quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pedindo emprego.

De Luciana Cristo do Paraná Online




O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) continua à espera de um cargo no governo federal. Ele deve ir a Brasília na próxima semana para discutir o assunto. Em conversas com integrantes da base aliada em Brasília, Pessuti conta que as nomeações de estatais e cargos de segundo e terceiro escalão estão praticamente paralisadas por conta das eleições na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Ainda ontem, o vice-presidente Michel Temer já havia confirmado a suspensão das nomeações que faltam, segundo ele para evitar mais disputas entre políticos do PMDB e do PT.
“Os companheiros de Brasília me disseram que está tudo em stand by e me recomendaram que aguarde porque nos próximos dias podemos ser chamados a Brasília para conversar. Mas muitas escolhas devem ficar para fevereiro”, adiantou Pessuti.
Para o ex-governador, esse processo está sendo normal. “Não há nada de excepcional nisso, é um governo que dá continuidade ao outro (de Lula para Dilma) e não é necessário que haja essa sangria desatada que precise nomear todo mundo logo no primeiro dia de trabalho. Eu mesmo, quando assumi o governo no lugar de (Roberto) Requião fiz alterações nos meses de abril, maio, junho, e algumas até em novembro”, compara.
Com a saída da ministra Márcia Lopes do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Paraná perdeu um cargo no primeiro escalão do governo de Dilma Rousseff (PT).
A expectativa para uma nova nomeação paranaense, com a conclusão da convocação para os ministérios, fica agora para empresas como a Itaipu, Banco do Brasil, Correios ou Petrobras, segundo o próprio Pessuti enumerou em sua última coletiva enquanto governador, no dia 30 de dezembro.
Pessuti também comentou que acha desnecessária a decisão do novo governador Beto Richa (PSDB) em suspender a maior parte dos pagamentos do Estado aos fornecedores e a convênios pelos próximos três meses.
“Não era necessário, porque tudo o que nós autorizamos em termos de contratos e obras foi devidamente feito com base em informações da Secretaria da Fazenda, do Planejamento, da Administração, do Controle Interno, da Casa Civil. Não fizemos absolutamente nada que não fosse respaldado e por isso tínhamos convicção nas decisões”, justifica o ex-governador.
De acordo com Pessuti, as decisões dos seus últimos meses de mandato foram tomadas com base nas receitas de 2010 e na previsão orçamentária de 2011. Sobre a auditoria anunciada por Beto para analisar criteriosamente as contas do Paraná, Pessuti considera natural.
“Não é surpresa nem novidade. O Requião fez isso quando assumiu, agora o (Geraldo) Alckmin está fazendo a revisão dos contratos de (José) Serra, então considero algo normal”, respondeu.

Marcelo Richa fala sobre Festival de Férias de Verão 2011.

Jogos recreativos, brinquedos, gincanas, oficinas e muita diversão estão reservados para crianças de 6 a 12 anos durante o Festival de Férias Verão 2011, que acontecerá de 10 a 14 e 17 a 21 de janeiro. O evento, realizado pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ), irá promover atividades em 50 locais, como Centros de Esporte e Lazer e Associações de Moradores, nas nove regionais administrativas da Prefeitura.
“O Festival é uma oportunidade para as crianças se divertirem e participarem de atividades recreativas gratuitas que estimulam sua criatividade, convívio social e cidadania durante o período de férias escolares”, disse o secretário do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa.
A previsão é que mais de 10 mil crianças participem do evento, que irá oferecer brinquedos infláveis, cama elástica, jogos gigantes, tênis de mesa, pintura de rosto e outras atividades recreativas. Durante o Festival também serão realizadas oficinas manuais e palestras com atletas incentivados pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte no intuito de estimular a prática esportiva.
A participação é gratuita e mais informações poderão ser obtidas nas gerências regionais da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude e no Departamento de Lazer/SMELJ por meio dos telefones: (41) 3350-3717 e (41) 3350-3715.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

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Oposição considera decisão de Lula de não extraditar Battisti uma afronta à diplomacia


Adriana Caitano - VEJA

A decisão do governo de não extraditar o terrorista italiano Cesare Battisti movimentou o meio político no último dia do ano e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao site de VEJA, parlamentares de partidos da oposição disseram considerar “desequilibrada”, “ofensiva” e “irresponsável” a decisão de Lula, que estaria colocando em risco as relações diplomáticas entre Brasil e Itália.
Para o senador Álvaro Dias, vice líder do PSDB no Senado, o presidente passou por cima das Justiças italiana e brasileira, desconsiderando a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos tribunais italianos. “A Itália decidiu, condenou e o Lula, que não tem o conhecimento do poder judiciário, resolveu absolver. Isso é uma afronta à diplomacia, desrespeitando um dos poderes judiciários mais conceituados do mundo”, critica. “Fica difícil entender por que o presidente do Brasil precisa se arvorar de justiceiro na Itália, colocando em risco as relações diplomáticas com um país amigo, que tem empresas, acordos e até uma colônia no Brasil”.
Dias acredita que o presidente ofendeu o povo italiano com a ação. “Lá há um cidadão numa cadeira de rodas que aguarda há 30 anos por justiça e, nesse momento, deve lamentar o fato de que o presidente brasileiro, isoladamente, acabou com essa longa expectativa”, comenta. “A estratégia adotada por Lula, de deixar a decisão para o último dia, já revela a insegurança e o receio com as consequências do fato.
O senador ainda contesta a justificativa dada pelo governo do Brasil de que a extradição não seria feita porque Battisti poderia ser perseguido em seu país de origem. “Dessa forma, Lula acusa o outro país de desrespeitar os direitos humanos. Como o presidente do Brasil pode fazer esse tipo de insinuação? Com que precedentes ele se sente autorizado a fazer essa suposição?”, questiona.
Pretensão - O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, acredita que Lula foi contrário ao padrão da diplomacia mundial. “Essa decisão não ajuda nosso país nem a democracia, é mais uma atitude do ambiente de megalomania e desequilíbrio desse governo, que é pautado por exageros equivocados como o da relação que teve com o Irã”, defende. Guerra avalia que foi “pretensamente ideológica” a decisão do presidente. “Lula se acha acima do bem e do mal, acha que o que vale é o ponto de vista dele, que ele inventou o Brasil”, pontua.
O senador José Agripino Maia, líder do DEM no Senado, acredita que os problemas decorrentes da ação de Lula estão apenas começando. “O Brasil mexeu com os brios da Itália, esse assunto faz parte de um passado que o país queria ver no passado e o conflito com a sociedade italiana está anunciado”, argumenta.
Maia afirma que, com a decisão “política, pessoal, ideológica e irresponsável” que tomou nesta sexta-feira, o presidente criou briga com o direito internacional. “A atitude do presidente tem um amparo legal discutível, o organismo de direito internacional da União Europeia já havia se manifestado negativamente sobre esse tema”, diz o senador. “Ele deixa um legado desconfortável, inconveniente e desnecessário para a Dilma”.
Palavra final foi de Lula - O STF autorizou a extradição do terrorista, pedida pelo governo da Itália, em novembro de 2009. Mas deixou para o presidente Lula a palavra final sobre o imbróglio. A votação foi encerrada após três dias de julgamento, em um apertado placar de 5 votos a 4. Os ministros entenderam que os crimes imputados a Battisti não tiveram conotação política e não prescreveram.
Battisti é acusado de quatro homicídios ocorridos nos anos 70, quando liderava a organização extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). À revelia, o italiano foi condenado à prisão perpétua no país de origem.
O julgamento terminou em 1993. No entanto, ele nunca cumpriu pena. Fugiu para a França, onde viveu até 2004, quando o então presidente do país, Jacques Chirac, se posicionou a favor da extradição.
Battisti fugiu de novo e veio parar no Brasil. Em março de 2007, foi preso no Rio de Janeiro e transferido para Brasília. Em 2009, o STF autorizou sua extradição para a Itália e deixou a decisão final para o presidente Lula.
O italiano nega a autoria dos crimes e afirma ser vítima de perseguição política. Chegou a dizer, reiteradas vezes, que a extradição seria um "troféu" para o governo de Berlusconi. A Itália diz que houve crime comum.

Sindicalistas a apadrinhados políticos em cargos de comissão!

Ao receber a faixa das mãos do presidente Lula,  Dilma Rousseff herdou a máquina federal com quase a metade da cúpula dos cargos de confiança, sem concurso público, tomada por sindicalistas, informa reportagem de Silvio Navarro, publicada na edição desta segunda-feira da Folha. Sem vínculo umbilical com o sindicalismo, ao contrário do antecessor, Dilma terá de administrar a pressão das centrais sindicais para manter e ampliar a cota desses cargos, os chamados DAS 5 a 6 (Direção e Assessoramento Superiores) e NES (Natureza Especial).De acordo com dados do Ministério do Planejamento, há hoje 1.305 cargos dessa natureza. A remuneração chega a R$ 22 mil mensais. Segundo estudo da cientista política Maria Celina D’Araújo, da PUC-RJ, autora de “A Elite Dirigente do Governo Lula”, quase metade (42,8%) dos ocupantes desses cargos atualmente são filiados a sindicatos. Desse total, 84,3% são petistas. Os principais ramos que conseguiram cargos são os bancários, a área dos professores e os petroleiros. Ao todo, o governo federal tem cerca de 22 mil cargos de confiança, mas esses 1.305 são a elite do batalhão de comissionados




Vitalício, segundo Ruy Barrozo

Derosso permanece como presidente do Legislativo Municipal.



A Câmara de Curitiba abre 2011 com nova Mesa Executiva. João Cláudio Derosso (PSDB) foi reconduzido ao cargo de presidente do Legislativo da capital paranaense. Os novos integrantes, eleitos antes do término das sessões plenárias, como determina o Regimento Interno, com a chapa Integração, vão administrar a Casa no biênio 2011-2012. Além de Derosso na presidência, Sabino Picolo (DEM) assumiu a primeira vice-presidência e Tico Kuzma (PSB) é novo segundo vice-presidente. Celso Torquato (PSDB) se manteve na primeira secretaria. Caíque Ferrante (PRP), Jairo Marcelino (PDT) e Noemia Rocha (PMDB) são, respectivamente, o segundo, terceiro e quarto-secretários.
Os quatro novos vereadores que participam do grupo diretor representam uma renovação de 57%. “Demos o nome de Integração, querendo mostrar que será uma gestão de convergência e diálogo. Todos os partidos foram consultados e convidados a participar do processo de composição da Mesa Executiva. Na eleição de 2009, compusemos uma chapa de vereadores veteranos. Agora, temos renovação”, disse Derosso.
“Nós vamos manter o diálogo para frente, voltado para o futuro. A Câmara continuará sendo a Casa do Povo de Curitiba, que já possui 1,7 milhão de moradores, segundo o último censo”, assegurou o parlamentar ao assinar o termo de compromisso com os demais vereadores. Junto com novos desafios e responsabilidades para o biênio, a Mesa começa seu trabalho com novidades, como a instituição da Corregedoria da Câmara de Curitiba. O procedimento é semelhante ao que já funciona no Congresso Nacional e será promotor da manutenção do decoro, da ordem e da disciplina. A corregedoria municipal terá as mesmas incumbências que na esfera federal, de corrigir erros e abusos no Legislativo, dar efetivo cumprimento às determinações da Mesa, fazer sindicâncias sobre denúncias de ilícitos e na prevenção da ordem e da paz. Será um anteparo para o Conselho de Ética, considerando que o corregedor fará sindicância quando necessário e o resultado será repassado ao conselho.
Nos próximos dois anos, o presidente da Câmara permanecerá com a prerrogativa de assumir interinamente a administração da cidade, nos casos em que o prefeito Luciano Ducci se ausentar do país. A determinação está prevista no artigo 69 da Lei Orgânica Municipal.

Vai subir!

Tarifa deve ser reajustada em fevereiro!


O preço da passagem do transporte coletivo de Curitiba deve ir a R$ 2,50, em fevereiro. A informação foi dada pelo presidente da Urbs, Marcos Isfer, em uma entrevista ao jornal Gazeta do Povo. O componente que deve provocar o aumento é o reajuste de salários dos trabalhadores do transporte coletivo, que deve ocorrer ainda neste mês.
A categoria reivindica um reajuste de 15% nos salários e o componente custo com pessoal representa 40% do custo da passagem. O preço do ônibus em Curitiba é o mesmo desde janeiro de 2009, quando a tarifa subiu de R$ 1,90 para R$ 2,20. Estudos da Urbs apontam que atualmente a passagem deveria custar R$ 2,32 para cobrir todo o custo do sistema, a diferença seria subsidiada pela Prefeitura. Isfer explica que os aumentos registrados em 2010, em uma série de itens, não foi anexado ao valor da passagem.
Em outras capitais, 2011 já começou com o aumento da tarifa do transporte coletivo. Em são Paulo, por exemplo, os passageiros têm até esta terça-feira (4) para recarregar o bilhete único na tarifa de R$ 2,70. A partir desta quarta-feira (5), os usuários começam a pagar R$ 3 pela passagem de ônibus na capital paulista.