sábado, 2 de outubro de 2010

Sem Marina, PV deve anunciar apoio a Serra

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:

Enquanto a presidenciável Marina Silva (PV) dá sinais de que ficará neutra num eventual segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), seu partido se inclina a apoiar o tucano. O presidente da legenda, José Luiz Penna, disse à Folha que descarta a neutralidade no segundo turno, caso Marina não esteja nele. O PV é aliado do PSDB de Serra nos principais Estados, incluindo os três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A ala ligada ao PT é minoritária na sigla.

Outros dirigentes ouvidos pela reportagem dizem que a tese de apoio a Serra venceria com folga na executiva nacional, que deve discutir o assunto no início da semana. Penna argumenta que o desempenho de Marina fará o partido sair mais forte das urnas, mesmo que ela não vá ao segundo turno. Optar pela neutralidade seria desperdiçar este capital político.

“O que está em jogo é a nossa capacidade de influenciar o próximo governo. O PV não ficará neutro. A neutralidade seria uma forma de dar as costas ao processo democrático.”

Ele não quis manifestar preferência por Serra ou Dilma, embora apoie o prefeito Gilberto Kassab (DEM), aliado do tucano, na Câmara de Vereadores paulistana. Em São Paulo e Minas, o PV participa de governos estaduais do PSDB, e no Rio os tucanos apoiam Fernando Gabeira (PV) ao governo.

Esta é a verdade! Fim de papo!


No Estadão Online de ontem, o repórter Lucas de Abreu Maia escreveu um texto em que trata dos chamados “boatos na Internet”. Transcrevo um trecho:

Dilma — pré-banho de marquetagem, ainda com aquele jeitão de quem confundia cara enfezada com profundidade e competência — participava de uma sabatina na Folha, em outubro de 2007. Em abril de 2009, concedeu uma entrevista à revista Marie Claire e defendeu a mesma opinião.

Dilma é favorável, sim, à descriminação do aborto. ISSO É FATO, NÃO É BOATO. Boato é a cascata de que a sua opinião a respeito foi distorcida, de que ela jamais defendeu a mudança da legislação e de que tudo não passa de um grande complô contra ela.

O busílis é outro: existe o que Dilma realmente pensa, e existe o que o marqueteiro João Santana afirmou que ela deve pensar para tentar ganhar a eleição.

O progressista de plantão logo grita: “Que importância tem isso?” Bem, para este blog, como atestam os arquivos, é coisa importante mesmo fora do período eleitoral. Minha opinião a respeito — militância mesmo, se quiserem — não é oportunista.

Para a política também deve ser importante, não é? Ou a candidata que lidera as pesquisas não faria o esforço que está fazendo para esconder dos brasileiros o que realmente pensa. Para tanto, conta com o trabalho de assessoria de boa parte da imprensa, que resolveu chamar um fato de boato.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

STF em transe: ministro diz não ter nada com isso; advogado de Roriz promete processar Britto, filha e genro por extorsão e formação de quadrilha

Na Folha Online:

O ministro do STF Carlos Ayres Britto afirmou que, em nenhum momento, se envolveu com a negociação feita entre seu genro e o ex-governador Joaquim Roriz. “Eu não tenho nada com isso. Meu genro, que é maior de idade, que responda por isso”, disse à Folha.
Britto disse que seu genro, Adriano Borges, lhe contou a seguinte versão sobre o caso: que foi procurado pelo advogado da coligação de Roriz, Eládio Carneiro, para ajudar na defesa do ex-governador. Segundo o ministro, por “ambição e vaidade”, Borges teria aceitado.
Ainda de acordo relato do advogado ao ministro, Borges disse que o nome dele foi colocado à revelia no processo. A Folha apurou que Britto tem confidenciado a amigos que “não pode mais confiar no genro”.
Ontem, por meio da assessoria, o advogado afirmou que, depois de convidado a defender Roriz, decidiu “atuar no caso porque acreditava na tese mesmo tendo consciência de que isso impediria a presença de Ayres Britto no julgamento”. Adriano Borges disse ainda que se sente chantageado.
Segundo a assessoria de imprensa dele, “a gravação diz respeito ao dia 3 de setembro, antes de o ministro Carlos Ayres Britto ser designado relator” do Ficha Limpa e diz considerar que se trata de “tentativa de incriminação para prejudicar o ministro e o próprio judiciário”.
“A leitura atenta dos vídeos mostra que a todo instante Adriano está se colocando como profissional disposto a executar trabalho específico de sua atividade, podendo-se ouvir claramente que ele não estava lá para causa impedimento, mas para trabalhar por acreditar na tese”, diz a assessoria de Borges, alegando que o advogado, no final da conversa gravada, pede “taxativamente para retirar seu nome dos autos do recurso extraordinário”.
Não é isso, no entanto, o que dizem os aliados de Roriz. Eládio Carneiro afirma que foi Borges quem ofereceu seus serviços para defender o ex-governador e mandou por e-mail os dados dele e da esposa para aparecer na lista de advogados do caso.
Além de alegar que foi o advogado que ofereceu seus serviços ao ex-governador, advogados ligados a Roriz prometem ir à Justiça contra o Britto, a filha e o genro. “Vou apresentar notícia crime por formação de quadrilha e tentativa de extorsão. O Supremo precisa se limpar por dentro”, disse outro advogado de Roriz, Eri Varela.

Por Reinaldo Azevedo

STF em transe - Genro de Ayres Britto tenta negociar com Roriz a não-participação do sogro na sessão que definiria sorte do ex-candidato

A história e cabeludíssima e envolve um figura cuja ficha é, para dizer pouco, polêmica. Mas não dá para fazer de conta que o que está no vídeo não está no vídeo e que as personagens não são quem são. Leiam o que vai na Folha Online.
Roriz negociou contratação de genro de ministro do STF
Por Matheus Leitão, Felipe Seligman e Fernanda Odilla:

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC-DF) negociou com o genro de Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, um contrato que, na prática, impediria o ministro de julgar o caso da Lei da Ficha Limpa. O genro de Ayres Britto é o advogado Adriano Borges - ele mora sem união formal com a filha do ministro, Adriele, e eles têm um filho.
Se a negociação tivesse prosperado, Ayres Britto teria de se declarar impedido de julgar Roriz porque não poderia analisar um caso em que seu genro atua. Seu voto foi a favor da aplicação da Lei da Ficha Limpa contra Roriz, em julgamento apertado e que dividiu o tribunal na semana passada. O resultado foi um empate em 5 a 5 que fez Roriz desistir de sua candidatura e indicar sua mulher como substituta na chapa.
Em um vídeo ao qual a Folha teve acesso, gravado em 3 de setembro, Roriz e Borges discutem o impedimento de Ayres Britto. Oficialmente, o advogado fez parte da defesa de Roriz de 2 a 4 de setembro, e saiu justamente depois da discussão gravada. Borges afirma que é vítima de chantagem, e Roriz alega que foi extorquido.
À Folha, Ayres Britto afirmou que “não tem nada com isso” e que o genro deveria responder pelo caso. O vídeo tem uma 1 hora e 11 minutos de duração. Durante 37 minutos, a câmera registra uma sala com as luzes apagadas, na casa de Roriz. Em seguida, o ex-governador e Borges, naquele momento já seu advogado na causa, entram na sala e iniciam a conversa.
Seis minutos depois, Roriz pergunta: “Eu gostaria da sinceridade sobre o voto do seu sogro?”. Depois de balbuciar palavras desconexas, Borges responde: “Com isso aí ele não vai participar. Tá impedido”. Roriz continua: “Então é o êxito.” E o advogado responde: “É um êxito de certa forma”. O ex-governador sentencia: “Com isso, eu ganho folgado”.
Durante a conversa gravada, Borges tenta negociar os honorários e diz que já havia contratado uma equipe para trabalhar no processo. A Folha apurou que foram mobilizados cinco advogados. Roriz diz que não precisava de mais ninguém, somente da presença do genro do ministro.
Na gravação, como parâmetro para o valor cobrado pelos serviços, o advogado cita outra causa semelhante a de Roriz, na qual cobrou R$ 1,5 milhão de “pró-labore” e mais R$ 3 milhões “no êxito”. ” O ex-governador afirma não ter dinheiro e ainda diz que “antecipadamente não há a menor possibilidade” de pagar o que o advogado queria.
No final da conversa, Roriz oferece R$ 1 milhão para que Borges apenas conste na lista dos defensores. Não houve acordo porque o genro de Ayres Britto insistiu para ser o principal advogado da ação. Estando na lista ou assinando como defensor principal, a sua atuação levaria Ayres Britto a se declarar impedido. Em um caso anterior semelhante com o genro no STF, ele havia procedido desta forma.

UM RESGATE DA HISTÓRIA DO PT:


1985 - O PT é contra a eleição de Tancredo Neves e expulsa os deputados que votaram nele.

1988 - O PT vota contra a Nova Constituição que mudou o rumo do Brasil.

1989 - O PT defende o não pagamento da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num caloteiro mundial.

1993 - Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país. O PT foi contra e não participou.

1994 - O PT vota contra o Plano Real e diz que a medida é eleitoreira.

1996 - O PT vota contra a reeleição. Hoje defende.

1998 - O PT vota contra a privatização da telefonia, medida que hoje nos permite ter acesso a internet e mais de 150 milhões de linhas telefônicas.

1999 - O PT vota contra a adoção do câmbio flutuante.

1999 - O PT vota contra a adoção das metas de inflação.

2000 - O PT luta ferozmente contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadarem, ou seja, o óbvio que não era feito no Brasil.

2001 - O PT vota contra a criação dos programas sociais no governo Fernando Henrique: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como esmolas eleitoreiras e insuficientes.

Quase toda atual estrutura sócio-econômica do Brasil foi construída no período listado acima.

O PT foi contra tudo e contra todos.

Hoje roubam todos os avanços que os outros partidos promoveram e posam como os únicos construtores de um país democrático e igualitário.

Já que o PT foi contra tudo e contra todos desde a sua fundação, fica uma pergunta para que os leitores respondam: em 8 anos de governo, quais as reformas que o PT promoveu no Brasil para mudar o que os seus antecessores deixaram

Osmar Dias é contra os Armazéns da Família, que atendem famílias

DO SITE OSMAR DIAS: Em reunião na sede da regional da Apras (Associação Paranaense de Supermercados), em Londrina, Osmar Dias disse que vender mercadorias, mesmo que cestas básicas, é papel dos empresários que contribuem muito para que o Estado recolha tributos para realizar seus programas.
“O Estado não pode entrar demagogicamente eliminando negócios que geram empregos, pois você beneficia meia dúzia de famílias vendendo um produto mais barato num armazém, mas desemprega muitas outras de uma mercearia que fecha. Garanto a vocês que não vou fazer isso”, disse. “Vamos trabalhar juntos para que o imposto devido seja pago, mas seja devolvido em forma de ação do governo em auxílio aos paranaenses”, ponderou Osmar.

Advogado da coligação de Osmar diz que juiz Konkel Junior é imparcial

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o advogado Luis Gustavo Severo, da coligação de Osmar Dias, afirmou que o juiz Nicolau Konkel Junior é “um juiz imparcial, à margem de qualquer suspeita.”
Konkel Junior é o juiz do TRE que proibiu divulgação de pesquisas no Paraná. Na mesma reportagem da Folha de S. Paulo, Konkel Junior diz que ficou surpreso que o Datafolha tenha incorrido nas mesmas irregularidades na segunda pesquisa impugnada. “O que me surpreendeu é que o Datafolha recebeu a impugnação da primeira pesquisa e insistiu no problema.”