segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"MÉDICOS CUBANOS"?

O cúmulo dessa irracional política, contudo, parece ocorrer na admissão de 4 mil agentes cubanos, que se dizem médicos - são servidores do Estado e recebem daquela ditadura o que ela deseja pagar-lhes -, para os instalar em áreas desfavorecidas do Brasil, sem que sejam obrigados a revalidar seus títulos nos únicos órgãos que podem fazê-lo, ou seja, os Conselhos de Medicina.





JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO - 29.08.2013 - P. A2

Ives Gandra da Silva Martins -
 

A preferência da presidente Dilma Rousseff pelos regimes bolivarianos é inequívoca. Basta comparar a forma como tratou o Paraguai - onde a democracia é constitucionalmente mais moderna, por adotar mecanismos próprios do sistema parlamentar (recall presidencial) - ao afastá-lo do Mercosul e como trata a mais sangrenta ditadura latino-americana, que é a de Cuba.

A presidente do Brasil financia o regime cubano com dinheiro que melhor poderia ser utilizado para atender às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), dando-lhe maior eficiência em estrutura e incentivos.

Em período pré-eleitoral, Dilma Rousseff decidiu trazer médicos de outros países para atender a população do interior do Brasil, sem oferecer, todavia, as condições indispensáveis para que tenham essas regiões carentes hospitais e equipamentos. Empresta dinheiro a Cuba e a outros países bolivarianos, mas não aplica no nosso país o necessário para que haja assistência gratuita, no mínimo, civilizada.

O cúmulo dessa irracional política, contudo, parece ocorrer na admissão de 4 mil agentes cubanos, que se dizem médicos - são servidores do Estado e recebem daquela ditadura o que ela deseja pagar-lhes -, para os instalar em áreas desfavorecidas do Brasil, sem que sejam obrigados a revalidar seus títulos nos únicos órgãos que podem fazê-lo, ou seja, os Conselhos de Medicina.

Dessa forma, trata desigualmente os médicos brasileiros, todos sujeitos a ter a validade de sua profissão reconhecida pelos Conselhos Regionais, e os estrangeiros que estão autorizados exclusivamente pelo governo federal a exercer aqui a medicina.

O tratamento diferencial fere drasticamente o princípio da isonomia constitucional (artigo 5.0, caput e inciso I), sobre escancarar a nítida preferência por um regime que, no passado, assassinou milhares de pessoas contrárias a Fidel Castro em "paredóns", sem julgamento, e que, no presente, não permite às pessoas livremente entrarem e saírem de seu país, salvo sob rígido controle. Pior que isso, remunerará os médicos cubanos que trabalharem no Brasil em valores consideravelmente inferiores aos dos outros médicos que aqui estão. É que o governo brasileiro financiará, por intermédio deles, o próprio governo de Cuba, o qual se apropriará de mais da metade de seu salário.

Portanto, a meu ver, tal tratamento diferencial fere a legislação trabalhista, pois médicos exercendo a mesma função não poderão ter salários diversos. O inciso XXX do artigo 7.0 da Constituição federal também proíbe a distinção de remuneração no exercício de função.

Acontece que pretende o Estado brasileiro esquivar-se do tratamento isonômico alegando que acordo internacional lhe permite pagar diretamente a Cuba, que remunerará seus médicos com 25% ou 40% do valor que os outros médicos, brasileiros ou não, aqui receberão.

É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) de que os tratados entram em nosso ordenamento jurídico como lei ordinária especial, vale dizer, não podem sobrepor-se à Constituição da República, a não ser na hipótese de terem sido aprovados em dois turnos, nas duas Casas Legislativas do Congresso Nacional, por três quintos dos parlamentares (parágrafo 3.0 do artigo 5.0 da nossa Lei Maior).

Ora, à evidência, o acordo realizado pelo governo brasileiro não tem o condão de prevalecer sobre a nossa Carta Magna, por ter força de lei ordinária especial, sendo, pois, de manifesta inconstitucionalidade. Francisco Rezek, quando ministro do STF, certa vez, a respeito da denominada "fumaça do bom direito", que justifica a concessão de liminares contra atos ou leis inconstitucionais, declarou, em caso de gritante inconstitucionalidade, que a fumaça do bom direito era tão grande que não conseguia vislumbrar o rosto de seus pares colocados na bancada da frente. Para a manifesta inconstitucionalidade do ato a imagem do eminente jurista mineiro calha como uma luva. O tratado do Brasil com a ditadura cubana fere o artigo 7.0, inciso XXX, da Constituição federal.

O que me preocupa, no entanto, é como uma pequena ilha pode dispor de um número enorme de "médicos exportáveis", que, se fossem bons, não deveriam correr nenhum risco ao serem avaliados por médicos brasileiros dos Conselhos Regionais, e não por funcionários do governo federal.

Pergunto-me se tais servidores cubanos não terão outros objetivos que não apenas aqueles de cuidar da saúde pública. Afinal quando foram para a Venezuela, esse país se tomou gradativamente uma semiditadura, na qual as oposições e a imprensa são sempre reprimidas.

E a hipótese que levanto me preocupa mais ainda porque foi a presidente guerrilheira e muitos de seus companheiros de então haviam sido treinados em Cuba e pretendiam impor um govemo semelhante no Brasil, como alguns deles afirmaram publicamente.

Tenho a presidente Dilma Rousseff por mulher honesta e trabalhadora, embora com manifestos equívocos em sua política geradora de alta inflação, baixo produto interno bruto (PIB), descontrole cambial e déficit na balança comercial e nas contas externas.

O certo, contudo, é que a sua preferência pelos regimes bolivarianos e a sua aversão ao lucros das empresas talvez estejam na essência de seu comportamento na linha ora adotada.

Respeito a presidente da República eleita pelo povo, mas tenho receio de que suas preferências ideológicas estejam na raiz dos problemas que vivemos, incluída a importação de agentes públicos de Cuba que se intitulam médicos

Caiado cria o "Movimento Mais Médicos Livres" em apoio aos escravos cubanos




Josias de Souza - Uol Política

O deputado Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM na Câmara, criou o “Movimento Mais Médicos Livres”. Apresenta a novidade como uma “iniciativa pluripartidária” destinada a apoiar os médicos cubanos importados pelo Ministério da Saúde com a intermediação da Opas.

Segundo Caiado, o movimento dará “suporte jurídico e político” aos cubanos que desejam pedir asilo para permanecer no Brasil. Um direito que, segundo o Advogado-Geral da União Luís Inácio Adams, o governo planeja sonegar: “Me parece que não têm direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos”.

O ‘Médicos Livres’, declara Caiado, oferecerá atendimento em Brasília e nos Estados. De resto, promoverá dois gestos. Num, pedirá ajuda à CNBB e à OAB. Noutro, tentará obter autorização da Câmara para enviar uma missão de deputados a Genebra, onde estão sediadas a OIT e a OMS. Planaja-se questionar nas duas entidades a legalidade da contratação dos médicos cubanos. No dizer de Caiado, a Opas converteu-se numa espécie de “navio negreiro do século 21”. Ele realça as diferenças entre os cubanos e os profissionais de outras nacionalidades atraídos pelo programa 
Mais Médicos.


Os médicos europeus, diz Caiado, têm direito de ir e vir, de receber o salário de R$ 10 mil oferecido pelo governo e de escolher a cidade que vai trabalhar. Os cubanos têm os passaporte retidos, não podem trazer os familiares, não escolhem a cidade de destino e têm o grosso do seu salário “expropriado” pelo governo de Cuba.

Alerta e queda


Do jornal O Estado de São Paulo

PF PEGA EX-CHEFE DE FUNDO DA EDUCAÇÃO EM GRAMPO
Presidente do FNDE pediu demissão do cargo depois de ser flagrado alertando amigo, suspeito de desvio de R$ 6,6 milhões, sobre operação ‘Foi uma questão de solidariedade pessoal’, diz Freitas

O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE)– ligado ao Ministério da Educação (MEC) –, José Carlos Wanderley Dias de Freitas, pediu exoneração na segunda-feira, sob alegação de que precisa “tratar de assuntos particulares”. Freitas estava no cargo desde agosto de 2011.
Servidor de carreira do FNDE havia 22 anos, Freitas caiu no grampo da Operação Sinapse, da Polícia Federal, alertando o reitor do Instituto Federal do Paraná (IFPR),Irineu Mário Colombo, ex-deputado federal pelo PT, da existência de investigação sobre desvio de R$ 6,6 milhões em repasses supostamente ilícitos para duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).
Homem de confiança do ex-ministro da Educação e prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e mantido no cargo por Aloizio Mercadante, atual chefe da pasta, ele era ordenador de despesas do FNDE, que autoriza celebração de convênios e liberação de recursos. Em depoimento à PF, no último dia 16, admitiu ter informado o reitor “em razão de certa solidariedade pessoal”. Dez dias depois, pediu demissão do cargo. Freitas foi interceptado às 9h44 de 16 de junho de 2012.
“Deixa eu te falar, é… tá tendo algum problema mais grave com relação àquela questão que foi iniciada uma auditoria da ONG lembra?”, disse a Colombo.“
Tá tendo uma questão complicada, viu. Então você tá todo…Dê uma olhada aí… e… e…assim, observe. Zero movimento, entendeu? Zero movimento.
Tá, tá, tá, tá… Chegou já no… no patamar já acima entendeu?”, prosseguiu Freitas.
Ao concluir o alerta ao então reitor do IFPR, Freitas sugeriu que pudessem estar sendo monitorados.

A Câmara com seu deputado presidiário desce às cloacas

Vergonha nacional


Ao criar o primeiro deputado presidiário, a Câmara humilha e pisoteia os brasileiros de bem e chega a seu ponto mais baixo na história da República

Do Ricardo Setti

É inacreditável, ultrapassa todos os limites do corporativismo, da decência, da cara de pau, do desrespeito e do ultraje mas, pela falta de 24 votos e pela ausência de 108 deputados à sessão, a Câmara dos Deputados, que supostamente representa o povo brasileiro, criou o primeiro deputado presidiário do Brasil.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 13 anos de cadeia por peculato (desvio de dinheiro público por alguém que detém função pública) e formação de quadrilha e residindo atualmente na Penitenciária da Papuda, em Brasília, o deputado Natan Donadon (sem partido-RO) NÃO teve seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados.

Num gesto desesperado para salvar as aparências da instituição, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), afastou Donadon do mandato, por decisão unilateral, baseado no fato — óbvio — de que o deputado corrupto não poderá fisicamente exercer seu mandato, e convocou imediatamente seu suplente para assumir o cargo.
A decisão de afastar Donadon certamente será contestada pelos advogados do deputado, e submetida ao plenário da Câmara. Haverá, assim, uma segunda oportunidade para que a Casa se redima da barbaridade e do atentado à ética e à democracia que praticou, mantendo a decisão de Alves.
O mal, porém, já está feito.
Nunca, em quase 114 anos de República, a Câmara dos Deputados, por iniciativa própria, afundou tanto no lodaçal da pouca vergonha e da falta de ética.
A mesma Câmara que, no passado, resistiu até fisicamente ao fechamento decretado pela ditadura militar, em 1966 — sob a presidência de Adauto Cardoso, um deputado da Arena, o partido que apoiava o regime, do então Estado da Guanabara –, dobrando-se apenas quando os militares cortaram o abastecimento de água e luz ao edifício do Congresso;
A mesma Câmara que, ainda que sob enorme pressão do regime militar, resistiu heroicamente às pressões da à época chamada “linha dura” para que concedesse licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves (MDB da então Guanabara) por causa de um mero discurso, e caiu de pé, negando-a, para depois ser fechada em decorrência do ditatorial Ato Institucional número 5/
A mesma Câmara que abrigou ao longo do tempo nomes históricos de diferentes tendências políticas como Epitácio Pessoa, Nereu Ramos, Carlos Lacerda, Afonso Arinos, Vieira de Mello, Raul Pilla, Ulysses Guimarães, Mário Covas, Pedroso Horta, Nelson Carneiro, Pedro Aleixo e centenas de outros parlamentares que tinham coragem e vergonha na cara;
A mesma Câmara de passagens gloriosas da História adota, agora, uma postura covarde e mesquinha, em que não enfrentou forças das trevas, mas, entre o certo e o errado, ficou com o errado; entre o bem e o mal, optou pelo mal, afrontando o Supremo Tribunal Federal — que condenou o deputado, muito justamente, à cadeia — e a dignidade do povo brasileiro.
FAÇAMOS, PORÉM, JUSTIÇA, aos 233 deputados decentes e conscientes de seus deveres e responsabilidade que votaram “sim”. Infelizmente, 131 não viram nada demais em termos um deputado-presidiário e disseram “não” à cassação. Outros 41, como se nada de crucialmente importante estivesse em jogo, se abstiveram.

Antes de ser condenado, mensaleiro queria mais rigor com presos


Costa Neto: agora do outro lado do balcão

Do Lauro Jardim:

Valdemar da Costa Neto mantém-se atento às condições oferecidas aos detentos do país muito antes de ser condenado pelo STF e saber que parte de seus companheiros de quadrilha ira ver o sol nascer. O próprio Costa Neto escapou: cumprirá pena de sete anos e dez meses em regime semi-aberto.
Em 2007, Costa Neto apresentou um projeto de lei pedindo mais rigor no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), aquele em que o preso fica isolado numa sala, monitorado por câmeras , sem contato com outros detentos e limitado a apenas um banho de sol por dia.
Costa Neto queria extinguir o tempo máximo para que o sujeito ficasse no RDD. Hoje, a legislação só permite que se permaneça nessas condições por até um ano. O projeto determina que, passados os 365 dias, um juiz analise a situação do preso e, dependendo do comportamento e do grau de periculosidade, pudesse estender o prazo.
A preocupação de Costa Neto é piada pronta. Disse o deputado quadriheiro no texto:
- A proposição tem por finalidade resguardar a ética a moral e a proteção de nossa sociedade, que está tão desamparada e desprotegida no que toca aos índices alarmantes da violência urbana. O que mais me preocupa é a benevolência de nossa legislação penal pátria, muito preocupada com as garantias do detento e quase nunca com os direitos da sociedade, vítima permanente, da atuação dos criminosos, ditos contumazes.
Violência urbana certamente alarma tanto quanto as práticas do autor do projeto e sua turma.

Dilma, a enfezada, largou tradutora no Panamá

Claudio Humberto

A presidenta Dilma não demitiu antes o ex-chanceler Antonio Patriota por achar que “todos são a mesma coisa”, com diz dos diplomatas. Mas tratava mal a todos, como a tradutora em visita aos EUA que Dilma detestou. Para se vingar do Itamaraty pela viagem pífia, ela abandonou a tradutora no aeroporto da Cidade do Panamá, após escala na viagem de volta. Os colegas da moça, diplomatas, ficaram revoltados.
A escala para reabastecer demorou menos que previsto. Dilma mandou o avião decolar, mesmo sabendo que a tradutora ainda não retornara.
A tradutora, que havia desembarcado para procurar uma farmácia, foi abandonada no Panamá sem passaporte nem malas. Dilma se divertiu.
O Airbus taxiava quando assessores ponderaram que a tradutora, sozinha, sofreria o diabo no Panamá. E Dilma: “O problema é dela”.

Murrinha

Claudio Humberto

Mesmo com salário de R$ 26 mil, a líder do PCdoB, deputada Manuela D’Ávila (RS), pôs na conta do contribuinte lanche de R$ 22,50, em abril.
Em 2013, a deputada Manuela D’Ávila já torrou R$ 26,4 mil em contas de telefone. Com o escritório político no Sul, foram mais R$ 43,8 mil.