Insuportável. Despreparada. Fruto de um destino cruel com Eduardo Campos. Dona da verdade. Aproveitadora de partidos e lutas que não são dela.
Marina é – esta sim – um Collor repaginado.
O Caçador de Marajás saiu do Planalto a pontapés do Planalto (aliás, onde estava Marina naquela época?). Quem está tentando entrar é a Protetora das Saúvas, uma praga que agora age em rede.

Dilma ressuscita na TV a obra invisível que, em parceria com Lula, fingiu inaugurar duas vezes para tapear eleitores nordestinos


E o povo acredita e, pior, vota nela.

Em 2009, Lula voltou a jurar de morte o fenômeno que atormenta o Nordeste desde o século 19: a seca acabaria para sempre. Não em 2010, como prometera em 2008, mas dali a três anos, assim que fosse concluída a transposição das águas do Rio São Francisco: “Vai sê inaugurada definitivamente em 2012, a não sê que aconteça um dilúvio ou qualquer coisa”, garantiu o palanque ambulante.
Em 2012, Dilma Rousseff confirmou que, como avisara o padrinho, o sertão iria mesmo virar mar. Mas só em 2014. Dilúvio não houve, nem se soube de qualquer coisa suficientemente poderosa para ordenar ao São Francisco que permanecesse onde sempre esteve. O que teria acontecido? A obra foi subestimada pelos responsáveis, explicou a responsável pela obra.
Meses atrás, convidada a justificar o prosseguimento dos trabalhos de parto iniciados há cinco anos sob a supervisão da Mãe do PAC, Dilma irritou-se com Dilma: “Num acredito que uma obra dessas em qualquer lugar do mundo leve dois anos pra sê feita”. Só no Brasil Maravilha que o padrinho criou e a afilhada aperfeiçoa. Tanto assim que, na semana passada, a candidata à reeleição confessou que o deslumbramento fluvial não se tornará visível tão cedo.
De volta ao São Francisco para gravar cenas planejadas pelo marqueteiro João Santana, a supergerente caprichou no dilmês de comício para explicar os motivos de mais um adiamento: Tente entender o palavrório reproduzido sem retoques nem correções:
“Acho que uma parte significou a chamada curva de aprendizado, você tem de aprender a fazer. A segunda parte, eu acho que a complexidade da obra é maior do que se supunha, principalmente quando você considera que não é pura e simples a abertura de canal. É também estações de bombeamento”.
Cenas da visita ao rio que teima em não sair do leito ilustraram a ressurreição da vigarice franciscana no horário eleitoral da TV. Além de exterminar a seca, o milagre das águas agora também vai “irrigar esperanças e secar muita lágrima dos nordestinos”. Basta votar em Dilma e ter paciência para esperar mais um ano e pouco. Ou mais um mandato. Ou mais um século.
Haja cinismo.

Delação premiada preocupa e Dilma exalta Petrobras


Presidenta disse que a Petrobras está acima de crimes e malfeitos
Diário do POder
Site Dilma Rousseff - Dilma Rousseff copy
Dilma disse que Petrobras é maior que qualquer malfeito de seus agentes e diretores. Foto: site pessoal

Brasília - Após o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa decidir fazer delação premiada, a candidata à reeleição Dilma Rousseff disse neste domingo, 24, que “não se pode confundir as pessoas com as instituições” e que a estatal está acima de eventuais desvios de conduta cometidos por seus integrantes.
“A Petrobras é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos, crimes -ou, se for julgado, que se mostre que foi condenado. Isso não significa uma condenação da empresa. Não se pode confundir as pessoas com as instituições”, disse Dilma, que convocou uma coletiva de imprensa na manhã de ontem no Palácio da Alvorada.
“O Brasil e nós todos temos de aprender que se pessoas cometeram erros, mal-feitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso. Inclusive, nas instituições – qualquer uma – e nas empresas – inclusive nas que vocês trabalham -, pode ocorrer isso”, prosseguiu a petista, dirigindo-se aos repórteres.
A Polícia Federal deflagrou na semana passada a quinta fase da operação Lava Jato, vasculhando endereços de 13 empresas de consultoria, gestão e assessoria, ligadas a uma filha, a um genro e a um amigo do ex-diretor da Petrobras. A Procuradoria da República apontou “vertiginoso acréscimo patrimonial” dessas empresas na época em que Costa foi diretor da Petrobrás.
A Lava Jato investiga suspeitas de existência de um suposto esquema de lavagem de bilhões de reais. “Não existe nenhuma instituição acima de qualquer suspeita quando se trata dos seus integrantes. Porque os homens e as mulheres é que falham, não são as instituições necessariamente”, comentou Dilma. “A Petrobras está acima disso. Eu não tenho o que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada, isso não é objeto do interesse da Presidência da Republica.”

‘Lava Jato’ dedica atenção especial ao Maranhão

  • Diário do POder
     
    As investigações da Operação Lava Jato dedicam capítulo especial ao Maranhão, onde há 5 meses foi preso o megadoleiro Alberto Youssef. O monitoramento dos suspeitos permitiu verificar que outro doleiro, Carlos Habib Chater, ao ser preso na Lava Jato, empenhava-se em “internalizar” (trazer do exterior, no jargão do submundo) US$ 5 milhões (R$ 11 milhões) para uma campanha eleitoral majoritária, no Estado.
  • O destinatário dos US$ 5 milhões, cujo nome é mantido sob sigilo, só será investigado após o Supremo autorizar: é membro do Congresso.
  • A ex-contadora Meire Poza acusou Youssef de pagar propinas a autoridades do governo de Roseana Sarney, e de receber comissões.
  • Investiga-se também o esquema para o pagamento de precatórios à Constran UTC Engenharia, também revelado pela ex-contadora.
  • Roseana Sarney afirmou que cumpria ordem da Justiça local, ao pagar precatórios à Constran, mas o Tribunal de Justiça negou prontamente.

Candidatos no DF cuidam bem do patrimônio


Candidatos no DF cuidaram muito bem do patrimônio nos últimos anos
Diário do POder
Antonio Reguffe Geraldo Magela Gim Argello copy
Antonio Reguffe (PDT), Geraldo Magela (PT) e Gim Argello (PTB): crescimento patrimonial
A evolução patrimonial dos candidatos ao Senado, no Distrito Federal, revela que das contas pessoais eles cuidam muito bem: Gim Argello (PTB), candidato à reeleição, tinha R$ 805 mil em 2006 (quando sua chapa venceu a eleição) e oito anos depois pulou para R$ 4,5 milhões. Dos R$ 2,3 milhões em 2010, Geraldo Magela (PT) acumula hoje R$ 3,8 milhões. Reguffe (PDT), foi de R$ 1,8 milhão para R$ 2,8 milhões.
Candidata a suplente de senador, Weslian Roriz, mulher de Joaquim Roriz, declara patrimônio de R$660 mil. Em 2010, eram R$5,2 milhões.
Nacional
José Maria Eymael (PSDC) é o mais rico dos candidatos a presidente: sua fortuna de R$5,13 milhões. Todos os rivais somam R$5,9 milhões.
Marina Silva declarou ter bens que somavam R$ 149 mil em 2010. Este ano seu patrimônio encolheu para R$ 135 mil.