terça-feira, 14 de julho de 2015

Demitido por reivindicar melhores condições de trabalho, agente de trânsito da Urbs consegue reintegração no TST



O Tribunal Superior do Trabalho (TST) informa:

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso da Urbanização de Curitiba S/A (URBS) contra decisão que determinou a reintegração de um agente de trânsito. A dispensa foi considerada discriminatória, em decorrência de sua participação ativa em protestos e reinvindicações para melhoria das condições de trabalho.
Aprovado em concurso público, o agente foi admitido em fevereiro de 2011 pela URBS, sociedade de economia mista municipal. Sete meses depois, ele e mais seis colegas foram demitidos, a seu ver, por motivação política.
Na reclamação trabalhista em que pediu a reintegração, ele relatou que participou da mobilização dos agentes de trânsito por melhores condições de trabalho, como equipamentos de proteção adequados, atendimento psicológico e assessoria jurídica. A URBS afirmou que a dispensa ocorreu dentro seu regular poder diretivo, sem motivação política.
O ato, porém, foi considerado nulo pelo juízo da 23ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR) e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), com base em dois fundamentos: o fato de ter sido discriminatório, pela participação ativa do agente em protestos e reivindicações, e pela falta de motivação, tendo em vista que a URBS, como integrante da Administração Pública indireta, não pode demitir imotivadamente.
A URBS não conseguiu reformar a decisão no TST, pois a relatora, ministra Dora Maria da Costa, constatou que a empresa não impugnou um dos fundamentos da condenação, referente à dispensa discriminatória. “Estando a decisão do regional apoiada em dois fundamentos e limitada a insurgência da URBS a apenas um deles, não é possível o conhecimento do recurso de revista interposto”, afirmou a ministra.
A URBS foi condenada ainda ao pagamento de indenização por dano moral, no valor de R$ 20 mil. Também quanto a este ponto, o recurso da empresa não foi conhecido. A decisão, unânime, já transitou em julgado.

Patriota ‘cai para cima’, mas Senado pode interferir

Diário do Poder


O diplomata Guilherme Patriota, irmão do ex-ministro Antonio Patriota, ganhou “prêmio de consolação” após ser rejeitado pelo Senado para representar o Brasil na OEA. A manobra do Itamaraty é indicar Patriota “goela abaixo”: ele será “embaixador-alterno” em Genebra (Suíça) junto a alguns organismos internacionais, cargo que não requer aprovação do Senado. Mas a rejeição à OEA, que não tem precedentes, pode permitir que o Senado impeça também a nova nomeação à Genebra.
“De novo, o Itamaraty quer circundar a decisão do Senado de rejeitar uma indicação”, diz um membro da Comissão de Relações Exteriores.
“Dilma encontrou uma forma de abrigar [Patriota] sem que precisasse passar por uma nova rejeição”, diz Aloysio Nunes, presidente da CRE.
“Se foi rejeitado para a OEA, por que ele [Patriota] pode representar o Brasil em organismos em Genebra?” indagou outro membro da CRE.
Patriota era nº 2 da representação brasileira na ONU, em Nova York, sob a chefia do irmão. Seu apartamento custava R$ 54 mil por mês.

PF cumpre mandados em endereços de três senadores, ex-ministro e deputado


PF cumpre mandados contra 3 senadores, ex-ministro e deputado
Diário do Poder
Os alvos da vez são os senadores Ciro Nogueira, Fernando Collor e Fernando Bezerra Celho, e o ex-ministro Mario Negromonte e o deputado Eduardi da Fonte.
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (14) em Maceió, em endereços dos senadores Fernando Collor (PTB-AL), Ciro Nogueia (PP-PI) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), além do ex-ministro do governo Dilma Mario Negromonte (Cidades), do PP-BA e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). As investigações apuram supostos negócios ilícitos na BR Distribuidora.
Os 53 mandados, expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (12) e nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.
Em Maceió, foram cumrpidos mandados na casa do filho do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Arnon de Mello, segundo informações do Bom Dia Brasil. A ação é um desdobramento da operação Lava Jato, na qual Collor é um dos investigados.
A operação é denominada Politeia é uma expressão, em grego, que faz referência ao livro “A República” de Platão, que descreve uma cidade perfeita, onde a ética prevalece sobre a corrupção. São cumpridos 53 mandados de busca e apreensão expedidos
A justificativa da operação seria "evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados". Foram autorizadas apreensões de bens supostamente adquiridos pela "prática criminosa".
Os inquéritos da Lava Jato no STF foram abertos para investigar os políticos que têm foro privilegiado. Um desses processos é para investigar o senador Collor. Ele aparece nas investigações como suspeito de ter recebido dinheiro de propina de esquema de corrupção na Petrobras.
Os 53 mandados são para buscas e apreensões no Distrito Federal (12), e nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

Além de Lewandowski, Marco Aurélio e Zavascki em Portugal na passagem de Dilma Rousseff

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Esta foto é reveladora. Mostra que não apenas o Ricardo Lewandowski, presidente do STF, estava em Portugal na passagem pouco discreta da presidente Dilma Roussef, que na cidade do Porto encontrou-se com Lewnadowski. Lá estavam também os ministros Marco Aurélio de Mello e Teori Zavascki, este na condição de relator do processo da Lava Jato no STF.
A foto foi tirada na noite anterior do encontro de Dilma com o STF. É de um jantar com estudantes brasileiros, em Coimbra. Lewandowski todos sabem como vota em casos que envolvem Dilma, Lula ou o PT. Marco Aurélio já se declarou contra o impeachment e desconfia da legalidade da Lava Jato. Zavascki foi nomeado por Dilma. Ora, pois, dizem os lusitanos que se tratava de um trio muito dilmista em terras portuguesas.

Mais uma

Fábio Campana


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Vicente Ferreira informa. A fotogênica ministra Luciana Lóssio, do TSE (foto), que julgou a primeira campanha de Dilma Rousseff e lhe deu parecer favorável, e que, se não se declarar impedida, julgará a segunda campanha de Dilma Rousseff. foi a a única integrante do TSE na comitiva de Ricardo Lewandowski que estava em Portugal e se encontrou “casualmente” com a presidente Dilma Rousseff na cidade do Porto. Quanta coincidência!

Operação Ruy Barbosa: Quadrilha frauda R$ 57 milhões da educação


Do Cláudio Osti

Uma organização criminosa foi desarticulada  com suspeita de desviar mais de 57 R$ milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A quadrilha agia no Distrito Federal, Bahia, São Paulo e Minas Gerais fraudando licitações com apoio de agentes públicos. Eles agiam desde 2009 e iniciaram o esquema. Segundo a Polícia Federal, cerca de 450 agentes cumpriram 96 mandatos de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Eles serão indiciados por fraude em licitação, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, e equiparação entre ativos e aposentados

Fruet vai colocar no pau quem deve R$ 1 mil para a prefeitura de Curitiba

Fábio Campana



Gustavo Fruet
Gustavo Fruet
O prefeito Gustavo Fruet (PDT) sancionou a lei que autoriza a prefeitura de Curitiba a protestar os contribuintes com débitos da dívida ativa de mais de R$ 1 mil. O envio de débitos de dívida ativa para o protesto em cartórios evita a execução fiscal da dívida, cujo processo é mais demorado e caro. Assim, a medida acelera a quitação da dívida e evita o pagamento de custas judiciais, além de ajudar a prevenir fraudes antes da citação. Fruet diz que o estoque da dívida ativa da prefeitura é de R$ 4 bilhões.