segunda-feira, 13 de julho de 2015

Números escandalosos


por Dirceu Pio

Há sete anos, calculava-se em 10 bilhões de dólares a soma de recursos desviados da Petrobras; foi no comecinho da operação Lava Jato. O cálculo hoje está em 19 bilhões de dólares, ou sejam: mais de 60 bilhões de reais. A conta ainda não foi fechada: ninguém pode duvidar que, mesmo sem correção desse dinheiro, o desvio chegue a 30 bilhões de dólares ou mais; sabemos lá o volume de sujeira enfiado embaixo do tapete.
Fiquemos em 19 bilhões. Já é, sem a menor dúvida, o maior roubo perpetrado contra uma instituição pública no mundo. Um recorde que vai-nos envergonhar por muitos e muitos anos. Façamos o registro histórico: o roubo teve início no último governo Lula e foi intensificado loucamente no governo Dilma.
Sejamos honestos: um roubo desse porte não passa despercebido pela cúpula governamental, pois reflete em orçamento, execução de obras, desempenho do governo em quase todos os setores. Tanto Lula quanto Dilma sabiam do andamento da roubalheira, como já afirmou a revista Veja e se não deram nenhum alarme é porque de algum modo tiravam proveito da roubalheira.  Se é impossível combater a corrupção, o negócio é nos locupletarmos – pensaram. Deveriam no mínimo ser – os dois – responsabilizados por negligência, omissão, conivência.
A operação Lava Jato – faça-se justiça a seus autores e executores – é da autoria de juízes e promotores, sem nenhum incentivo do governo, muito pelo contrário. Ainda em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Dilma fez críticas à metodologia da Operação, o que vale dizer que ela não teve mesmo nada a ver com isso.
Quando a soma total do roubo estava em dez bilhões de dólares, há sete anos, foi feito um estudo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo que mostrava que o montante representava um valor maior ou equivalente ao PIB de 52 países, entre os quais estavam Haiti, Laos, Macedônia, Armênia.  Acho esse estudo pouco elucidativo da dimensão da roubalheira. Muitas e muitas pessoas nem sabem o que é PIB (Produto Interno Bruto) e nem como é calculado.
Achei melhor encontrar um indicador mais palatável para a grande massa da população: a cesta básica, que durante o mês de junho custava 370 reais no Rio de Janeiro. Usei o Rio como base do cálculo por ser um estado de custo médio da cesta, nem o preço mais alto (SP), nem o mais baixo (SE).
Com o dinheiro surrupiado da Petrobras até agora, 19 bilhões de dólares ou 61 bilhões e 370 milhões de reais, seria possível adquirir 16 milhões de cestas básicas a R$ 370 cada uma. Com isto, alimentar:
·       3 milhões e 455 mil famílias por um ano;
·       ou um milhão 727 mil famílias por dois anos;
·       ou um milhão 151 mil 839 famílias por três anos;
·       ou 863.879 famílias por quatro anos;
·       ou 431.939 famílias por oito anos;
·       ou ainda 345.551 famílias por dez anos.
Este é um cálculo grosseiro, que não leva em conta o que é possível fazer, na forma de benefícios sociais, apenas com os juros desse dinheiro. O assalto à Petrobras foi o que pode ser chamado de crime hediondo – esse roubo vai perpetuar o estado de miséria de milhares de famílias brasileiras.
*Dirceu Pio é jornalista

Programa Petrolão

Blog Zé Beto

Políticos e dirigentes da Petrobras  foram “presenteados” com garotas de programas durante a farra do Petrolão.  Só no ano de 2012 foram gastos R$ 150 mil, segundo revelaram o doleiro Alberto Youssef e Rafael Angulo Lopez, seu colaborador. As “meninas” eram conhecidas por participar de programas de tv, aparecer em capas de revista ou desfilar em escolas de samba. Algumas cobraram R$ 20 mil pelo programa. Em brasileiro, tudo isso revela que a quadrilha era mesmo especialista em qualquer tipo de putaria.

3 em cada 4 curitibanos desaprovam o trabalho dos vereadores



Da Gazeta do Povo

A Câmara de Curitiba não escapou da onda de avaliações negativas do poder público. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, o trabalho dos vereadores é desaprovado por 75% dos curitibanos. Isso representa um crescimento de 22 pontos porcentuais desde o início da legislatura. Proporcionalmente, porém, a queda é menor que a ocorrida no poder Executivo municipal, estadual e nacional.
Para efeito de comparação, em abril de 2013, dois meses depois do início da legislatura, a maioria da população da capital (53%) não estava satisfeita com os parlamentares.
Uma má avaliação não deve, porém, desconsiderar a da prefeitura – na mesma pesquisa, 62% reprovaram a gestão de Gustavo Fruet (PDT). “O eleitor avalia a vida diária e, se ela vai mal, acham que o Legislativo não cumpre seu papel”, afirma o cientista político Luiz Domingos Costa, do grupo Uninter. Para ele, os próprios vereadores estimulam essa confusão, ao se colocar como coautores das políticas públicas quando isso lhes favorece.
Ainda assim, há uma diferença considerável entre as avaliações dos dois Poderes. A prefeitura aparece com 33% de aprovação; os vereadores, 19%. Costa considera que essa diferença pode ser debitada da omissão da Câmara em alguns temas ao longo dos últimos anos.
Um exemplo é a CPI do Transporte Coletivo: enquanto ela transcorreu, a população considerou o trabalho satisfatório. Entretanto, como pouca coisa efetivamente mudou depois da CPI, o eleitor pode estar se sentindo frustrado.
Costa considera que este fenômeno de queda de popularidade dos parlamentos é cíclico. No início dos mandatos, o eleitor tende a ser mais tolerante com os vereadores, mas costuma se frustrar ao longo da legislatura – o que se reflete nos números mostrados pela pesquisa. O impacto é uma taxa de renovação alta – nas eleições passadas, foi de 47,3%. Entretanto, como essa renovação é mais nominal do que efetiva, o eleitor volta a se frustrar com o parlamento – e o ciclo recomeça.

Repercussão

Atual presidente da Câmara de Curitiba, Aílton Araújo (PSC) considera que os números refletem o cenário político geral. “[A avaliação negativa] Não é por força de uma avaliação consciente, mas por uma insatisfação com o comportamento de alguns políticos”, afirma. Ele diz, também, que uma parte considerável da população não acompanha o trabalho da Câmara e “sequer sabe em quem votou para vereador”.
Araújo considera ainda que a má avaliação do prefeito pesa no trabalho dos vereadores. “Se o prefeito vai bem, o vereador vai bem. Se vai mal, o vereador vai mal. Quando não tem obras, a população vem bater na porta justamente do vereador.”
Presidente da Câmara entre 2013 e 2014 e hoje líder do prefeito, Paulo Salamuni (PV) defende que a Casa avançou nos últimos anos, mas que tem sua imagem prejudicada pela “conjuntura política atual” e pelo “raciocínio brutalizado” das pessoas. “O curitibano não tem motivo nenhum para se envergonhar da Câmara – exceto, talvez, o comportamento individual de um ou outro vereador”, afirma, destacando que, nos últimos anos, a Casa abriu as portas a todos e teve uma produção legislativa relevante.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre 27 de junho e 1º de julho, com 830 eleitores de Curitiba. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais.

Às escondidas, Dilma e Lewandowski discutem Lava Jato e impeachment


dilma e ricardo1
do Noblat:
A acreditar-se em José Eduardo Cardoso, ministro da Justiça, ele, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tiveram “um encontro casual” no início desta semana na cidade do Porto, em Portugal. Sim, “casual”.
Foi o que Cardoso garantiu ao jornalista da Globo News Gerson Camaroti, que soube do encontro e publicou a notícia em seu blog. Segundo Cardoso, Lewandowski pediu para ver Dilma. Ele participava de um evento jurídico na cidade portuguesa de Coimbra.
Ao saber que o avião que transportava Dilma e comitiva para a cidade russa de Ufá faria uma escala técnica no Porto, cidade próxima de Coimbra, Lewandowski manifestou seu desejo de se reunir ali com a presidente da República para discutirem o aumento do Judiciário.

As notas frias de Dilma Rousseff

nota friq
IstoÉ:

“No material encaminhado por Gilmar Mendes à PF há indícios de emissão de notas fiscais frias e ocultação de despesas. A análise das notas registradas no site do TSE indicam inconsistências, duplicação de valores e interrupção na sequência de notas emitidas. A Focal, por exemplo, emitiu duas notas fiscais com o mesmo número 1303 para duas campanhas diferentes. No caso da VTPB os problemas são mais flagrantes. A empresa diz que encomendou à gráfica Ultraprint quase a totalidade do material de propaganda. Ocorre que a Ultraprint também foi contratada diretamente pela campanha de Dilma Rousseff, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de se pagar um intermediário”.

E também:

“Uma outra análise das notas fiscais emitidas pela VTPB reforça a impressão da existência de irregularidades. As séries das notas fiscais não são contínuas e há dezenas de notas faltando. Além disso, quando as notas anexadas ao processo de prestação de contas são cotejadas com as registradas eletronicamente no TSE, observa-se contradições importantes. Em 22 de agosto, por exemplo, a VTPB emitiu duas notas fiscais (nº 492 e nº 506) de 667,8 mil reais cada. No processo físico, porém, não existe a nota 506”.

Ministro do STF nega liminar e mantém votação que reduziu maioridade penal



celso
Na ação, parlamentares alegam que houve manobra regimental para aprovar o texto
BRASÍLIA – O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar ao pedido feito por 102 deputados para anular a aprovação na Câmara da proposta de emenda constitucional (PEC)que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos. De acordo com o ministro, como a proposta ainda precisa ser analisada em segundo turno pela Câmara, não há dano que justifique uma liminar suspendendo a decisão. Celso de Mello levou em consideração argumentação apresentada na sexta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que não há urgência na matéria, porque o segundo turno da votação da PEC só acontecerá no segundo semestre deste ano. A ação ainda será julgada pelo plenário do tribunal.

Era PT usou cartão para torrar R$ 615 milhões

mail.google.com
Claudio Humberto
Nos governos petistas de Lula e Dilma, de 2003 a 2015, os gastos com cartões corporativos somaram R$ 615 milhões. Cerca de 95% dessas despesas são “secretas”, por decisão do então presidente Lula, que alegou “segurança do Estado”, após o escândalo de ministros usando essa forma de pagamento em gastos extravagantes. Em 2002, o último ano do governo FHC, a conta dos cartões foi de R$ 3 milhões.
Lambuzaram-se
Ministros de Lula foram flagrados usando cartão corporativo para pagar tapiocas, resorts de luxo, jantares, cabeleireira, aluguel de carro, etc.
Sinuca por nossa conta
A anarquia chegou ao ponto de um alto funcionário do Ministério das Comunicações comprar duas mesas de sinuca usando o cartão.
Liberou geral
Em São Bernardo, seguranças da família do então presidente Lula pagaram equipamentos de musculação com cartão corporativo.
Meteram a mão
No governo Lula, seguranças de sua filha Lurian pagaram com cartão corporativo R$ 55 mil em material de construção, ferragens etc.