quarta-feira, 13 de julho de 2016

NÃO HÁ UM PRESO SEQUER NO BRASIL POR TERRORISMO


BRASIL IGNOROU ACORDO INTERNACIONAL ANTITERROR POR 14 ANOS

Fruet enfrenta protesto por cortes na educação e de vagas nas creches


O sindicato do magistério de Curitiba vai protestar nesta quinta-feira, 14, durante a passagem da tocha olímpica, contra os cortes do prefeito Gustavo Fruet (PDT) na educação. Os professores vão se reunir na praça Nossa Senhora da Salete, ao lado da Prefeitura, a partir das 9h30. As informações são do Massa News.

O sindicato diz que escolas e creches podem não reabrir no segundo semestre por falta de profissionais. O Sismmac informa que há pelo menos 590 vagas efetivas que precisam ser substituídas urgentemente com a nomeação de aprovados em concursos.
“Entretanto, a Prefeitura ainda não sinalizou qualquer contratação e ainda impôs cortes no final do semestre que visam enxugar o número de servidores e adiar ainda mais a necessária contratação”, diz nota do sindicato.
O sindicato ainda cita que o protesto será contra o “fechamento de turmas e classes especiais, contra a retirada dos articuladores das escolas integrais e contra a suspensão dos contratos temporários para agentes de leitura e apoio nos CMAEs”.
O sindicato ainda informa que os professores vão “expor a realidade da rede de pública de ensino e os prejuízos que as medidas impostas por Fruet podem causar na qualidade da educação”.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Requião quer montar QG para Lula em Curitiba


Da coluna do jornalista Giba 1
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) ofereceu sua própria casa para o ex-presidente Lula quando precisar ter um QG no Paraná para tentar caçar mais votos contra o impeachment na região sul do país.

62% desaprovam Fruet, aponta Ibope


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Nunca antes, em toda a história de Curitiba, um prefeito teve rejeição tão grande e desaprovação tão extensa de sua administração. A pesquisa Ibope mostra que 62% dos eleitores curitibanos desaprovam o governo do prefeito Gustavo Fruet, do PDT. Apenas 29% acham que a administração vai bem. Os que não sabem ou preferem não responder totalizam 9%. Os que declaram não confiar em Fruet são 63%, enquanto os que dizem confiar somam 29%.
A administração de Fruet é avaliada de maneira negativa (ruim ou péssima) por 42%, enquanto que 38% a avaliam de forma regular. Consideram a administração ótima ou boa, 20% dos curitibanos.
O Ibope fez 805 entrevistas entre os dias 2 e 6 de julho e margem de erro é de 3. A pesquisa está registrada no TSE sob o número número PR-05852/2016.
(foto: divulgação)

Empresa ligada à Odebrecht comprou sede para Instituto Lula, diz PF


lula
Em junho de 2010, a construtora Odebrecht adquiriu um prédio de três andares na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo, e planejava instalar ali a sede do futuro Instituto Lula, de acordo com a força-tarefa da Operação Lava-Jato. A compra foi feita em nome da DAG Construtora, de Salvador, que pertence a Demerval Gusmão, amigo e parceiro de negócios de Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira. As informações são d’O Globo.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O crime compensa?


Eliane Cantanhêde
Estarrecida, a opinião pública brasileira é surpreendida, todo santo dia, com uma nova operação da Polícia Federal e detalhes nauseantes de corrupção. Num dia, assalto ao crédito consignado de servidores endividados. No outro, desvio de verbas da Lei Rouanet para casamentos luxuosos. Num terceiro, mensalinho para a madrinha da bateria de uma escola de samba e R$ 18 milhões para empresa desistir (!) de contrato. E os valores?! Ladrão de colarinho branco não é nada modesto, tudo é na casa dos R$ 70 milhões, R$ 100 milhões, R$ 370 milhões…

Por trás desses desvios “pitorescos” de dinheiro público e desses milhões surrupiados da saúde, da educação, da habitação…, há sempre um esquema envolvendo agentes públicos, empresas privadas, doleiros e, invariavelmente, políticos. Um “abismo” de corrupção, como ilustra o nome da nova operação, com foco no Centro de Pesquisa da Petrobrás.
Há um lado péssimo nisso tudo, a revelação de quão corrupto o Brasil se tornou, até bater nesse “abismo”. E há um lado ótimo: nunca antes neste país as investigações foram tão longe, atingiram tantos culpados e remexeram tanto as entranhas de um poder doentio, fétido. Mas há ainda incertezas quanto às consequências. Quando um Carlinhos Cachoeira ressurge, todo sorridente, sendo mais uma vez preso,para ser solto no dia seguinte, a sensação é de indignação. Santa falta de tornozeleiras!
Em 2002, Cachoeira filmou um pedido de propina de Waldomiro Diniz, braço direito de José Dirceu no início da era Lula. Em 2012, Cachoeira caiu na Operação Monte Carlo, sobre um esquema de máquinas caça-níquel, e ficou nove meses preso. Em 2013, foi flagrado dirigindo embriagado e se safou ao pagar fiança. Em 2016, caiu de novo, agora na Operação Saqueador, sobre lavagem de R$ 370 milhões.
Foi aí que a opinião pública descobriu que, apesar de condenado a 39 anos por peculato, corrupção ativa, violação de sigilo e formação de quadrilha, Cachoeira vai muito bem, obrigada, com mulher bonita e filha bebê – enquanto os não delatores, como José Dirceu, amargam a dura vida na cadeia. O que ainda falta para que esse contraventor pare de rir e pague pelos crimes que cometeu, comete e continuará cometendo?
A isso se some a boa vida dos ladrões de colarinho branco que entregam os comparsas. A delação premiada é um instrumento efetivo, reconhecido e essencial nas investigações, mas, com o número de delatores chegando perto de cem, o prêmio começa a parecer excessivo. Muito roubo para pouca pena. Como mostrou a revista IstoÉ desta semana, Pedro Barusco, ex­-gerente da Petrobrás (atenção: nem diretor era!), fez delação, comprometeu-­se a devolver US$ 100 milhões (quase R$ 400 milhões) e, assim, livrou­-se da cadeia e está recolhido ao aconchego do lar, uma bela mansão com piscina, na praia de Joatinga, com uma das vistas mais lindas do Rio.
E vai por aí afora. Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Fernando Baiano e, não tarda muito, também Sérgio Machado, roubaram, roubaram e roubaram dinheiro público, mas, como delataram os outros, são punidos com tornozeleiras e trocam celas inóspitas, macacões coloridos, banhos frios e rancho indigesto – destinados, por exemplo, a Roberto Jefferson – e vão lamentar a sorte em mansões de milhares de metros quadrados, quadras desportivas, piscinas espetaculares, vistas estonteantes. Vale a pena delatar! Vale a pena roubar?
Só falta agora o deputado afastado Eduardo Cunha delatar todo mundo, devolver um bocado de verdinhas das suas trustes na Suíça e aderir a uma tornozeleira eletrônica para curtir férias douradas num apartamento milionário, abastecido com os melhores uísques e os vinhos mais caros, com a mulher desfilando suas bolsas Prada do quarto para a sala e da sala para a cozinha.
Pronto, Justiça feita!

MST impõe regime de terror no Paraná; impeachment leva o movimento ao terrorismo ambiental


Do Ucho Haddad
Pequeno município do Paraná, com 32 mil habitantes, Quedas do Iguaçu vive uma realidade paralela que lembra o enredo de um filme de terror. Mais da metade da população da cidade tem seu emprego ou atividade econômica gerada pela reflorestadora Araupel, que opera com beneficiamento de madeira. Pois foi justamente nessa área, altamente produtiva, que o MST decidiu invadir há cerca de 20 anos. A ousadia e a violência aumentaram muito durante o ciclo do PT, que deu a esses contumazes violadores da Constituição a certeza da impunidade.
A iminência do impeachment da afastada Dilma Rousseff tem levado essa violência ao paroxismo. Incêndios criminosos em áreas de preservação permanente têm se multiplicado como rastilho de pólvora. Um deles, no início da semana, provocou a destruição de grande área de preservação permanente.
O temor é de que o MST tenha decidido partir para o terrorismo ambiental e que venha a provocar grandes incêndios para inviabilizar a atividade econômica na região. Seria uma forma de protestar contra o provável impeachment de Dilma Rousseff, que tem mantido – à custa do dinheiro público – o MST e seus abusos.
Os sem-terra criaram uma espécie de estado paralelo, no qual as leis brasileiras simplesmente são ignoradas. Os baderneiros invadiram e fundaram dois ‘assentamentos’ dentro da área da Araupel, onde os integrantes do movimento mantêm escolas de guerrilha, usam armas pesadas, caçam animais silvestres, roubam madeira, assaltam moradores, sequestram jornalistas e intimidam a população que teme que esse ciclo de violência termine com o fechamento da empresa, o fim dos empregos e a ruína da cidade.
Os abusos do MST em Quedas do Iguaçu têm propiciado um grande número de incidentes com a Polícia Militar, que frequentemente é acionada pelos moradores e pela Araupel, em tentativa de conter os desvarios dos sem-terra. Eventualmente, esses conflitos resultam em feridos e até em mortos. Nesses casos o MST utiliza os confrontos que, invariavelmente, foram provocados pelo próprio movimento, como forma de denunciar a “violência da direita”.
O receio, agora, é de que a iminência do impeachment da presidente afastada leve o MST muito além da violência que costuma usar na região. A esperança é de que o novo governo faça cumprir as leis do País também em Quedas do Iguaçu, enquadrando os criminosos de acordo com o que determina a legislação vigente.